domingo, 7 de setembro de 2008

Quando as folhas caírem

Quando as folhas caírem nos caminhos,
ao sentimentalismo do sol poente,
Nós dois iremos vagarosamente,
de braços dados, como dois velhinhos.

E que dirá de nós toda essa gente,
quando passarmos mudos e juntinhos?
- "Como se amaram esses coitadinhos!
Como ela vai, como ele vai contente!"

E por onde eu passar e tu passares,
hão de seguir-nos todos os olhares
e debruçar-se as flores nos barrancos...

E por nós na tristeza do sol posto.
hão de falar as rugas do meu rosto
e hão de falar os teus cabelos brancos!