terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lágrimas secas

É noite agora.
E a saudade me chega
No corpo e na alma.
No teu lugar apenas o vazio
De movimento e vozes
Que só podem ser teus!

Entre mentiras e sonhos
Foi-se o sono.
Esvai-se a bruma.
Apagam-se as luzes das estrelas.
A lua baixa para seu sono de paz,
Nasce o dia.

E eu fiquei na espera.
De um abraço ilusório.
De um sorriso largo.
De um olhar terno.
Um murmúrio do vento
Chamando um nome -
O meu!

Quantas noites não dormi!
Passei-as chorando.
Lágrimas secas
Do vazio da tua ausência!