domingo, 6 de julho de 2008

Gratuidade

Olhos nos olhos da imensidão

Percebo a grandiosidade das coisas,

Tudo que é belo é gratuito.



Pela vida nada se paga,

Concebidos e gerados

Somos no amor.



O nome que se carrega,

Nos é dado, assim como,

A raça, a cultura, a cor...



Gracioso, também, é o ar que se respira,

O sol que nos aquece e ilumina,

O oxigênio que nos chega das matas,

As flores que nos enfeitam,

O fruto que nos alimenta.



De graça, também, é a inteligência

Que elabora o pensamento,

A decisão da escolha,

E o amor que trocamos...



E a memória que armazena

As lembranças, as metas traçadas

Do ideal que se assume...



A vida – bem, sem preço dos seres vivos,

Riqueza maior do homem,

É transmitida e garantida, e, deve ser

Partilhada e vivida em harmonia.



Tudo que é perfeito,

Recebemos de graça,

Por quê, então, a cobrança?



Por quê tanta gente com fome.

Com sede e com frio,

Tanta gente sem lar,

Sem aconchego ao léu?



Por quê tantos abandonados à sorte,

Infeliz sorte,

Num infeliz caminhar ?