terça-feira, 12 de agosto de 2008

ESMERALDA A CIGANA PROIBIDA

Bela cigana dançando em frente à fogueira.

Saia rendada, cintilante, rodopia festeira,

Dança e todos os ciganos aplaudem contentes,

Ela sorri, mostrando um sorriso entre dentes...



Na alma, no coração, carrega uma saudade...

Se os deuses ouvissem seu grito apaixonado

E trouxessem pra ela o amado distante,

Seria fácil dançar e sorrir de felicidade...



Nos olhos brilhantes, uma lágrima

Teima em cair, ela dança sensualmente...

Diverte-se, desfaz dos seus pretendentes,

Que nenhum ouse beijá-la, seria imprudente...



Ninguém consegue arrancar do seu peito

Esse amor, vigoroso, raro, ardente, tão quente...

Todos ciganos sonham ganhar seu coração,

Mas essa cigana alegre, não é gente ....



Apenas um rastro desse amor que carrega

Trancafiado a sete chaves, esse homem

Que todas as noites sonha e, em delírio de amor,

Viaja para seus braços qual um condor...



Dançando se entrega em louca paixão,

Leve como uma pluma, manhosa, selvagem...

Boca carmim como pedindo um beijo...

Dança, zomba de seu próprio amor e desejo...



Paixão, calafrio, frenesi é o que ela quer

Entregar corpo e alma, tudo que ele quiser...

Todos vibram com sua dança, ela sorri com desdém..

Só com esse amor Esmeralda existe,

Só com ele é mulher!