quarta-feira, 12 de março de 2008

Máscaras

Tempo de regressivas memórias e futuras anamnésias,
olhos em movimentos descoordenados
vácuo entre o visível e o invisível nos indivíduos
afetos desencontrados,
como figuras disfarçadas.

Sonhos-realidade
Máscaras a ocultar na linguagem as aparências
de valores individualistas.
Identidades veladas,
paralisadas
ainda acenam o esplendor do Ser humano.

Homens em figurativas verdades absolutas
personificam máscaras de obstáculos nefastos,
em movimentos de melancólica nostalgia,
esforçam-se na revelação de enunciados ambíguos
e sensações oprimidas.

Resistência configurada na incoerência dos sujeitos.