segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Se todos fossem iguais a você!

Às vezes a vida vai ficando um tanto vazia.
Os dias são sempre iguais e nada acontece.
Apenas um suave e longo canto de nostalgia
a soar no coração que logo cedo entristece.

Das estações que passam muito rápidas
em seus desvelos, se percebem marcas do passado,
em tantas utopias desejadas e quimeras flácidas
sem aquele afagar do sentimento materializado.

Mais ainda, em prantos, quando o peito treme
em agonia, delirante, febril, invadido de solidão,
nas frias madrugadas em que o corpo geme
e implora a suave brisa de uma doce emoção.

O cansaço vem de um solitário coração sofrido
em ânsias tantas que nem a luz da alva lua
consegue aplacá-lo. Aquele seu amor já vencido
corroído pelo ciúme, o deixa como mendigo de rua.

Ele implora por alguém com braços de purpurina
que o faça sentir-se amado em poucos momentos
de ternura desmedida e afeto tal qual a bailarina
que rodopia no salão com seus pés em lamentos.

A porta se abre, o abajur ilumina. Música no quarto.
Ela chega e o arrasta em suas evoluções e primícias
até se descobrirem um só em seu bailado farto
de ricas fantasias, folguedos e mil carícias .

Iluminados e felizes, sentem a veracidade da crença,
de que o amor move montanhas e constrói o paraíso.
Se todos fossem iguais a você...ela emocionada pensa
e sorri satisfeita porque sabe que amá-lo é preciso.