segunda-feira, 10 de março de 2008

QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer não me levem flores
nem tenham pena de mim nem chorem
apenas quero partir, sem dever favores
e que todas as flores, por mim ali corem

E, na minha despedida, aja muitas cores
enfeitando as roupas dos que socorrem
minha urna descendo à terra sem dores
dos que cantam, dançam, e logo correm

à comida disposta na mesa mais ao lado
E o espaço do meu sepulcro está aberto
com o melhor dos vinhos encomendado

E assim partirei, sem destino já marcado
pois que vou da densa noite, ao coberto
para onde me leva o Universo agraciado