A NUVEM QUE ME PERSEGUE
Há uma nuvem que, só, me persegue
embaça-me os olhos já cansados.
Deixo o guarda-chuva, ela me segue,
me acompanha pra todos os lados
Sou o núcleo da sua tempestade,
caminho por entre os raios e trovões,
nesta cena de surrealidade,
a chuva em encharca aos borbotões.
Poderia ser obra do acaso,
esse ocaso de minh'alma extenuada?
Nem sei dizer se é este o caso.
Mas sigo o batismo da jornada,
meus olhos, de lágrimas vivem rasos,
misturadas à chuva eternizada.









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