terça-feira, 13 de maio de 2008

ETERNAMENTE APAIXONADO

Porque choram meus olhos, meu amor
me martirizo, me aflijo, perco sustento
se tudo que me dás raia alto esplendor
e crias em mim o mais desejado alento

E porque em mim sangra a distinta dor
a crueldade, que não renega tormento
se de ti nunca sofri um infeliz desamor
senão um grande amor por juramento

E porque, então, este sofrer tão calado
da angústia cruel que vai no meu peito
se és sempre tu, quem está a meu lado

e, se és sempre tu, quem zela por mim
Vide, meu amor, já não tem mais jeito:
viver a vida, viverá, quem seja só pra ti