quarta-feira, 21 de maio de 2008

DO AMOR

Professo aqui meu amor,
entre jardins e flores matinais.

Teu olhar percorre minha alma,
como se uma suave brisa, no entardecer.

Corpos nus, libertos de pudor,
alimentam-se da certeza, de cada um.

E assim, quais crianças, entregamo-nos,
ao jogo da sedução.

Porém a Natureza tudo observa, num rito
silente e castiço:

que se faz presença,
nas folhas trémulas das árvores.

E quando a manhã se faz presente,
partiremos, de mãos dadas –

bocas saciadas, pelo róscido da madrugada.