segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mas... é a Realidade!

Guardo nas gavetas desabitadas
De meu corpo, fatos, atos e desafetos;
Ocorrências, sapiências, desobediências,
Perdas acumuladas de sonhos não realizados
Neste viver transitório....

E dai?!
Tanto faz como fez...
Mas preciso encarar a realidade
Reconhecendo a transitoriedade
De tudo que se vive!

Se navego no infinito,
Se a mente divaga.
Se... enfim, é problema meu...
Tenho de apreciar o nó que criei
E que me contorna....

Meu olhar, lava-se em mares salgados,
Busca interagir com o que existe ao redor...
As mãos, pequenas mãos, amoldam a argamassa
Da construção por acabar!

Mas meus anseios..... ah! estes!
Buscam o eterno no provisório,
Do encantamento que trago tatuado
N´alma peregrina!

Na (in) consciência do que é,
Ou do que não é, talvez - do que não poderia ser...
Não marca o tempo o relógio,
Na efemeridade do momento!


Privilégios nos empolgam,
Sucesso alivia a tensão e ajeita o ego...
Desigualdadesa nos aviltam...
Mas é a realidade -
( - essa crueza que nos observa - )
É quem nos faz compreender,
a coerência do caminhar!