sexta-feira, 14 de março de 2008

Algodão doce!...

Quando já me preparava para fechar as cortinas da vida,

por não acreditar mais que poderia ser feliz,

achar que o amor me dera as costas,

Sento-me frente ao mar...

Em lágrimas, preparo minha despedida...

Eis, que surge você!

Com teu olhar penetrante,

E dentro de meu íntimo rasga-me o peito,

Toma posse de minhas veias, em um só gesto;

leva-me a espécie de êxtase jamais sentido...



Contigo percorro o mundo...

Corpos entregues nestes prazeres intensos

aonde o tempo pára

e, se entrega as nossas paixões...

Nossos dias, novas experiências repletas de carinho,

Com um fogo nas veias que nada é capaz de apagar,

Este fogo que agora toma conta de meu ser...



Entrego-me a ti, faço de teu corpo refúgio de todo o meu prazer,

escolho-te para amar, amada para sempre mesmo após a morte...

Em nossos momentos mágicos,

marcamos nossa história em cada entrega

que nunca cansávamos de fazer um ao outro...



Contigo aprecio o algodão-doce de nosso ninho de amor

(como chamas a cada canto que fazemos amor),

e nesta algodão doce maluco, cheio de sabor e vida,

vamos, um ao outro, entregando-nos em nossos desejos...

Sem pudores, agora libertos estamos do mundo...



Vivemos em carícias intermináveis

repletas de cor e doçura...

Como o algodão doce feito desta teia chamada paixão...

Com a mistura do açúcar que é certamente nosso amor...

Quero, enfim, contigo saborear todas as formas de amor existente...



E, quando acabar vamos criando,

Nossa fonte é inesgotável,

Somos tais quais o universo...

Somos ômega e alfa, Vento e a brisa...

O pecado e a inocência, somos o mundo!

Somos dois a conhecer o amor...