sábado, 17 de novembro de 2007

com e apesar de tudo, flutuar...

Embora a densidade,
que se acerca dos meus movimentos
por vezes levem-me a fugir da essência
do que se faz sentimento de luzir, iluminar,
de querer ficar,
soergo-me faço-me planar...
insisto, luto, brigo, por sempre voar...

Nada do que em mim é lançado
como objeto acúleo de ferir ou derrubar,
faz-me deixar de amar...
por isso e apesar de tudo ou de todos,
meu senso faz-se razão de flutuar...

Sorrisos que se acercam,
nem sei se veros, derradeiros,
eu os aceito...
sinceramente a vibração na qual me deleito
é algo inafiançável...
indescritível, insofismável...

Quaisquer sejam as procelas,
eu sei que o sol voltará a brilhar...
por mais abrumadas sejam quando em vez,
as nuvens que se ensejam não se fazerem iluminar
eu sei que num ponto acima delas,
faz-se vivo o clarejar.

Eu vacilo?
Claro!
Por vezes eu me faço atordoar, adejar...
mas continuo,
pois contínua é minha vontade
de constatar voce, ao meu lado voar.

Por isso,
mesmo nesse ar denso,
onde os olhares penetram
tais projéteis sobre o que eu penso,
e forçam-me a manter-me luz de voejar,
com e apesar de tudo,
faço-me flutuar... flutuar...flutuar...
flutuar... flutuar...