quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mãos Pela Paz

Transformar as palavras,

Com as mãos em ação.

Levadas pelo vento,

Sem destino.

O homem pára,

Não se fixa,

Deixa espaços vazios,

Vagueia, não carrega,

Não suporta,

Desarmoniza pela ação.

Mãos aflitas, sem limites,

Sem coragem,

Alma enfraquece,

Nesta luta que ressoa,

No ar sem definições.

Sem sol, sem transparência.

Planta folhas secas,

Sem cor, desamor,

O que ainda nos resta da vida.

Certezas, não têm.

No ontem, no hoje,

Vejo mãos desunidas,

Muito doidas, envelhecidas,

Algozes...

A cada passo,

Mãos desnudas, encontro,

Tocadas pela desunião.

Vamos tentar,

Numa dimensão corporal,

Quem sabe buscando soluções

De mão em mão, na fraternidade:

Com esperanças de alcançar,

Abraçar e multiplicar...

Amar, contemplando

A ação pela paz.