terça-feira, 6 de novembro de 2007

SUCUMBÊNCIA

Tudo aconteceu intempestivo,
Houve um desgaste no fulgor da vida,

Perdida nas entranhas da orgia
Portas fechadas, chaves e segredos perdidos,
Uma decomposição,
Um viver opaco, surdo, sumido...

Ficou no mundo,
Uma mancha, vestígio, um vulto imaginário,
Agora, um espantalho moribundo...

Já foi um dia sedução e graça,
Um acalanto dos incautos,
Agora reduzida a trapo,
Jogada ao vento...

Estão aí as marcas da tortura,
Chamadas de carnal amor,
Hoje, nada mais, um espantalho,
Rosto enrugado pela dor...

Vista com indiferença e asco
A taça de cristal do prazer

Transformada em caco
De amargura...

É a inconseqüência,
Sumiu o brilho pela vidraça
Da vida, a desgraça
Sem a essência do equilíbrio.