quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

pelas esquinas da noite...

Na face trago marcas,
fortes e contundentes...
frutos da época
em que eu, ingênuo e inocente
acreditava piamente,
que a verdade, era em suma,
todo o resumo
de qualquer rumo,
que a vida fosse assumir...

Enganei-me.
Sinto-me meio que um foragido
caminhando tropego,
pelas esquinas da noite.
Um olhar vago no vazio,
uma sensação de frio.
Cimbrado pelo peso de incertas vontades.
Amedrontado pelo som do vento,
que se assmelha a um sibilar de açoites.
Assim correm as minhas noites...

Enquanto as crianças brincam
aproveitando os seus doces momentos,
de forma maquiavélica, adultos,
brincam e se divertem
com alheios sentimentos.

Corações macerados.
desfilam machucados
pelas esquinas solitárias das noites.
Trazem um grito calado
fruto do pecado,
de terem acreditado...
de terem vivido...
de ávidamente terem buscado
o que lhes brotava verdade,
feito vertentes em seus corações.
Hoje talvez sejamos falsos frutos,
gerados por semente inválidas...
formas esquálidas...
errantes seres, que ocultos
vagam aleatários.
Apenas vultos
que não mais acreditam...
não mais sonham...