Sóbrio ébrio
Impetuosa e árdua a deusa a encobrir o ébrio
Noite que impera - são os olhos da fera
Vai, arrasta teu corpo e cada minuto que passa!
Risos - sobriedade efêmera da etílica fala...
Incrédulos, assaz e famintos olhos teus
Posta-me frente aos meus!
Narciso agora cego - procuro um brilho, entardeceu?
Horas que passam, horas que fogem nos dedos meus...
Instinto perene reverte a doce ânsia vazia.
Latejam e cintilam na mente borbulhando,
Explodem, contagiam temores em rancores...
Repousa na asa da ave temida...
Dorme o sono das dores contidas...
Imigrante em vida vivida, vertente, caída.









|