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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estou de mal de você...

Estou de mal de você poesia!
Fiz-me poeta por sua culpa...
Sonhei com estrelas e calmaria...
Tornei-me uma sonhadora estúpida.

Por você, cometi tanta patifaria,
Velei um amor perfeito na noite...
Presa de um sonho, que anestesia
A brutal solidão, que é um açoite...

Estou de mal de você poesia!
Minha realidade é uma aberração...
É arrastado e sonolento o meu dia,
A noite, uma repetida e velha canção...

Por você me entreguei feliz aos delírios,
Acreditei... lutei por utopias tantas...
Sangrando a vida em meio aos martírios,
Sufocando doridas lágrimas na garganta....

Estou de mal de você poesia!!!
Vejo a vida passar pela janela...
Meu viver é uma terrível melancolia...
A ilusão passou, não sou mais aquela....

Por você perdi tudo!...
Estou de mal de você, poesia!!!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Amo!

Amo tua voz suave, aliciante!
Amo tua saudade de mim!
Teu cheiro de brisa embriagante,
Teu toque de macio cetim!

Amo a chuva que molha teu corpo,
Amo teus olhos que denotam tristeza,
Teu hálito fresco que sedenta absorvo,
Amo dos teus gestos... a delicadeza!

Amo o dia que nos conhecemos!
Amo tua presença iluminada!
Amo todos os dias que vivemos,
Que seguimos pela mesma estrada!

Amo... Meu amor! Eu te amo!...
Amo hoje e amanhã amarei mais!
Esse amor lindo, grito... Proclamo!...
És o resumo dos meus ideais!...

Amo teu atraente cabelo grisalho...
Amo-te com toda a alma e coração!
Amo tua boca com gosto de orvalho...
Amo-te com loucura e devoção!...

Amo... Amor meu... Vida minha...
Além das aflições e dos vendavais!
Tua presença meu ser eleva, sublima,
Acalma... Proteje dos temporais!...


Te amo anjo meu! Te amo demais!...

domingo, 20 de setembro de 2009

Meu segredo delicioso, meu amor...

Meu segredo delicioso, meu amor,
Homem cheio de encanto e carinho,
Que me enlouquece, vira e revira...
Desgovernando o meu caminho...

Que beija minha boca e meu corpo
Alisa... - Minha cabeça afaga e aninha...
Sou tua, toda tua, tua sem pejo... Nua...
Sou tua gata, princesa ou quiçá, vadia?...

Que importa, o que importa... - O quê?...
Teu doce beijo me incendeia, não nego...
Teu corpo quente me atrai e em chamas...
Prazerosamente me rendo, me entrego...

A madrugada chega lenta e cúmplice,
De ardentes carinhos, ais e desatinos...
Teus braços me enlaçam, me apertam...
A paixão explode num imenso torvelinho...

Então bebemos todo o mel e veneno,
Devagar... Gulosamente... Gota a gota...
Deste destrambelhado querer e sentir...
Agarrados, fundidos pelo céu da boca!...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Oh!... Que dúvida cruel!

Oh!... Que dúvida cruel!...
Parece que sou eu...
Mas... Parece que não sou!
O que será que aconteceu?

Estive perdida nos meandros
De mim... Achando que era...
Era o que mesmo... Enfim?
Talvez um pedaço de quimera!

Agora... Não sei se era ou se fui...
Se sou... Quem sou afinal?...
Arremedo de felicidade...
Ou um maldito ponto final?

Oh!... Que dúvida cruel!...
Não há segredos a desvendar!
Nem mais histórias para contar!
Não há como seguir sem sonhar!

Preciso de um motivo por menor
Que seja... Um motivo para crer...
Para ser e me sentir viva... Viva!...
Sem mais fel ter que beber!...

Quem sou eu? O que sou eu?
Alguém pode me dizer, por favor!
Peço... Grito... Rogo... Imploro...
Nenhuma resposta para tanta dor!

Quem sou eu? - Agora sei quem sou!
Uma aluada que se perdeu na poesia!
Vivendo de emoções... Alucinações...
E adormeceu sobre a puída fantasia!...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Amiga... Não pergunte o porquê...

Amiga... Não pergunte o porquê
Do meu silêncio, do meu sumiço...
Nem precisa perguntar para ninguém,
Pode apagar... Esquecer tudo isso...

Você é mais uma meio amiga,
Que deixarei lá no passado...
Meio amiga, é também inimiga.
Causa-me ojeriza esse contato...

Entretanto, e finalmente, a máscara
Da santidade e da bondade caiu...
Restou-me, apenas e tão-somente,
A grande dor que meu peito oprimiu...

Meio amiga não é nada... Jamais o será,
Meio amiga é meio mulher, meio monstro,
É metade infelicidade e o resto inveja...
Plantando negras sementes de desgosto!

Calo-me... Calarei e seguirei em frente...
E Deus, na solidão do seu quarto...
Há de indagar sobre os seus atos...
Diga-lhe porque me magoou de fato!...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Apaixonadamente

Meu céu... céu da minha vida...
Ser... que alimenta meu ser...
Alucinadamente meu... tão meu!
Que me faz querer mais... atrever!

Apaixonadamente... faz-me viver...
Viciada em afagos... fantasias...
Percorrendo todas as loucuras...
Desse amor que jamais sacia!...

Teu amor... é minha fonte bendita!
Energizando alma... e coração...
Mordendo minha boca... meu beijo...
No auge do desejo e da adoração!

Meu céu... minha fonte... meu astro
Rei, minha perigosa cordilheira...
Anjo... santo... louco amor meu...
Sou tua... só tua... toda... inteira!

Vem meu senhor... dono de mim...
Vem me iluminar... purificar...
Exorcizar... aplacar meus anseios...
Vem minha fome de amor matar...

Então seremos sóis... mil luas...
Seremos tempestade e chuva mansa...
Arco-íris... espargindo tesouros...
Na glória que só quem ama alcança!

domingo, 23 de novembro de 2008

Quer... Casar comigo... Amor?

Quer... Casar comigo... Amor?...
Prometo ser teu céu... Teu paraíso,
Teu morango... Teu doce pedacinho,
Tua felicidade... Teu mais lindo sorriso.

Quer... Casar comigo... Amor?...
Ser meu senhor... Ser meu menino...
Ser como eu... Levado da breca...
Coberto de beijinhos e carinho ?...

Quer... Casar comigo... Amor?...
Fazer amor e dormir agarradinho?...
Ser acordado bem devagarzinho...
Com muito chamego e cafezinho?

Prometo ser da tua vida o mel...
Tua louca e apaixonada companheira.
Ser tua criança... Ser teu tudo...
E te amar demais pela vida inteira!

Quer casar comigo... Meu amado?...
Transformar nosso sonho em realidade?
Ah... Ter teu colo será bom demais...
Sem mais brigas, ciúmes ou saudade!

Quer minha vida?... Quer casar comigo?...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Uma cigana também chora

Uma cigana valente... Também chora...
Chora o tempo cruel que debruça sobre ela,
Chora a falta de sensibilidade que aflora...
Lamenta não haver mais humildade sincera...

Uma cigana sonhadora sofre, sofre demais...
Por saber que jamais será compreendida...
Vendo que o amor se perde em coisas banais,
Que a sinceridade nada mais vale nesta vida...

Uma cigana também em lágrimas se desmancha,
Ao sentir que ninguém dá valor ao que vem da alma,
Cujos valores... A visão não vê... Nem alcança...
Mas que ao coração fortalece... Aquece e acalma...

Uma cigana amistosa... Uma cigana graciosa,
Também chora... Chora quando nasce o dia...
E dele... Não mais ouve a sinfonia melodiosa,
Só o tirano desencanto... Faz-lhe companhia!...

Uma cigana... Chora... Lamenta e se fecha...
Qual uma concha ferida com a sua pérola...
Dança sorridente, garbosa em todas as festas.
Mas jamais haverá alegria... Nos olhos dela!...

domingo, 14 de setembro de 2008

Amigos...

... Amigos que são ou foram amigos...
Amigos que dei adeus, amigos...
Que sem adeus sumiram...
Amigos... com quantos chorei...
Amigos que do meu ombro... fizeram
Refúgio... remanso...
Com outros tantos... me diverti e gargalhei.
Quantos me decepcionaram?
Quantos decepcionei?
Amigos... quantos conheceram
A minha alma?
Quantos... a alma... sem querer... roubei?
A vida foi passando tão depressa...
Sequer tive tempo de notar...
Que os abandonei...
Hoje aqui... lembro tantos rostos,
Tantas algazarras...
A lanchonete, as brincadeiras,
Os lanches desenhados
Com ketchup e mostarda...
Outros me feriram tanto...
Que mal pude acreditar,
Foi tanta a dor...
Que nem é bom lembrar...
Mas nesta noite...
A saudade veio me visitar...
E fui revendo filmes e cenas...
Era tão fácil viver... sonhar!
Muitos... fiz bolinhas de papel
E pela janela atirei...
Outros... amei tanto...
Sequer percebi que me enganei...
Foram pedaços doloridos...
Que do meu carinho arranquei...
Alguns se fizeram fantasmas...
Lembranças de profundas mágoas...
Outros se aproximaram docemente...
Trazendo de volta a esperança destroçada.
Assim foi a vida passando tão ligeira...
Cheia de enganos... tropeços...
A traição sempre na dianteira...
Mas permitiu-me descobrir raros diamantes,
Flores de beleza impar... multicores...
Florescendo magistralmente...
Nas minhas lágrimas...
Graças aos amigos verdadeiros,
Voltei a confiar na vida...
No mundo ... nas pessoas...
Voltei a ser gente...
E assim de mãos dadas...
Abraços afetuosos... tanto carinho...
Vamos plantando do amor, novas sementes...
Curando todas as feridas... desse mundão
Louco... desumano e inclemente!...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

ESMERALDA A CIGANA PROIBIDA

Bela cigana dançando em frente à fogueira.

Saia rendada, cintilante, rodopia festeira,

Dança e todos os ciganos aplaudem contentes,

Ela sorri, mostrando um sorriso entre dentes...



Na alma, no coração, carrega uma saudade...

Se os deuses ouvissem seu grito apaixonado

E trouxessem pra ela o amado distante,

Seria fácil dançar e sorrir de felicidade...



Nos olhos brilhantes, uma lágrima

Teima em cair, ela dança sensualmente...

Diverte-se, desfaz dos seus pretendentes,

Que nenhum ouse beijá-la, seria imprudente...



Ninguém consegue arrancar do seu peito

Esse amor, vigoroso, raro, ardente, tão quente...

Todos ciganos sonham ganhar seu coração,

Mas essa cigana alegre, não é gente ....



Apenas um rastro desse amor que carrega

Trancafiado a sete chaves, esse homem

Que todas as noites sonha e, em delírio de amor,

Viaja para seus braços qual um condor...



Dançando se entrega em louca paixão,

Leve como uma pluma, manhosa, selvagem...

Boca carmim como pedindo um beijo...

Dança, zomba de seu próprio amor e desejo...



Paixão, calafrio, frenesi é o que ela quer

Entregar corpo e alma, tudo que ele quiser...

Todos vibram com sua dança, ela sorri com desdém..

Só com esse amor Esmeralda existe,

Só com ele é mulher!

A Mais Linda Confissão

Quero confessar que amo você!...

Que você é o meu maior amor...

Aquele que hoje acorda comigo

E vai dormir comigo...

Que quando abro os olhos ao acordar,

Dou bom dia

Numa prece de agradecimento

Pela existência em minha vida...

E que durante o dia agradeço



Por me proporcionar

Um riso franco.



Hoje meu sorriso é verdadeiro,

Porque sei que no final do dia vou estar com o

Homem que amo... A minha pedra preciosa!

Com coragem o suficiente para dizer

Não me abandone... Morri de saudade!!!

Humildade o suficiente para pedir perdão!

Que faz de cada dia um dia especial...

De cada noite um presente!

Confesso meu amor que o seu amor

É a minha vida, o ar que respiro,

A parte melhor de mim...

E quando você me toca... Beija

E acaricia todas as luzes acendem,

Todas as melodias são um hino ao amor!

Basta sua presença para que eu tenha a

Certeza absoluta de que a felicidade

Não é um sonho,

Ela existe e mora em seus olhos, em seu sorriso

Em cada declaração de amor que ouço dos seus

Lábios lindos!...

Confesso meu amor que antes de você,

Tudo que pensei amar... Nunca foi amor!...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fechado...

Fechado...
Eu e você... Você e eu...
E o nosso mundo encantado...
A noite... De estrelas bordada...
Beijos com gosto de pecado,
Bocas molhadas...
Cochichos ao pé do ouvido.
Num tempo assanhado...
Meio desgovernado...
Gatos namorando no telhado...
Sem platéia... Sem ninguém
Para azucrinar a idéia...
Sem satisfações a dar...
Como os dois gatos no telhado...
Humm... Uhauhauhauha...
Meu amor...
Trato é trato...
Aceito... Combinado!
Fechado!
Nada de bisbilhoteiros!
Só eu e você...
E os gatos no telhado!

Mutações...

Tudo... Tudo foi... Tudo será sempre!
Nada vejo, além da saudade infinda...
Mudou a rua... Mudei eu... Meus anseios,
Meus pensamentos... Mudou minha vida!...

São mutações tantas que já nem sei...
Aquilo que me parecia lindo e eterno,
Ficou na lembrança dos dias idos...
Fragmentos... Pedacinhos tão ternos...

Muitos sonhos escaparam sem remédio,
Como andorinhas em louca debandada...
Nem percebi, nem notei ou me preocupei...
Outros chegaram sem aviso ou hora marcada.

Mudando meus passos, mudando a estrada,
Mudando a paisagem, meu rosto no espelho.
Mostrando o quanto é efêmera a existência,
Vi tantas lágrimas entre cravos vermelhos!

Mutações... Apenas mutações apressadas,
Nunca em meu porto seguro pude ancorar!
Um frágil barco navegando sem leme...
Jamais poderá enfrentar o alto e bravio mar!

Vão as expectativas como grãos de areia...
Escoando entre os dedos... Sumindo...
Desfazendo anseios da felicidade possível.
E o tempo inclemente vai voando, urgindo!

Só não muda esse amor descomunal!
O amor que bem sei, é tão grande em ti!
Mas que nos faz sofrer tanto... Tanto!...
Por que esse amor teima em estar aqui?

Se tudo muda... Se tudo se transforma...
Por que temos que sofrer tanto assim?
Por que a sorte não nos acena de uma vez?
Permitindo que possamos ser felizes enfim!

Por que me perguntas?

Por que me perguntas se te amo ainda?...
Basta olhar em meus olhos, eles dizem tudo!
Estás todo, inteiro em mim... Na minha vida!...
Que viver sem ti... Me é impossível! Absurdo!

Por que perguntas se te quero ainda?...
Se meu ser está dentro da tua alma?...
E minhas células já se misturaram às tuas?
Se para ti, toda a minha emoção se espalma!

Por quê?... Insistes tanto perguntando...
Daquilo que, mais do que ninguém, tu sabes?
Sou teu sol nos dias de chuva, tua cúmplice,
Aquela que te espera nas mornas tardes!...

Aquela que vive por ti... Que te adora!...
Que nasceu para amar-te para sempre!
Que vibra com teu sucesso, tua felicidade.
E só se alegra quando o vê feliz! Contente!

Por que perguntas tanto, amado meu?...
Se não te convencem as minhas juras...
Se a minha dedicação te parece pouca...
Lembra-te da minha carícia, minha doçura!

Do dia que nos conhecemos... Nos encantamos,
Da noite que nos vimos um nos braços do outro!
Extasiados... Arrebatados pela explosiva paixão...
Do ímpeto que nos envolveu no primeiro encontro!

Só se entrega com tal arrebatamento, tanta fúria...
Quem ama como nós dois... Quem ama demais!...
Então... Vem meu menino querido... Meu senhor!
Ama-me! - Ama-me! Não perguntes nada mais!...

Tenho raiva de mim!

Tenho raiva de mim... Tenho muita raiva!
Raiva por acreditar em tudo... Por sonhar!
Raiva da poesia que me faz tola, sensível!
Por ser visionária e por todos querer amar!

Tenho tanta raiva do meu coração imbecil!
Raiva... Raiva... É imensa a minha raiva!...
Raiva da esperança que move minha vida.
Da sensibilidade... Essa horrenda praga!...

Chega... Chega de homéricas decepções!
Este mundo cruel não comporta emoções!
Não admite poetas e as suas alucinações!
Nele só conta o vil metal e suas aberrações!

Tenho raiva!... Tenho!... Tenho raiva de mim!
Raiva da lágrima dorida que banha meu rosto,
Das noites de insônia que me fazem pensar,
Que sou a culpada de todo o meu desgosto!

Tenho raiva e vergonha por ser humana...
Tenho raiva por ser vista como a boazinha,
Como aquela poeta maluca... Sonhadora,
Que faz poesia à toa. Coitada tão bobinha!

Tenho raiva de mim... Da minha Poesia!
Tenho raiva da companheira madrugada!
Que me convida a voar, viajar em versos...
Ferindo ainda mais minha alma marcada!

Mas do que falo eu... O que estou falando?
Seria eu tão errada... Por amar assim?...
Tenho que aceitar o mundo não é pra mim!
O desamor me engoliu... Venceu-me enfim!

terça-feira, 22 de julho de 2008

O Som Do Silêncio

O silêncio tem sons que amedrontam
E encantam, vidas subterrâneas,
Mistérios que só a alma alcança...
Deuses bailando entre verdes ramas

Silêncio, escuto a terra gemendo,
Chorando em sons melancólicos
Cumprindo sua rotatividade em prantos,
Ainda gira, vibra em seus sons bucólicos.

Escuto os sons que o silêncio embeleza,
A música da natureza, queda da cachoeira.
Pássaros noturnos entoando um canto de amor
Para o dia nascendo em sua formosura altaneira,

Silêncio... ouço os anjos com suas harpas,
Astros e estrelas viajando alucinadamente,
Dança majestosa do trigo balançando ao vento...
È a terra, é a vida jorrando vertiginosamente.
O silêncio tem sons que só Deus entende!

sábado, 19 de julho de 2008

De que forma Deus fez o amigo?

De que forma Deus fez o amigo?
Deu-lhe asas invisíveis...
Colocou em seus lábios um terno sorriso...
Nos olhos, o mais puro mel...
No coração, o perdão incondicional...
Deu-lhe uma paciência descomunal...
Uma pitada de crítica construtiva...
Não mediu o bom humor...
E exagerou na dose de amor!
Depois soprou em seus ouvidos:
Vá cumprir sua nobre missão...
E ele até hoje nos cerca de carinho,
Nos entende, ajuda sem intromissão,
Humildemente, nos rouba o coração!...

sábado, 5 de julho de 2008

A FALSIDADE E A MENTIRA... SÃO IRMÃS DA INVEJA

A falsidade e a mentira caminham juntas.
E lá, bem escondida no fundo do ser,
A inveja, a raiva do que ele queria ser
E encontrou em você...
Não importa se você é alguém de destaque.
Importa se você sabe algo fazer...
Então ele passa a ser seu melhor amigo
E maior confidente...
Em sua mente doentia e torpe,
Vai recolhendo dados e informações,
Demonstrando gestos e cara de anjo,
Sente suas dores e chora com você...
Fala da falsidade e da mentira
Como algo terrível, que
Ele não pode conceber...
Vai conquistando sua confiança,
Com palavras doces...
Que na realidade,
Contém dardos de veneno,
Capazes de promover a desunião,
Entre amigos sinceros,
Que se queriam bem.
Um belo dia, sua máscara cai
Perante todos e encontramos
Um ser débil, um monstro,
Fraco e covarde...
Que na realidade,
Nunca foi nada,
E nunca será alguém!

domingo, 29 de junho de 2008

O Bem e o Mal

Olhar brilhante, vagando tão longe...
Magia e sedução é seu nome...
Vinda da terra do ontem, tão distante.
Do amor tem gula, sente imensa fome.

A noite empolgada se atira em seus braços,
Vênus orgulhosa, abençoa seus passos...
E lá vai ela, cheirando a paixão e mistério,
Prendendo astros famintos em seus laços...

Dizem ser uma bruxa, outros chamam de fada.
Luz e trevas se atiram numa guerra desvairada...
Vive entre anjos e duendes, poções e perfumes.
Netuno lhe protege, mas Medusa muito maltrata...

Essa figura dourada, é odiada e amada...
Mas quem é essa criatura ambígua, afinal?
Ela é apenas uma sonhadora que ama,
Intensamente, acima do bem e do mal...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Quem és tu senhora

Oh!... Alma infeliz, quisera eu
Poder abrandar teu coração doente...
Tirar de ti o vírus do ódio ardente.
Povoar de bondade teu coração e mente!

Mas o peso da idade... Nada te ensinou,
Segue a tua existência sempre demente!
Tu, tentando, indo por caminhos indecentes,
No teu peito... Há um ninho de serpentes!

Falas em Deus, em bondade, amizade,
Mas no teu escuro quarto armas ciladas,
E na manhã, és um camaleão horrendo,
Camuflando as tuas traiçoeiras facadas!

Até quando... Até quando seguirás
Alma penada, com as tuas perfídias?
Que culpa tenho eu se és um nada?
Se por merecimento, foste banida?

Malogrado é o teu dia, tua noite!
Jamais te darás por vencida, oh fera!
Porque o êxito de cada um, para ti,
É um punhal que a tua alma dilacera!

Nada mais podes fazer... O tempo urge,
O espelho todos os dia te pergunta...
Quem és tu senhora insana e ridícula?
E tu respondes uma pobre moribunda,

Perdida no ódio, na maldade fecunda!