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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

COMO CONHECER A TI MESMO

O conhecimento é a base da própria vida. A sabedoria abre caminhos novos
para que possamos sentir e mesmo desfrutar da felicidade. Não poderá
existir civilização
sem que a inteligência ocupe algum lugar na pauta dos confortos. Não
pode existir progresso
sem a intervenção da sabedoria. Entretanto, ela se divide em duas
forças altamente dignas,
com duas dinâmicas opostas: o conhecimento exterior e o
auto-conhecimento. A sapiência
externa nos faz investir à procura de valores até certo ponto
perecíveis, mas necessários
ao nosso equilíbrio. Passamos por perigos inúmeros, sujeitos às
investidas do orgulho
em sintonia com o egoísmo e sob o domínio da vaidade. Entrementes, se
vencermos essas
condições na altura em que elas se nos apresentam, sairemos livres,
para novos conhecimentos
que, podemos crer, serão a maior verdade, que é o conhecimento de nós
mesmos, é o
estudo do universo interno, aprofundando-nos dentro dele como se fora
o nosso próprio
mundo. Este conhecimento se chama Sabedoria-Amor.
Há quem diga que o amor não é sabedoria. Está completamente enganado.
Quem ama nas linhas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo é um
verdadeiro sábio. Ao
conhecermos as nossas deficiências, abrimos portas de luz nas esferas
da consciência, de
sorte a nos enriquecermos, em todos os rumos, dos valores eternos, de
talentos que Deus
depositou em nossos corações, para a garantia de nós mesmos.
As religiões de todo o mundo e a filosofia que medra em toda a Terra têm
a missão sagrada de indicar às criaturas os arcanos da sabedoria
interna, que é a verdadeira
senda de iluminação dos espíritos. Aquele que já conhece a si mesmo
dispensa certos acessórios
que pesam muito sobre os ombros e que exigem tempo precioso na sua
conservação. O
sábio interno nasce de novo, é um novo homem que surge de dentro do
homem velho.
Todo movimento que se preocupa com as coisas externas das criaturas
pode fazer muito em favor das almas em sofrimento, não resta dúvida.
Entretanto, quando
encontramos quem nos ajuda a trabalhar dentro de nós, a descobrir os
nossos tesouros, esse
é o caminho ensinado por Cristo, que nos liberta definitivamente. Quem
conhece a si mesmo
tem mais facilidade em conhecer as lições externas e as propriedades
que lhe sustentam a
vida.
A Doutrina dos Espíritos, na sua maravilhosa profundidade, desfralda a
bandeira de luz no topo do mundo em que moramos, por misericórdia de
Deus, com a inscrição
já bem conhecida "DEUS, CRISTO E CARIDADE". Deus está no centro de todos
nós, esperando, como Pai, os nossos apelos nascidos da vontade. Cristo
pega em nossas
mãos para nos mostrar os caminhos abertos pela caridade. O Céu está
mais próximo de nós
do que pensamos: reside dentro de nós. Basta abrirmos os olhos e
buscá-lo. E, para tanto,
devemos, como médicos de nós mesmos, executar as cirurgias
indispensáveis em todas as
áreas das nossas condutas, dominar os nossos impulsos inferiores e
discipliná-los, transformando-
os em instrumentos de trabalho e de paz, para que surja o amor no
centro dos sentimentos
e, junto a ele, a tranqüilidade imperturbável em todos os caminhos que
devemos trilhar.

Quem conhece a si mesmo, já não tem tempo de criticar ninguém.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

FAZER O MELHOR

Em tudo o que fizeres, nunca te esqueças de fazeres o melhor. E para reconhecer os caminhos mais indicados, basta um pouco de atenção. É nessa hora que a especulação é elegante, que a procura dignifica.
A alma que vive procurando a perfeição no que faz, concentra suas energias no que tange à sua própria conduta e apara suas arestas, para que a saúde se manifeste em seu coração e se instale em todo o seu corpo.
Sê eficiente para ti mesmo que, por esses caminhos, estarás auxiliando aos outros. Mesmo quando a misericórdia de Deus bater à tua porta para que sirvas de instrumento na ajuda aos teus semelhantes, faze-o com esmero. Não te apresses em cooperar muito, fazendo o trabalho mal feito.
Em tudo o que deres, lembra-te da harmonia, pois ela te falará na intimidade da alma. O que fizeres, faze-o com perfeição, ou seja, com amor.
Enquanto não reconheceres que o próximo é tu mesmo em outra dimensão, que aquilo que fizeres aos outros estarás fazendo a ti mesmo, não aproveitarás essas lições, já que elas são baseadas e analisadas na expressão das leis universais, todos os homens, todos os espíritos são copistas do estatuto divino, e se expressam através da fala ou do papel, de acordo com a evolução de cada um. Mesmo assim, nem sempre vivem o que pensam e nem fazem o que escrevem ou dizem.
Estamos todos em marcha para um despertar maior e o tempo é aquele que nos chama, a dor é que apressa o chamado. Quando abrires os olhos para a luz, não sejas néscio. Procura o trabalho, no anseio que a perfeição te inspire, porque o que depende de ti é que está por ser feito. Deus já fez tudo com antecedência e os espíritos superiores que, por bondade, te ajudam, já o faziam antes que os teus olhos se abrissem. O retardatário é, pois, tu mesmo. Enquanto estiveres procurando a felicidade por fora, não a encontrarás. O bem-estar divino mora por dentro das criaturas. O exterior é mero reflexo do mundo interno, daquilo que realmente fores por dentro.
Todos somos enfermos e no futuro cada qual será seu próprio médico. Quem conhece melhor teus próprios males a não ser tu mesmo? Os diagnósticos são feitos pelas tuas próprias informações. Começa, agora, a pensar nisso e usa os teus recursos em teu próprio favor. Dá os primeiros passos que os Céus te ajudarão. E quando fizeres alguma coisa, procura fazê-la dando o melhor de ti. A perfeição das grandes coisas depende da harmonia que conseguires nas pequenas. Nós condicionamos tudo, isso é uma lei de seqüência estendida a toda a criação, que sustenta a paz do Universo.
As escreveres uma carta, vê se terminas a missiva com a mesma disciplina das letras iniciais. Opera esse exercício em tudo o que fizeres, pois assim começaras a viver em um mundo de perfeição, que se refletirá na tranqüilidade da consciência.
Faze o melhor em tudo o que fizeres, uma norma já adotada pelos santos e pelos sábios. É o espírito começando a mostrar a luz que se acendeu dentro da alma.