terça-feira, 19 de agosto de 2008

Palavra Calada

À flor da pele,

tinjo nuances,

faço-me atalho,

criatura do criador

percebendo, glorificando

cada verso com uma

fatia de mim alquimista

e a outra alpinista das prateleiras,

frases do velho e bom ermitão,

retrato de um coração

cicatrizado pelo tempo!



Menina dos meus olhos,

assim quero você, simples

agregada aos anseios d’alma,

trazendo dentro de si,

a outrora desejada,

a quimera das alvoradas,

o ascendente das cúpulas

e capelas, a origem do

abecedário da paixão!



És minha palavra calada,

nas entranhas, nas macedônias,

nas aldeias que se fazem platéia

destes escritos quase que celestes,

dos tamancos holandeses,

gritando por ruas e vielas

a emoção de migrar, emigrar

o amor não só na língua dos anjos,

mas na linguagem do bordão!