terça-feira, 9 de setembro de 2008

Um grito de liberdade

Em algum momento eu ia precisar
dar meu grito
sem ninguém me escutar.
Só à você dei o direito de ouví-lo
e comigo repartí-lo.

Gritamos juntos.
Eu, porque precisava
e você me acompanhava.
Sem perguntas, sem censuras
dividimos uma noite especial
e fizemos o papel do bem e do mau.

Nos meus olhos havia a esperança
e nos seus a felicidade de uma criança.
Gente, bebida, música e orgia.
Beijos, abraços, carinho e alegria.

Eu e você
não precisava de mais nada, pra quê?
Confidências, exposição de carências,
olhos nos olhos,
palavras que foram escapando dos lábios
expondo uma frieza que não é verdadeira.

Dentro desse peito bate um coração
que não é feito de gelo, nem de poeira.

Corpos que foram se enroscando,
a antiga atração que foi aumentando,
a noite que foi passando
cheia de claridade e amizade.

É, ninguém poderá entender
o que você significa pra mim
e eu pra você.

Só nós sabemos que entre a gente é assim,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
na riqueza e na pobreza.

Casamento????

Não, é bem mais,
é divino nosso envolvimento.