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terça-feira, 24 de junho de 2008

DAMAS BRASILEIRAS...

Eis as damas...
Vértices do apogeu
das vertentes humanas.
Olhos coloridos?
Não...
Talvez um tom avermelhado,
fruto de um objetivo buscado,
que é o de manter vivas,
todas as vidas por elas geradas e geridas...
Orgulho Imaculado.
Cheiro forte de verdadeira Vida.

São Brasileiras!
Ímpeto e garra alvissareira,
oriundas de descendência guerreira.
Negras sim senhor!
E daí?
Apedrejam-nas pelo fato,
delas fazerem-se por si?

Espargem-se pelas taperas,
onde mais visível é o sofrimento,
que se faz à vera...
Espargem-se pelas casas,
onde pedras soltas,
num encaixe perfeito,
dão-lhes asas..
Verdadeiros palácios de alvenaria...
São no breu da noite,
a luz que ilumina o dia.


E suas roupas?
São da riqueza de sua tez.
Pois que desconhecem entremeios,
não desfilam pela passarela do talvez...
Magras sem serem modelos...
A não ser que a mídia explorasse,
como beleza o denodo, o desvelo...

Suas roupas são a sua pele!
Maravilhoso brilho de altivez,
que de quando em vez,
sibilam com a brisa,
e reforçam cantos de pássaros.
Olhares fortes, ações incisivas...

São sofridas, esquecidas...
São pelos pseudo-intelectuais abolidas.
Os poetas não se reportam,
em seus versos, à essas heroínas aguerridas.
Pra quê?
Preferem talvez focar Ipanema...
Zona de alto movimento,
"Points" do que menos se faz brasileiro...
Mas TODOS somos Brasileiros!
Uns mais, outro menos...

Meninas e mulheres...
Mais tarde mães.
Sangue onde circula o orgulho,
onde não se guarda entulho,
pois que fartura não há...
Não existem sobras,
onde essas autênticas heroínas,
não escondem das faces as dobras,
e sequer conhecem letras...
Não existem lá pingentes ou ninfetas,
existem damas, musas...

São da pobreza,
o cime do que se faz verdadeiro orgulho.
São na realidade, ricas.
Afortunadas e líricas.
E mantém os seus costumes.
Seus Santos, seus rítmos.
E quando em vez,
vai lá um compositor,
ou um pseudo historiador,
pra inserir-lhes no contexto.
Precisam ser inseridas no censo.
Precisam fazer-se números.
Números são sinonimos de votos...
Ah, hedionda sensação de vergonha,
que agora me assola...
Vontade que me arde,
ao ver o sofrimento dessas belas SENHORAS.
Pertencem a Elite da Verdadeira Sociedade,
que de Honra, Vergonha, Tenacidade,
fizeram de seus filhos,
crianças que realmente Respeitam,
e AMAM A PÁTRIA AMADA.
Filhos gentis,
que longe de serem febris,
labutam...
Não roubam...
Não postulam cargos...
Nem tampouco têm alma e corpo,
atrelados ao sentimento parco e porco,
de Venderem o seu País.

Qual nada mulheres de Atenas...
Mulheres mesmo são essas,
que a duras penas,
conseguem passar essas fisionomias amenas...
Essa tranquilidade, imensa, serena,
De que fizeram-se,
independente dos que se "dizem brasileiros(as)"...
Longe das bandalheiras.
Distantes das roubalheiras.
Bem no centro do Céu,
onde pulula,
o Azul Celeste que tremula,
de forma altaneira,
na Altivez de NOSSA BANDEIRA!

sexta-feira, 21 de março de 2008

destorcidos vultos...

Nada pior que a vingança.
Um estorvo, um enfarar premeditado,
o torcer pelo ruir dos escombros...
nada de esperança.
Um pseudo-ganho mal delineado,
a postura enfatuada, como se fosse agrado.

Nada pior que o engajar-se
em questionamentos egoistas.
O não saber escutar.
O insistir em falar.
Somente acusar, delinear, julgar.

O romper do orgulho enfarpelado
num engelhar covarde...
arde... faz alarde...
uma atitude intempestiva
repaldada pela intenção de fazer doer
é pior que um crime a sangue-frio
pois mata vagarosamente, faz corroer...

Facear-se é o mais difícil
pois contraria os princípios de uma malfadada superioridade...
eis que no olho a olho
o que sobressai é a verdade...
e aí não valem as indumentárias...
não existem caras e bocas...
a realidade corre solta e invade...
e quem segura a verdade?

Não tem nada não...
o tempo manda o vento
desnudar o que se faz belo somente por fora...
quando nua a figura se esfacela, se desfaz
e logo, logo, a desfaçatez vai embora...

E quem fica?
Sómente o resquício de um prinicípio acizalhado,
cujas cinzas se espalham de modo conturbado
e não mais tomam forma...
transformam-se em sombras...
quando muito, destorcidos vultos...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

amar?

Amar...
verbo que faz-se conjugar
em qual modo?
Quem estará disponibilizando-se,
doando-se, compartilhando?
Alguém que realmente está amando
ou alguém, que promete e se arremete
robustecendo um egoísta querer,
e sequer sente, que o ter,
se não estiver bem dividido, delineado
pode significar um grande mal...

Um malefício, que deixa resquício,
pois que dói...
ferida que corrói,
pois que arranha a carne,
não chegando ao cerne do coração...
não atingindo a orla da alma...
simplesmente um algo adverso
que joga ao chão,
toda a riqueza de um verso...
faz-se o inverso,
e machuca...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

das dificuldades do amor...

Indagaram-me
-forma taxativa-
o porquê de não falar do amor...
sorri.
Recolhi minha fala
e como alguém,
que passa do quarto pra sala
saí, contive-me...
de discussão, abstive-me...

Por isso o amor
anda tão abatido,
é que as vezes lhe vestem
com vestes tão descoloridas,
que ele, envergonhado,
fica ali, pelas curvas das entranhas
nunca deixando de ser,
mas sempre procurando desvencilhar-se
das definições inócuas...
sem se omitir,
mas procurando educadamente fugir
das expressões de desqualificação tamanha,
que porém não o impedem de existir
procriar, prosseguir...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

em minhas preces...

Costumo postar-me e conduzir-me
circusncrito no que realmente sou...
não vivo de expectativas.
Apanhei muito da vida
e de forma dorida,
cheguei a essa conclusão...
tudo o que nos cerca,
- no âmbito da natureza -
de forma etérea ou real
sempre fenece.
Assim me sinto, no enlevo,
quando imerso,
em minhas preces...

Mas creio, com todas
as minhas forças plasmadas,
que somente o que deixamos
em aberto,
pelo próprio medo de enfrentarmos
nosso deserto,
é o que desaparece.
Assim está escrito, nos livros benditos,
quando estou entregue a eles,
em minhas preces.

Eu sou mais...
não no sentido de grandeza.
Não no que se analisa de modo quantitativo.
Eu falo da paz...
o que realmente equilibra a natureza.
O que se analisa na forma qualitativa.
Luto pra poder plasmar em mim,
o que minha vida como filho de Deus,
realmente merece...
assim ensinam-me os ditos prescritos,
quando imerso estou
em minhas preces...

Sou um arremedo de esperança?
Uma inacabada dança?
Uma eterna criança?

Sei não...
eu sei somente,
que no meu maior desespero
o AMOR jamais me esquece...
é isso que sinto na pele,
quanto entregue estou,
imerso, absterso,
em minhas preces...

que seja sempre assim.
Eu mergulhado em Deus,
no dinamismo da vida,
que jamais perece...
no que de sereno se faz,
quando minha alma
torna-me um ser que sempre se refaz,
e nunca se esmorece...
quando lançado, modo cabal,
em minhas preces...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

nossos guardados...

No suposto gesto manifesto e louco
onde semi-soltos,
colocamo-nos entre nossos guardados,
existe um quê de salobro...
um quê de salgado,
no que se mostra declarado,
contando-nos via alfarrábios
as fases soltas de nossas vidas...
e as vontades que presas,
não conseguiram
vencer desafios e lidas...

nossas remembranças
dançam,
adentram-se pelos nossos
intervalados guardados.
Nossas vontades,
amorfas na lembrança
tomam forma e corpo,
e ei-nos,
como há dez mil anos atrás,
procurando ansiosamente
por nossos projetos de paz.

Alguns os consideram apetrechos...
alguns evitam admitir tê-los.
Mas em verdade somos o somatório
do que construímos...
por isso às vezes, crescemos.
Por isso às vezes, sumimos.

Os segredos,
os nossos casos mal contados,
de forma clara abrolham-se,
entre os espaços
de nossos guardados...
por que não admiti-los
no emaranhado,
de nossos objetivos sonhados?

passagens para o sonho.

Fato maior, constatado.
Existem passagens para o sonho,
cujas visagens destróem
o que faz-se estranho,
naquilo que em nós foi macerado...
lançando ao breu, de foma dorida
o que construimos como projeto de vida...

Existem essas passagens!
Não são miragens, falsas viagens.
São os sonhos, através dos quais,
somos claros, conceptos.
Clarejando os impulsos secretos
que neles, tomam forma,
fazendo-se abertos...
e nós ungidos seres,
viajamos pelas vontades,
trespassando essa abertura
para podermos ganhar
sob forma de candura,
um algo que nos impulsione...
um motivo maior que nos faça
poder sorver na caminhada,
tudo aquilo que nos açambarca,
nos embala, nos abarca...

Quando entregues às lágrimas,
experimentando sensações
divergentes de nossa natureza.
Quando sentimo-nos circunscritos
em tortuosos adejares,
eis que nossa alma, afasta-se,
- modo manso, suave, finito -
de nossos corpos,
e após escolhas e triagens,
segue rumo às passagens
que se abrem mansas, azuis,
ensolaradas, nuvens douradas,
permitindo-nos deparar-nos,
com os porquês,
onde moram,
a mansidão de nossas poesias rimadas.

São tenras aberturas,
que parecem vir do nada...
São viagens,
para um espaço/instante
que torna nosso semblante risonho...
são passagens para o sonho.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

pelas esquinas da noite...

Na face trago marcas,
fortes e contundentes...
frutos da época
em que eu, ingênuo e inocente
acreditava piamente,
que a verdade, era em suma,
todo o resumo
de qualquer rumo,
que a vida fosse assumir...

Enganei-me.
Sinto-me meio que um foragido
caminhando tropego,
pelas esquinas da noite.
Um olhar vago no vazio,
uma sensação de frio.
Cimbrado pelo peso de incertas vontades.
Amedrontado pelo som do vento,
que se assmelha a um sibilar de açoites.
Assim correm as minhas noites...

Enquanto as crianças brincam
aproveitando os seus doces momentos,
de forma maquiavélica, adultos,
brincam e se divertem
com alheios sentimentos.

Corações macerados.
desfilam machucados
pelas esquinas solitárias das noites.
Trazem um grito calado
fruto do pecado,
de terem acreditado...
de terem vivido...
de ávidamente terem buscado
o que lhes brotava verdade,
feito vertentes em seus corações.
Hoje talvez sejamos falsos frutos,
gerados por semente inválidas...
formas esquálidas...
errantes seres, que ocultos
vagam aleatários.
Apenas vultos
que não mais acreditam...
não mais sonham...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

lembranças

Os sorrisos, que feito guisos,
soam divinamente em nossas mentes,
não são sons dementes.
Não têm natureza tunante.
São lembranças que ficam,
cravadas, fixadas, atreladas.
Lembranças dos nossos melhos instantes.

O bater acelerado do coração apaixonado,
que faz-se num compasso ofegante.
Não são sinais de desespero,
nem destemperos errantes.
São momentos de magia.
Eternas fantasias.
Lembranças de nossos melhores instantes.

A lágrima que passeia em nossas faces,
não são da tristeza, realces.
São trasgos de alegria.
Não importa seja dia quente.
Ou noite fria.
São impulsos contagiantes.
Lembranças dos nossos melhores instantes.

O que se faz transato,
não deixa de ser regalo.
O presente que se deslaça,
fazendo-se encantado intervalo.
São fatos, não são adregos.
Abrigam desvelados segredos.
Sinais relevantes, marcantes.
Lembranças dos nossos melhores instantes.

Lembranças das danças.
Lembranças dos beijos.
Dos muitos desejos.
Dos prolongados gosares.
dos versosdos cantares.

Dizeres que despertaram etéreos,
de uma natureza suave, meiga, terna.
Não são místicos, tampoucos mistérios,
são as lembranças que em nós,
fizeram-se eternas,
pois que vivem contigo e comigo,
fazem-se nosso abrigo,
e cada vez que nos entregamos,
mais uma lembrança criamos,
na realidade,
nossas lembranças,
são a nossa felicidade,
pois juntos e amando-nos ainda estamos,
para todo o sempre,
volitando pela eternidade.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

servo do amor...

Necessário que eu caminhe com a dor?
Por que?
Quem ousará absonar,
meus motivos de amor?

Eu, m'alma, meu corpo,
meu pensamento cabal...
Um todo que flameja,
que inflama, pois que ama.
Sou caminhante,
que tenta ser translúcido,
sem final...

Nada me fará deixar de ser lirico.
O que seria de mim,
sem a essência liriforme,
que abarca os meus sentidos,
e direciona os meus pensamentos?
Seria por certo,
um imenso deserto, disforme.
Uma pretensa figura,
que ao pó se sucumbiria,
e na realidade morreria,
descrevendo na areia,
traços de divino fulgor.

Eu, ser transmudado,calejado,
traspassado pelos trasgos,
que quando em vez,
saltam defronte meu olhar,
trazendo efeitos de gnomos,
num constante zigue-zaguear.
Eu, uma fantasia real,
que sempre que sente,
próximo ao mal,
cuida de trasvoltear.

Por que seria um mensageiro,
de dores e ais?
Por que me contentaria,
em ser um a mais?
Na realidade sou pássaro cantante,
que forceja percursos,
colibri que espalha a paz,
que em mim tento espelhar.
Um sugador de recursos.
Um aberto e absorto,
seguidor do amar.

Um sonhador.
Um bardo cantador.
Um desbravador.
Sei lá,
tudo o que sou...

Apenas deixo manifesto,
que sou um réu confesso.
Um eterno transgressor,
que jamais obedece a dor.

Sigo com um pensamento,
agregado em minha alma,
de ser sempre servo do amor.

amor verdadeiro...

O amor que sublima,
que cava, lava, ensina,
não cabe no sofrer pelo ciúme.

Nem tampouco exige,
uma vigília que não seja,
somente o carinho solto,
de quem se deseja,
de forma nua e crua.
Feito sol e lua.

O amor verdadeiro,
não aprisiona.
Não agride ou irrompe tormentos,
em quem se dá por inteiro.
E nem deixa vir a tona,
quaisquer dúvidas,
que retirem a lucidez plena,
de um sentimento
que somente existe,
porque faz crescer.

Sublimar-se,
eis o sinal vital.
Fazer-se amor pelo outro,
satisfazer primeiro,
o que deseja o parceiro,
no sentido cabal.

Amor verdadeiro,
é o respeito ao amor,
de quem se ama.
Colocar-se escopo.
Cavar trincheiras.
Criar sensações de fascínio,
onde o domínio
do ato faz-se sentir,
pelo calor da pele,
antes do se tocar.

Amor que é amor,
não é absolutamente,
viver um instante,
um momento.
Amor persistente,
que transcende,
é aquele que cuida,
que se faz de forma polida,
e que se eterniza,
pois o que se enraiza,
não faz conluio
apenas com segundos
de prazeres efêmeros,
que são rasos,
não atingem o profundo,
e por conseguinte,
não passa de extravazo,
de uma carne sedenta,
apenas pelo sexo que se intenta,
como regozijo da hora.

Amor que se preza,
nem tem definição.
Pois que domina o corpo,
abrange a alma,
e se fixa no coração,
transferindo-se de forma diuturna,
para os olhos e cérebro,
de onde as mensagens e visagens,
traduzem somente,
uma forma liberta e eterna,
de se querer...

Para sempre.
No todo.
No tudo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

demos sorte....

Destes sorte meu verso infiel
pois caiste no colo da mãe ilusão.
Não viajaste sequer um instante
na luz que ilumina meus sonhos sem dor...
Não cresceste...
não interrompeste a verdade sã.
Não irrompeste a cortina da sina
que hoje me veste, e reflete o amanhã...

Destes sorte minha rima amarga,
pois sabes quão forte,
é meu olhar, que nunca se amarra.
Não fizeste encolher uma ruga
sequer em um ponto do meu cansado rosto.
Pois, poesia quando voa não é turva,
o dia quanto promete já vem pronto e posto,
e inspiração, não se pode comprar.

Eu fui infeliz na escolha
após escrever sobre melindres,
mas mesmo assim,
meio com raiva de mim,
consegui me fazer voar.

Demos sorte, eu, rima, verso e poesia,
pois que a fala macia,
invadiu nosso falar.
Mesmo fortes os dizeres vingaram
e até mesmo os que passaram,
pararam pra ler e olhar.

Demos sorte, porque nas curvas
dos sonhos quase plasmados,
encontramos bem-posta, a felicidade,
e ela montou uma poesia de amor.
Sem ranço e sem dor....

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

jamais se fragmenta...

Conservo-me...
caminho pelas calçada planas
das vias plenas,
de novidades...

Amadureço-me...
sequer me endureço
quando percebo olhares,
que me lançam faíscas
como se pudessem impingir-me azares,
pois que fixo-me em viagem, mar aberto,
- enquanto sonho, faço-me -
fechando os olhos, plasmando reflexos...
e é nesse ir e vir,
independente do que obsta minha caminhada
é que encontro, trasgos de paz...
é onde eu sinto, que meu querer nunca se esvai.

São sensações que moram em mim
como tudo o que se faz afim,
e jamais se fragmenta...

fez-se pó....

Nem pedi, tampouco implorei...
o que se deu,
refletiu-se no meu eu...
e confesso, chorei.

Pode até ser que o amanhã
traga a solução pura e sã
para os meus temores...
pode até ser os ais das dores,
exorcizem as sensações vãs.

Aquelas que pararam no tempo
emperrando o vento.
Aquelas que se fizeram, de mal pra pior,
aquelas que dizimaram a brisa
e deixaram acumular em meu peito,
o que de tão denso, fez-se pó...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

que por ela passa...

Nada seria
assim tão inconsequente...
ríspido, insípido.
Cansei-me.
Versos circunscritos em pensamentos finitos
acabam por fazer o que se faz lírico,
amuar-se, tornar-se lítico...
como a pedra, que não sei se por medo
guarda todo segredo,
que por ela passa...

mentiras e mordaças...

Que bom seria poder sonhar
num jardim,
entre cravos e jasmins...
que bom seria poder descansar
corpo e alma num remanso de afins...

Que bom seria poder fechar os olhos,
a toda mentira inteira,
que rastejante, biltre e matreira,
incrustra-se nos domínios da verdde.
Seria realmente uma felicidade!

Que bom seria pregar sobre o que poderia nunca ter havido...
que bom seria, se nada fosse secreto, escondido.
Que bom seria se o mundo fosse somente poesia,
e se os dias, envoltos fossem, numa redoma cristalina, eterna anistia...

Que bom seria se os ânimos,
fossem ditos abertos,
jamais pensamentos, que se plasmam secretos,
na surdina, rociando encrudelecidos,
os caminhos das minorias...

Escritos, têm a possibilidade de se tornar infinitos,
mas a hipocrisia,
viaja a toda, pelos cantos, trilhas, sinas, esquinas e becos.
Escrever rima e verso, modo absterso,
tornar-se-ia da intenção, objeivo ingente...
e na poesia, o explicitar de nosso todo,
não sugere somente descrever nossos mais bem vividos atos...
o poeta sugere-se, insere-se, modo inciso na realidade dos fatos.

Portanto,
poesia é encanto,
porém é também chama do que aflige, do que fere,do que atinge,
do que se faz desigual...
falar de algo que existe
-modo carnal-,
e é posto forma crescente,
- modo animal -
arrefecendo a verdade e dando alma à mentiras.

Viver na fé efêmera,
do que supostamente não existe,
porque se alastra oculto,
no mínimo é querer dar vida a vultos.
No mínimo é concordar com o que está se vivendo,
- modo resoluto -
e concordar que a igualdade interage,
quando na realidade,
as minorias são maceradas, massacradas.
Sonhar, é preciso.
Porém lutar,
é mais que o que reluz, se faz ativo.

Poetar, é pedir paz, pintar o que se faz, mergulhar em plenitude.
Poetar, é não se se deixar cimbrar, jamais!
É sempre ter, principalmente pelas minorias, gana e atitude.

Que me desculpem os que somente sonham...
que me perdoem os que já se acostumaram com o açoite.
Que me perdoem aqueles, que por serem bons, tentam esconder as farsas.
Que me perdoem aqueles que sugerem-nos poéticamente,
fecharmos os olhos ao que se passa, usarmos mordaças.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

o sentido da sina....

Triste é tentar alonjar o olhar,
e sentir, que a bruma nunca termina.
Triste é ter que refazer o percurso,
o sentido da sina....

da dor nada levarei

Sonhei, girei, dancei,
tua poesia desfigurei
pois que me senti rei,
e em assim sendo, desnudei,
todos os pensamentos
que mentirosos pelos momentos,
passeiam...

Queria ter nascido, crescido, vivido,
em qualquer cidade Del Rey.
Queria ter me admitido um ser avoado
plenamente talhado,
para os impulsos de aventura...

Queria colher rosas puras...
navegar em juras,
que não se fizessem donas...
apenas retirassem do meu trajeto,
as conjeturas, que hoje carrego,
por ter trilhado com medo,
estradas tidas como escuras...

Mas sobrevivi, me refiz, sou feliz,
e de acordo com todas as sintonias, que vibram em mim,
jamais levarei marcas de dor,
sequer uma cicatriz...

é, eu acreditei muito...

Eu acreditei muito...
caminhei, olhos fechados,
pelas beiras dos vários mundos,
com os quais sonhei...
vi-me cercado pelas ilusões dos que se julgam achados.
Vi-me inserido em pensares profundos.

Eu corri de uma forma,
que pensava infinita...
eu lancei a desdita,
e ao mesmo tempo lancei-me...

É,
eu acreditei muito,
e acabei por desacreditar-me...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

é, eu acreditei muito...

Eu acreditei muito...
caminhei, olhos fechados,
pelas beiras dos vários mundos,
com os quais sonhei...
vi-me cercado pelas ilusões dos que se julgam achados.
Vi-me inserido em pensares profundos.

Eu corri de uma forma,
que pensava infinita...
eu lancei a desdita,
e ao mesmo tempo lancei-me...

É,
eu acreditei muito,
e acabei por desacreditar-me...