terça-feira, 20 de maio de 2008

Sóbrio ébrio

Impetuosa e árdua a deusa a encobrir o ébrio

Noite que impera - são os olhos da fera

Vai, arrasta teu corpo e cada minuto que passa!

Risos - sobriedade efêmera da etílica fala...



Incrédulos, assaz e famintos olhos teus

Posta-me frente aos meus!

Narciso agora cego - procuro um brilho, entardeceu?

Horas que passam, horas que fogem nos dedos meus...



Instinto perene reverte a doce ânsia vazia.

Latejam e cintilam na mente borbulhando,

Explodem, contagiam temores em rancores...




Repousa na asa da ave temida...

Dorme o sono das dores contidas...

Imigrante em vida vivida, vertente, caída.