sábado, 8 de agosto de 2009

Quando as palavras morrem

Quando as palavras morrem no silêncio

É porque perdemos a capacidade de sentir.

No contexto, o existir é apenas um detalhe.



O silêncio que distancia,

Dá proteção,

Não compromete.



Vemos o fato,

Conta-se a situação...

Fechados no casulo, não queremos

Sentir, nem mudar o modo de pensar.



Diante da dor,

Diante do sofrimento,

O egoísmo manda não se comprometer,

Não consolar, não se doar...



O silêncio da negativa

Cala fundo naqueles que aguardam

Um gesto consolador, um braço aberto.

Fica o vazio.