segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

lembranças

Os sorrisos, que feito guisos,
soam divinamente em nossas mentes,
não são sons dementes.
Não têm natureza tunante.
São lembranças que ficam,
cravadas, fixadas, atreladas.
Lembranças dos nossos melhos instantes.

O bater acelerado do coração apaixonado,
que faz-se num compasso ofegante.
Não são sinais de desespero,
nem destemperos errantes.
São momentos de magia.
Eternas fantasias.
Lembranças de nossos melhores instantes.

A lágrima que passeia em nossas faces,
não são da tristeza, realces.
São trasgos de alegria.
Não importa seja dia quente.
Ou noite fria.
São impulsos contagiantes.
Lembranças dos nossos melhores instantes.

O que se faz transato,
não deixa de ser regalo.
O presente que se deslaça,
fazendo-se encantado intervalo.
São fatos, não são adregos.
Abrigam desvelados segredos.
Sinais relevantes, marcantes.
Lembranças dos nossos melhores instantes.

Lembranças das danças.
Lembranças dos beijos.
Dos muitos desejos.
Dos prolongados gosares.
dos versosdos cantares.

Dizeres que despertaram etéreos,
de uma natureza suave, meiga, terna.
Não são místicos, tampoucos mistérios,
são as lembranças que em nós,
fizeram-se eternas,
pois que vivem contigo e comigo,
fazem-se nosso abrigo,
e cada vez que nos entregamos,
mais uma lembrança criamos,
na realidade,
nossas lembranças,
são a nossa felicidade,
pois juntos e amando-nos ainda estamos,
para todo o sempre,
volitando pela eternidade.