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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Falar mal dos outros

Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.
São Filipe lhe disse:
– Minha filha, você age mal falando dos outros; tenho que lhe passar uma penitência. Você deverá comprar um saco de penas no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá pegar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter jogado todas as penas. Quando tiver feito isso, volte e me conte.
Ela pensou com seus botões que era mesmo uma penitência muito singular! Mas não objetou. Comprou o saco de penas, saiu caminhando e jogando as penas, como ele lhe dissera. Depois, voltou e reportou a São Filipe.
– Minha filha – disse o Santo –, você completou a primeira parte da penitência. Agora vem o resto.
– Sim, o que é, padre?
– Você deverá voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.
– Mas, padre, é impossível! A esta hora, o vento já as espalhou em todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!
– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair da sua boca? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las, se desejasse?
– Não, padre.
– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre as pessoas, feche os lábios. Não espalhe essas penas maldosas pelo seu caminho pois nunca mais poderá recolhe-las.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Falar mal dos outros

Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.
São Filipe lhe disse:
– Minha filha, você age mal falando dos outros; tenho que lhe passar uma penitência. Você deverá comprar um saco de penas no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá pegar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter jogado todas as penas. Quando tiver feito isso, volte e me conte.
Ela pensou com seus botões que era mesmo uma penitência muito singular! Mas não objetou. Comprou o saco de penas, saiu caminhando e jogando as penas, como ele lhe dissera. Depois, voltou e reportou a São Filipe.
– Minha filha – disse o Santo –, você completou a primeira parte da penitência. Agora vem o resto.
– Sim, o que é, padre?
– Você deverá voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.
– Mas, padre, é impossível! A esta hora, o vento já as espalhou em todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!
– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair da sua boca? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las, se desejasse?
– Não, padre.
– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre as pessoas, feche os lábios. Não espalhe essas penas maldosas pelo seu caminho pois nunca mais poderá recolhe-las.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A fortuna e o mendigo

Um dia, um mendigo esfarrapado estava se arrastando de casa em casa, carregando uma malinha velha; em cada porta, pedia alguns centavos para comprar comida. Queixava-se da vida, imaginando por que as pessoas que tinham bastante dinheiro nunca estavam satisfeitas, sempre querendo mais.

- Por exemplo, o dono desta casa - disse - , eu o conheço muito bem. Sempre foi bem nos negócios e, há muito tempo, ficou imensamente rico. Pena que não teve a sabedoria de parar por ali. Podia Ter transferido os negócios a outra pessoa e passado o resto da vida descansando. Mas, em vez disso, o que foi que ele fez? Resolveu construir navios, enviando-os para comerciar com países estrangeiros. Pensou que ia ganhar montanhas em ouro.

"Mas caíram fortes tempestades; os navios naufragaram e toda a sua riqueza foi engolida pelas ondas. Agora, todas as suas esperanças jazem no fundo do mar, e sua grande riqueza desapareceu, como se acordasse de um sonho."

"Há muitos casos como esse. Os homens nunca ficam satisfeitos enquanto não conseguem ganhar o mundo inteiro!"

"Quanto a mim, se tivesse o suficiente para comer e me vestir, não ia querer mais nada!"

Nesse momento, a Fortuna veio descendo a rua e parou quando viu o mendigo. Disse-lhe:

- Escute! Há muito tempo venho querendo ajudá-lo. Segure sua malinha enquanto eu despejo umas moedas de ouro nela. Mas só faço isso com uma condição: o que ficar na malinha será ouro puro, mas o que cair no chão vai virar poeira. Está compreendendo?

- Sim, sim, claro que compreendo - disse o mendigo.

- Então tome cuidado - disse a fortuna. - Sua malinha está velha, é melhor não a encher muito.

O mendigo estava tão contente que mal podia esperar. Abriu rapidamente a malinha e uma torrente de moedas de ouro foi despejada ali dentro. Logo, a malinha foi ficando muito pesada.

- Já é o bastante? - perguntou a Fortuna.

- Ainda não.

- Mas ela já não está rachando?

- Que nada!

As mãos do mendigo começaram a tremer. Ah, se a torrente de ouro pudesse fluir para sempre!

- Agora você já é o homem mais rico do mundo!

- Só maios um pouquinho - disse o mendigo. - Só mais uns punhados.

- Pronto, já está cheia. Essa malinha vai explodir!

- Mas ainda agüenta um pouquinho, só mais um pouquinho!

Caiu mais uma moeda - e a malinha estourou. O tesouro caiu ao chão e virou poeira. A Fortuna havia desvanecido. Agora, o mendigo só tinha mesmo a malinha vazia, ainda por cima rasgada de alto abaixo. Estava mais pobre do que antes.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O ESPELHO

Um dia, o pai de Woo Sing chegou em casa com um espelho trazido da cidade grande.

Woo Sing nunca vira um espelho na vida.
Dependuraram-no na sala enquanto ele estava brincando lá fora; quando voltou, não compreendeu o que era aquilo, pensando estar na presença de outro menino.

Ficou muito alegre, achando que o menino viera brincar com ele.

Ele falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta.
Riu e acenou para o menino no vidro, que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira. Então, Woo Sing pensou:
- Vou chegar mais perto.
Pode ser que ele não esteja me escutando.

Mas quando começou a andar, o outro menino logo o imitou.
Woo Sing estacou e ficou pensando nesse estranho comportamento.
E disse para si mesmo:
- Esse menino está zombando de mim; faz tudo o que eu faço!

E quanto mais pensava, mais zangado ficava.
E logo reparou que o menino estava zangado também. Isso acabou de exasperar Woo Sing!
Deu um tapa no menino, mas só conseguiu machucar a mão, e foi chorando até seu pai.
Este lhe disse:
- O menino que você viu era a sua própria imagem.
Isso deve ensinar a você uma importante lição, meu filho.
Tente não perder a cabeça com as outras pessoas.
Você bateu no menino no vidro e só conseguiu machucar a si mesmo.

E lembre-se: na vida real, quando você agride, o mais magoado é você mesmo.