quarta-feira, 7 de maio de 2008

Palavras

De que valem as palavras se o coração acinzenta às tantas...

De que vale os céus que cantam amor se nada mais encanta...

Palavras e vozes se perdem pelo infinito e ecoam estagnadas...

Sopram somente à eternidade, atos e as lutas, tantas travadas...



Resta palavrear momentos felizes escrevendo sobre raízes...

Perpetuar os dogmas, enluarar os contornos e as matizes,

De que servem palavras cassadas, trocadas e arrependidas...

Perdidas no compasso do tempo, largadas, meras, desvalidas...



Palavreadas juradas, encantadas, sopradas, em canto espreito...

Acreditadas, lamuriadas, palavras sãs, em riste e doentias...

Sons mansos, remansos...Dura lida, de que serve versar canto...



Se nos contos esvai-se também; e não há mais santo...

Palavras...antes papeladas... As folhas amareladas do direito...

Mudas palavras que partiram deixando a saudosa melodia...