quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Quem sou eu?

O caminho do encontro de si é mais longo para uns que para outros. E para determinadas pessoas ele é mesmo interminável.

Saber quem eu sou e o que sou equivale a saber reconhecer que não sei tudo da vida, não possuo todas as razões e que a pessoa bonita que existe em mim pode parecer feia em certas ocasiões. E se eu não me aceito tal qual me vejo no espelho, como posso querer que me aceitem?

Pense naquilo que você pensa que é e no que você passa para os outros. Se você não se ama e não se aceita, outros não poderão te amar e te aceitar. Se você mesmo duvida do valor do seu trabalho, não há por que outros te valorizem.

O mundo vê em nós o que damos de nós para ele. Poucos conhecem nossos rostos depois que fechamos a porta, depois que tiramos a maquiagem e as máscaras que escondem nosso verdadeiro eu.

Conhecer-se não é tão fácil. Saber-se é aceitar-se, ainda que com dor. É perdoar a si mesmo as imperfeições procurando corrigi-las e pedir aos outros tolerância para com elas.

Somos criaturas especiais, portanto humanas e falíveis, de natureza pecaminosa, mas com possibilidades de retorno ao amor dAquele que nos amou primeiro.

Somos todos criados à imagem e semelhança de Deus. Não somos deuses, mas possuímos em nós algo divino e sem igual. Aquele que acredita nisso anda por caminhos seguros, por sobre as águas e sabe que a tempestade pode balançar, mas não vai afundar o barco.

Não tenha medo de ser quem você é, de mostrar seu rosto de cara lavada, de errar e se enganar de caminho.

Enquanto estamos no mundo podemos transformar a pedra bruta do nosso coração em jóia mais cara, aquela que não deixa despercebido quem passa por perto e que faz nascer no coração de Deus a alegria de ser Pai.