sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NESSA NOITE

Fujindo de antigas missões,
elaboro fantático plano,
nessa terna noite,
me faço cigano,

Saio do meu feudo,
galopando cercados,
trancadas porteiras,
tentarei teu coração alcançar.

Minha meta será cumprida,
tão logo, na janela,
te aviste.
Talvez, seja a única vez,
que a verdade me possuirá.

Gritarei para tí,
para a lua,
estrelas mil,
o quanto,
sempre serei teu,
minha vida,
sem valia,
sem tua companhia....

Aproveita-me,
nessa curta estada.
Com certeza,
nos outros amanhãs,
não direi mais nada.