Mãe
Teu dia se aproxima...
Mas, na verdade, deveria ser todo dia,
Um só é muito pouco,
Pelo muito que deve ser comemorado.
Mãe, mesmo não estando aqui
De corpo presente,
Vejo- a todo momento, em qualquer tempo...
Onipotente!
Está em tudo que faço, sinto e falo...
Porque sou parte de você,
Eternamente!
Mãe, sempre está presente em minha inspiração,
Nas rimas de minha poesia
Naquela nossa canção
Que cantávamos em sintonia
Como crer que não mais existe
Se a tudo você me assiste...
Quando chego da rua,
Gelado do frio, molhado da chuva
E em minha mão sinto a sua
E seu calor a me esquentar...
E mesmo, quando estou triste
Sinto seu colo, seu amparo,
Sua canção de ninar, seu embalo...
Meu coração se consola,
Minha alma se revigora
E volto a sorrir, reconfortado agora...
Mãe, mudou de patamar, de andar,
(Sem nunca deixar nosso lar!)
E ao mesmo tempo, em mim ficou,
Senão como explicar toda sensibilidade,
Tanto amor que me invade
E que em mim sinto vibrar,
Se não é seu ser, seu coração
Que me fazem seguir em sua direção?
Mãe, neste seu dia,
Em que se reverencia
O símbolo do amor em profusão,
Aceite essa minha poesia
Como se fosse uma oração!









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