Palavra Calada
À flor da pele,
tinjo nuances,
faço-me atalho,
criatura do criador
percebendo, glorificando
cada verso com uma
fatia de mim alquimista
e a outra alpinista das prateleiras,
frases do velho e bom ermitão,
retrato de um coração
cicatrizado pelo tempo!
Menina dos meus olhos,
assim quero você, simples
agregada aos anseios d’alma,
trazendo dentro de si,
a outrora desejada,
a quimera das alvoradas,
o ascendente das cúpulas
e capelas, a origem do
abecedário da paixão!
És minha palavra calada,
nas entranhas, nas macedônias,
nas aldeias que se fazem platéia
destes escritos quase que celestes,
dos tamancos holandeses,
gritando por ruas e vielas
a emoção de migrar, emigrar
o amor não só na língua dos anjos,
mas na linguagem do bordão!









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