sexta-feira, 25 de julho de 2008

PARECE ONTEM!

Namorar? As pessoas estão deixando
de fazê-lo.
Uma pena, se imaginarmos que, ainda há pouco, escolhíamos o melhor perfume, a melhor roupa, decorávamos palavras na frente do espelho, procurávamos flores e chocolates para costumeiros presentes!

Era dia de baile.
Quantos sonhos não fluíam livremente pelos grandes salões de uma época, onde namorar trazia nos olhos das pessoas um brilho diferente, no rosto corado das mocinhas, segredos e desejos! Não parece ontem? Pois é!
Parece ontem mesmo!

Mudamos nossos costumes com o advento da tecnologia, que traz várias formas de encontros e bate-papos num simples telefonema ou pelo computador, que esbanja várias salas para todos os gostos. A cada dia mais, os beijos perderam o gosto do tutti-frutti, da pipoca, do algodão-doce, que ainda eram vendidos nas barulhentas pracinhas.

Namorar, no ontem, desapareceu no hoje, tal qual o canal CEM de então, que mostrava a elegância dos clássicos cariocas: Flamengo e Fluminense, Vasco e Botafogo, quase sempre perdidos nas cadeiras dos cinemas da época, com beijos iniciais para um bom filme... " E o Vento Levou "! Parece ontem e há quanto tempo se foi a "Jovem Guarda"...

Namoros proibidos e marcados por inesquecíveis paixões. A primeira namorada que a gente nunca esquece. Tudo registrado em nós, qual a cartilha "Caminho Suave", no dourado primeiro ano escolar. Não parece ontem que nossos sonhos brotavam qual "Tiririca ou Marias-sem-vergonha", floresinhas miúdas de várias cores encontradas em todo canto.

Os homens foram envelhecendo e, apesar de tudo, foram levando consigo o baú dos encantos, deixando aos filhos uma herança pobre de sentimentos, de romantismo. Não conseguiram, contudo, fazer esquecer a sublime sensação de um toque inesquecível nos seios da namorada, na varanda da sua casa, dos beijos ternos nos banquinhos das pracinhas ou parquinhos, o caminhar de mãos dadas nas praias de então...

Com toda a sua inteligência para enviar o homem à lua, para desenvolver as células troncos, bombas nucleares e biológicas, não conseguiram desenvolver algo que se pareça com o sentimento inesquecível do primeiro amor.

Afinal, hoje ,"se fica" e nem precisa namorar.
Dane-se... o amor!
Esse é coisa ultrapassada, apesar de parecer que, ontem, ele
vivia no coração das pessoas...