BOTÃO
Quis-te no outono reanimado
no clamor do lume em chama
a idear no ar, nas verdes ramas
e na água ao côncavo alinhado.
Aos olhos uma vaga ternurenta
a banhar ardências desenfreadas
velava a vergôntea avermelhada
viçosa! Que primaveril engendra!
Sonho de esperança esverdeada
que espero ante o pêndulo dourado
no risonho tempo desta jornada
repicam bronzes nas horas contadas
quando tu, puro botão aqui aportado
dás-me por dentro, a vida sonhada!

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