quarta-feira, 7 de abril de 2010

Passa de Mim Este Cálice

Tenho medo pelas pessoas que dizem nada temer.

Não pode haver tamanho orgulho e,

por detrás desses corajosos,

há uma alma que precisa de ajuda.

Quem foi mais perfeito que Jesus?

E que grande lição de humildade quando,

em meio à angústia, Ele disse:

-"Pai, se possível, passa de mim este cálice."

Não me lembro em algum momento

em que Ele tenha dito que não tinha medo de nada,

que era forte, corajoso e valente,

mesmo se possuía todos esses atributos

e ainda muito mais.

Ele sabia quem era e do que era capaz.

Sem palavras.

Jesus, além de Santo, era humano

e provou ao preço das próprias lágrimas.



"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.

Os loucos desprezam a sabedoria e a instrução"

diz a Bíblia.

O medo é esse sentimento estranho que

se agarra às nossas entranhas e deixa a vida assim

como que se estivesse pendurada por um fio.

Ele nos deixa frágeis,

abertos e acessíveis ao que tememos.

Mas, paradoxalmente,

a nossa consciência dele é o que nos alerta

para a porta de saída.

Quem não teme, não se prepara.

É a consciência da nossa fragilidade

e exposição ao perigo que nos leva a procurar ajuda.

Uma pessoa com problemas mentais não se reconhece doente.

Os sãos sabem-se humanos.

Seria muito bom evitar todos os cálices amargos.

Mas se a vontade do Pai deve ser feita,

que o bebamos sim,

porque não há vitória sem luta

e muito doce é o sabor da conquista.