sexta-feira, 4 de julho de 2008

TUDO PASSA

Tudo passa : qual o rio, a chuva, o riso...

Tudo muda: a beleza, a dor, o amigo !

Assim a vida . Seca o orvalho, a graça .

Rompe o sonho, da champanhe, a taça .



O riacho se deixa ir fluindo, indo...indo... indo .

A chuva encharcando, minguando, caindo.

O riso morto, em lábios frios de dor !

Hirtos, tortos não comportam calor .



Lá no tempo, a beleza, o riso, o amigo...

E a vida corre qual rio.Vai consigo

O sonho em cetim, na face de outrora !



Lágrimas sem dor, num grito vazio,

Deleites incestuosos de um rio,

Prenhe de orvalho nascido da aurora !