sexta-feira, 16 de novembro de 2007

SENHORA DA AMARGURA

Mãe das Dores, Senhora da Amargura,

Eu vos contemplo o peito lacerado

Pelas mágoas do filho muito amado,

Nas estradas da vida ingrata e dura.



Existe em vosso olhar tanta ternura,

Tanto afeto e amor divinizado,

Que do vosso semblante torturado

Irradia-se a luz formosa e pura;



Luz que ilumina a senda mais trevosa,

Excelsa luz, sublime e esplendorosa

Que clareia e conduz, ampara e guia.



Senhora, vossas lágrimas tão belas

Assemelham-se a fúlgidas estrelas:

Gotas de luz nas trevas da agonia.