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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Natal de Renascimento

Esperar o que?
Deus já fez a sua parte.
O que Dele dependia já o fez
em seu filho Jesus
que nasceu humilde
e morreu por nós na Cruz.

A nós que nascemos dia a dia,
nos falta a fé para retribuir.
Fé significa conhecimento
das necessidades de nossos irmãos.

Precisamos da fé
Para alimentar os famintos;
para vestir os nus;
para consolar os tristes;
para libertar os aprisionados em vícios
e os esmagados pela injustiça.

Fé que não temos para
mudar situações que nos levariam
a face gloriosa da vida eterna.

É nossa consciência
- que não desperta há tempo -
que nos julgará...
...perdoaremos nossas omissões?

O sonho é um Natal sem fome,
sem frio, sem doenças
sem velhos abandonados,
sem crianças de rua.

Um Natal sem injustiça,
com paz no campo e na cidade e
respeito entre os povos.
Natal de renascimento...
Poderíamos... quem sabe?!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

À Uma Mãe Especial.

Existem mães.
E mães.
Quero em nome de uma mãe do grupo
De poesia Luna&Amigos
Homenagear as mães especiais.
Àquelas que a vida
Presenteou com o amor infinito.

Essas mães, - que quando nascem esses filhos
Já lhes sentem a diferença.
Olhinhos puxados.
A cabeça um pouco maior.
Faltando as dobrinhas das mãos.,
E tantos outros etecteras...

Mães que deixam suas vidas
Para viver a vida amando
Sempre a espera de um milagre.

São mães de filhos especiais!
Filhos e mães que vivem com intensidade
O amor pleno e total!

Mães que vivem qas vitórias dos filhos
- cada uma como um momento único -
Sorrindo, afinal, lamentar e ficar triste
A vida inteira, não adianta!

Mães que arregaçam as mangas
E vão a luta....
Seus filhos especiais também amam
Pois ela os criou com as mesmas expectativas
Dos outros filhos,
Compreendendo suas limitações.

Mães que vivem os filhos.
Cada conquista é dela também!

Demoram para aprender... e daí?
Isso não é problema.
O importante é agradecer o que foi assimilado.
Sem cobranças.


Mãe o teu sonho é integrar o teu filho
Nesta nossa sociedade já tão desigual aos iguais.
O nosso sonho é
Que a tua luz se espalhe!

Continue poeta
A nos maravilhar com o amor
Infinito que irradias!

terça-feira, 16 de março de 2010

Ser-Mulher!

Num planeta comum
convivendo entre todos os seres
a mulher que se aceita mulher,
cultivando os traços próprios,
gera vida. É mãe!

Mas só gerar vida - não adianta!
Tem de gerar e assumir,
gerar e educar, gerar por amor,
gerar na riqueza e na pobreza,
dar e ser amor!

É essa a mulher que reverencio.
Essa que não se acovarda,
mãe, que trasmite ao ser que cria,
no carinho e atenção possiveis,
todo o amor que, ainda, pode ser.

Reverencio esse ser-mulher,
que não deixa faltar um sorriso feliz,
um olhar alegre que dá sentido a vida.

Penso em ti, mulher, com enorme
gratidão, pois se estou aqui,
te reverenciando, é porque me amastes,
me gerastes, me destes vida,
assumistes ser mulher!

sábado, 23 de janeiro de 2010

As Lágrimas Lavam A Alma!

Há quem goste de cutucar feridas;
De ver o sangue pingando;
Não deixar o machucado secar,
Não permtinto que lindas quimeras
Voltem a sonhar...


Os tempos mudaram mas a dor de cotovelo,
A possobilidade da perda,
A dor contínua da espera,
Do amor que esta fadado a morrer...
Angustiante, permanecem únicos,
Nos fazendo esmorecer!


Quando se perde um amor,
O vazio e a desilusão, são iguais.
Não se come, não se dorme, não se vive,
A tristeza atravessa o peito, o ar se esvai.
E todas as noites, no travesseiro amigo,
Depositário de nossas lágrimas,
É que encontramos consolo e paz...

Ah! quem já não passou por esta dor?!
Quem já não encheu um amigo de lamúrias,
Já não fez loucuras ?

Vou fundo na tristeza,
Busco dentro de mim o meu eu.
Procuro as respostas que não chegam...
Infinitamente reverbero
Do reflexo de luz que emana
No vento, na luz, n´ água , nas chamas,
E descubro, em nublado olhar, que
As lágrimas lavam a alma!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sua atitude faz a diferença!

As vezes somos colocados diante de situações em que saltar no
desconhecido é o único caminho, do contrário não se segue em frente. É
uma decisão difícil, esta, de saltar ao encontro do que não se
conhece. Avançar, quando o horizonte é escuro, não é fácil! Mas se
nunca saltarmos no desconhecido jamais conheceremos o que se encontra
oculto atrás das nuvens.
O mundo é um grande teia de aranha.
A cada atitude tomada por um individuo - sofremos todos.
E para melhorar o nível da nossa vida temos de começar com as pequenas
atitudes.
Precisamos incentivar o cultivo da paz em cada um de nós.
Quando a paz, e não a guerra, for valorizada, teremos um mundo de paz,
amor e união entre as criaturas, pois não se vive isolado.
Mas - para isso ocorra - precisamos aprender a conjugar o verbo pazear.
Pazear significa estabelecer paz ou harmonia.
Muitos de nós nunca conjugou esse verbo, e, se não forem tomadas as
providências cabíveis, as gerações futuras também não o farão.
Lembre-se sua atitude faz a diferença!
Neste ano que se inicia - deixo com cada um a seguinte reflexão:
O que você faz pela Paz?


É oportuno lembrar que todo final

Gera um novo começo.

Não se pode parar porque se conseguiu

Algum sucesso.



Em cada conclusão uma renovação...

O fim - será com a chegada da morte.

No caleidoscópio da vida

Temos um reencontro com o infinito,

Neste eterno ir e vir...





Como somos e como nos vemos

Na vida, com a Vida,

No amor, pelo Amor,

Pelo conforto da Esperança,

Pelo calor, luz, água, fogo, matas,

Flores, frutos, animais,

Para um novo início

Chegamos fortalecidos!



Mais um ano vivemos!

Escrevemos mais uma página de nossa história,

Arquivamos lembranças,

Páginas em branco aguardando

Novas escritas...



É preciso

Agradecer, Louvar,

Renascer, Sonhar,

Criar, Amar, Sorrir,

Os solidários e solitários

Irmãos de caminhada...



Não somos sobreviventes,

Somos vencedores:

No ano que se inicia,

Precisamos plantar e colher

PAZ!

Para onde vai o sol quando anoitece?

Para onde vai o sol quando a noite cai?
Para onde vai o sorriso,
O brilho do olhar,
Onde ficam os sonhos,
Quando o coração não bate mais?!

Nada tem explicação
Perante tamanha dor,
Ninguém, - nada - ocupa o lugar vazio!

Vou deixar que o vento
Varra as palavras.
Que o amanhecer chegue ao meu olhar.
Vou pedir que a chuva miúda
De braços dados com a brisa úmida,
Traga o sol entre-nuvens,
Alegrando os sonhos que restam,
Na tristeza que não arrefece!


Mas almas não envelhecem.
Nos veremos novamente.
Mas - me digam,
Para onde vai o sol quando anoitece?

Onde te escondes ó sol,
Quando chega a noite,
Senhora de meus medos,
De meus lamentos?

Para onde vais ó sol,
Quando a noite chega,
Na brilho rápido da estrela cadente,
De um poema triste?

Noite negra de tristuras,
Negra noite de marés,
Negra, nua noite,
Onde vai o sol quando tu chegas?


Já não há vida.
Onde vai a energia,
Quando o norte me conduz à noite,
Ao fim da linha,
Onde vais ó sol,
Quando a noite chega

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para Seguir, Para Sonhar - Feliz Novo Olhar!

Hoje quero desejar
Que ao abrir os olhos
Se depare com um mundo novo,
Um mundo que se descortine
Perante o seu olhar.

Desejo-lhe: Alegria.
Que a força da alegria torne
Os dias de sua existência plenos.
Plenos de Paz e de Luz!

Quero desejar que Sorria.
Sorria, sempre, para o sol que o ilumina dia a dia,
Que faz brotar a semente nova,
Que enche de sabor e cor
O seu caminhar.

Desejo um Céu Nublado,
Como este que vejo de minha janela,
Pois a nuvem de cor chumbo
Prenuncia a chuva.
E a chuva trará a colheita farta,
E a colheita farta dará adeus a barriga vazia.

Desejo-lhe: Suavidade!
Para que receba todos os embates
Que a vida reserva,
Pois com suavidade será mais fácil
Rebater a tacada que com certeza virá!

Almejo-lhe: Força!
Força para dobrar todos as incertezas
Que parecem nos vergar...
Força para encontrar no problema o cerne da solução!

Que tenha Garra!
Sim, garra, pois quando a intempérie se fizer presente,
Não necessite de anti-depressivo ou droga química
Para suportar o peso das circunstâncias desfavoráveis...

Desejo que Creia!
Sim, creia... Creia.
Crendo em si e nas forças do reconstruir ,
Do recomeçar, nada lhe será obstáculo,
Pois a vida é do tamanho de sua Fé!

Desejo, ainda, que saiba o Perdão.
Difícil de compreende-lo...eu nem sempre consigo,
Imperfeito ser que sou...

Rogo-lhe a Sabedoria!
Sabedoria, sim, pois no andar da vida temos de lidar com
A decepção com os amigos;
No embate profissional,
Numa remuneração condigna com a nossa capacidade,
Com filhos mal-criados,
Com o amor que findou,
Com invejas e falsidades de todos os naipes...

Nunca fique indignado com esses fatos..
São normais, fazem parte da vida,
Continue, siga sorrindo, por isso,
Desejo que mude o seu pensar,
Que tente de novo,
Ou mude-os de categoria,
Procurando outras prioridades.

Olhe os outros como olha para si...
Temos falhas, os outros também...
Se pensarmos assim ficará mais fácil seguir,
Não espere demais dos outros, nem de si,
Por isso desejo que tenha um novo olhar!

Desejo-lhe Coragem!
Coragem para não ficar contrariado, desgostoso,
Assim você sentirá o verdadeiro sabor do prazer,
A vitalidade do sorriso.
Não lamente os problemas,
Não ande sozinho,
Pois é certo que após a noite escura
Brilhará o sol do alvorecer!

Desejo-lhe o Amor.
Faça deste Natal e Final de Ano o seu renascer.
Doe-se. Entregue-se. Ame-se e Ame.
Sempre existirá alguém já sem endereço,
Sem entusiasmo e que precisará do seu calor.

Quero que encontre a Paz.
A Paz que é do tamanho de sua esperança.
A paz que quer e que pode distribuir.
A paz que caminha sabendo que ao seu lado
pode andar a construção, por mais ferida
Que esteja a sua mão!

Desejo-lhe, por fim, Um Novo Olhar!
Um novo olhar que permita que olhe para traz
E que tenha orgulho de sua história.
Saiba que no Aqui e no Agora reside o Sucesso.
Olhe o mundo, as pessoas, olhe para você
Com generosidade, amor e perdão,
E se enxergará na fila da felicidade!

É o que eu almejo para você, meu amigo,
Pois com a Luz, Alegria, Perdão, Amizade, Calor,
E com a força de Um Novo Olhar
Encontrará a Paz, o Amor, a Tranqüilidade
Para seguir, para sonhar!
Feliz Novo Olhar!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mensageiro

Quando retornas?
No teu nascimento questiono tua volta...
Te necessitamos agora,
A fome enconva millhares,
Outros, a violência - extermina,
O descaso abandona - crianças e velhos
Perambulam pelas cidades à tua espera....


Tua presença é necessária,
Corajoso e decidido
Denunciarás os desmandos.
Anunciando novo modo de ser e de fazer...

Claro, te contestaríamos de novo,
Até - quem sabe - voltaríamos a te crucificar...

Tua voz mansa e suave
Faz estremecer as bases.
O neo-liberalismo te teme, libertas,
Enquanto escravizam os menos favorecidos.

Tua presença já tarda,
Condenarás a injustiça social,
A corrupção de centenas,
A vida sem dignidade...
Organizarás um novo levante!

E a tua arma como sempre
É a Palavra,
Como começo, meio e fim.

És o porta-voz do justo,
O testemunho do amor total,
Expressão de alegria e esperança!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Grande Presente

Natal - os seres humanos ficam mais amáveis,
Trocam afetos e carinhos...
Nesta data lembramos
O grande presente que ganhamos!

A escolhida foi Maria,
Sobre ela bênçãos e graças,
Em seu ventre a luz, a proposta de
Transformação da sociedade.

E a a resposta
Ficou a critério de cada um

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Profissão de Fé!

Deixo-me seduzir.
Disponho-me a servi-lo
Com minha força e capacidade.

Renuncio a mim mesma;
Sigo-te fiel e intrépida,
Rompendo as seguranças,
Abandonando projetos,
Para testemunhar o que me for solicitado...

Exponho-me as injúrias.
Calo minhas angústias
Por não alcançar objetivos traçados!

E demonstro minha fragilidade
Nas dores que exaurem meu arcabouço,
Pálida e exangue figura!...

Não! Não contarei os fatos,
Presentes, no traçado de meus atos.

Contarei o que me anima.
Toda minha força, na profundidade da minha fé,
Firme, na denúncia de injustiças
Que corroem valores e ceifam vidas...

Quero viver a partilha solidária
Da palavra, do pão, da fé,
Nos exemplos que semeias e transmites,
Que na paixão pela vida
Realizas dia a dia!

domingo, 4 de outubro de 2009

Sigo em frente

Corro...
Cabelo ao vento;
O ar molhado beija minha nuca,
Minh'alma se reveste da aurora!

Olho para trás: o crepúsculo.
Sigo em frente.
Vou pisando nas pegadas d'areia
Que marcam o caminho!

Aspiro.
No ar o cheiro do mato.
No solo - o cheiro da terra ardendo.
E nas entranhas da terra
O cheiro doce, o cheiro louco,
Cheiro de sangue vertendo!

Sinto vertigem.
De insegurança; do desconhecido.
A chuva da manhã embaçou
Minha janela,
Turvou meu olhar.

Devo voltar...
Retornar de onde?
E aonde vou?
Ando em círculos.
Não quero sentir, não mais,
Um beijo que não desejo.
Uma carícia não minha!

Quero voltar...
Rever as flores nas pradarias.
O verde veludo das campinas,
O céu azul,
O sol diáfano
Os meus sonhos?
Tirá-los do esquecimento.

Delírios

Tudo está envolto em névoas.
Verdes brumas cobrem a perdida lágrima
Que rola em sulcos fundos
De minha tristeza!

O sonho que sonhei tanto
É o néctar de satã fogoso e lépido
Que corre pelas minhas veias
Escurecendo meu cérebro!

Delirios...
Uma caneta,
No papel o pensamento.
Em prosa,
Em versos,
Um poema,
Junto ao meu leito,
No meu sonho.

Na solidão que me acompanha
Uma companhia tumular
Na noite negra que não se finda!

Ainda virão muitas lembranças...
De inspiração,
De vida,
Do sol da eternidade,
Da saudade,
Em trevas de solidão!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Falando com o Jovem...

Afinal o que buscas?
Qual o motivo de tanta pressa ?
Por que correr todos os dias e horas?

Ouve pois o que tenho a te dizer:
Não corra, busque a esperança!
Esperança não é fuga da realidade
Não é mera ilusão
Esperança é desejar e querer que aconteça!

Não fique ansioso...
Em ti reside a capacidade
De romper cadeias
Lançar fora o comodismo.
Pois, dar e receber com otimismo
De quem tem certeza do amanhã,
É que nos mostra a luz no final do caminho.

Buscai o projeto de vida, paciente,
Que supera qualquer dificuldade
Estar a vontade, disponível.
Dividir no existir e na verdade,
E serás feliz, feliz!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mãe, só uma....

Li outro dia uma crônica
que falava do difícil mister
de mãe e filhos. É mesmo!


Somos de uma época em que os filhos
seguiam as lições apreendidas.
Tínhamos limites preestabelecidos.
O relacionamento seguia um único ritmo.
A mãe vivia e ainda vive
- em muitos casos - a vida do filho.

Hoje - tempos modernos -,
Já não se fala nem de afeto,
é muito complicado ser filho,
mais ainda - ser mãe.

Para as mães - o tempo não mudou,
ainda que mais ocupadas,
com duas ou três jornadas,
diárias. As mães são mães.
Geralmente levam o papel a sério.

E os filhos ?
Estão mais afastados.
Culpam os afazeres da mãe.
Se ressentem, tem carências,
ciúmes até, - da vida da mãe.

Para o filho a mãe não pode ter vida própria.
Tem que girar em torno dele
feito uma barata tonta!

Seria bom que os filhos soubessem
que o ser que os olha saindo e entrando,
crescendo, vivendo, - não constitui
"um bem de família ", mas pessoas
que amam e que querem ser amadas.

domingo, 6 de setembro de 2009

Há tanta beleza!

A beleza da existência
Esta na dinâmica da vida...
É como o rio que, embora no mesmo lugar,
Nunca é o mesmo!
Renova-se a cada segundo,
Caminhando ao infinito!



A beleza da existência
Esta no vôo das gaivotas e
No pousar suave nas praias...
A marca dos passos n´areia
Permanecerão até a próxima onda.


Há tanta beleza no mundo...
Há tanta beleza no vento que leva a folha...
Há tanta beleza na chuva que cai,
Na flor que se abre pela manhã,
No sol que nasce todos os dias,
No luar que ilumina a noite escura,
No dia que chega e que se vai.


Há tanta beleza na mão estendida
Que acolhe e que doa,
Na solidariedade que abraça irmãos...


Há tanta beleza na vida
Que meu coração parece que vai explodir
De tanta gratidão!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

É Preciso Dizer as Coisas.

Vai esfriar esta noite;
Tem estrela demais no firmamento
Atenuando minha solidão.

Fiz-me um jardim
Cercado de muros altos.
Guardei-me num botão de rosa,
Como um amor intocado!


Pelo prazer maior do desejo
Fiquei à espera,
Não terminei a carta!

Fiz de mim e de meus sonhos
Uma sala de espera
Num tempo e templo vazios.

Agora no infinito
- ( Cedo demais ) -
O sol já esta caindo,
E eu fiquei com a palavra morta,
Não tive tempo de dizer!

É preciso dizer as coisas.
O mundo passa,
...E voltamos a ficar a sós.

Cheiro de Alfazema

Quando os raios do sol
se enterram na barra
do horizonte,
num casamento perfeito da
terra com os céus,
subo a colina para ficar
mais perto de Deus.

E no ar rarefeito da subida
sinto o cheiro de alfazema,
cheiro de coisa antiga,
sinto saudades da vida,
a alfazema me cheira a saudade!

Tão só navego pelos mares,
tão calada ando pelos caminhos,
tão breve é o momento nesta ilha,
tão longa é a escuridão da incerteza.

Das vinte e quatro horas do dia,
abreviando o curso da existência,
talvez não viva nem duas.
Mas sempre há um amanhã
que justifica nossas fugas
e necessidades.

A Solidão que me Acompanha...

Sempre te louvo:
Bem vinda!
Agora é só comigo!
Ninguém mais!

Sigo o caminho,
Não posso parar.
A solidão me acompanha!

Sinto saudades do que já foi.
É o refluxo natural,
É necessário que eu siga,
De mãos dadas comigo.

Imagino o final
De meu compromisso...
É como a onda do mar
Que bate nas pedras, eternamente!

No final do dia sinto-me oca,
Seca,
Murcha,
Como uma planta deixada à margem...

Preciso voar, ave sem nido,
Preciso de um rumo,
Um prumo que norteie
O bocado que a vida me destina..

Vou continuar no mergulho
De mim,
Neste imenso mar,
Sem porto,
Que me revelo...

Vou atras de meu ontem,
Que condensa meu hoje,
Liberar o choro preso,
A alegria incontida,
Ser eu - solidão!

sábado, 8 de agosto de 2009

Quando as palavras morrem

Quando as palavras morrem no silêncio

É porque perdemos a capacidade de sentir.

No contexto, o existir é apenas um detalhe.



O silêncio que distancia,

Dá proteção,

Não compromete.



Vemos o fato,

Conta-se a situação...

Fechados no casulo, não queremos

Sentir, nem mudar o modo de pensar.



Diante da dor,

Diante do sofrimento,

O egoísmo manda não se comprometer,

Não consolar, não se doar...



O silêncio da negativa

Cala fundo naqueles que aguardam

Um gesto consolador, um braço aberto.

Fica o vazio.

terça-feira, 7 de julho de 2009

... As Lágrimas Lavam A Alma!

Há quem goste de cutucar feridas;
De ver o sangue pingando;
Não deixar o machucado secar,
Não permtinto que lindas quimeras
Voltem a sonhar...


Os tempos mudaram mas a dor de cotovelo,
A possobilidade da perda,
A dor contínua da espera,
Do amor que esta fadado a morrer...
Angustiante, permanecem únicos,
Nos fazendo esmorecer!


Quando se perde um amor,
O vazio e a desilusão, são iguais.
Não se come, não se dorme, não se vive,
A tristeza atravessa o peito, o ar se esvai.
E todas as noites, no travesseiro amigo,
Depositário de nossas lágrimas,
É que encontramos consolo e paz...

Ah! quem já não passou por esta dor?!
Quem já não encheu um amigo de lamúrias,
Já não fez loucuras ?
Vou fundo na tristeza,
Busco dentro de mim o meu eu.
Procuro as respostas que não chegam...
Infinitamente reverbero
Do reflexo de luz que emana
No vento, na luz, n´ água , nas chamas,
E descubro, em nublado olhar, que
As lágrimas lavam a alma!