segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cheiro de Alfazema

Quando os raios do sol
se enterram na barra
do horizonte,
num casamento perfeito da
terra com os céus,
subo a colina para ficar
mais perto de Deus.

E no ar rarefeito da subida
sinto o cheiro de alfazema,
cheiro de coisa antiga,
sinto saudades da vida,
a alfazema me cheira a saudade!

Tão só navego pelos mares,
tão calada ando pelos caminhos,
tão breve é o momento nesta ilha,
tão longa é a escuridão da incerteza.

Das vinte e quatro horas do dia,
abreviando o curso da existência,
talvez não viva nem duas.
Mas sempre há um amanhã
que justifica nossas fugas
e necessidades.