terça-feira, 6 de novembro de 2007

O GRITO

Calou-se o tempo diante da fantasia
De súbito o pranto do olhar transbordou
Do angustiante e infeliz cativeiro se libertou
Venceu o imenso vazio que temia


Cuidou das feridas que sangravam
Num gesto manifesto sem contradita
aqueceu as entranhas que congelavam
Determinou o fim da tristeza maldita


Sem piedade quebrou a fria imagem cultuada
e a fez desaparecer num toque de magia
findava mais uma trejetória de covardia


Do arco lançou a flecha certeira
Gritou ao mundo e fez a sua gente ouvir
que seu coração um dia voltará a sorrir