terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ficam revogadas todas as disposições em contrário

Emprestem-me os risos do mundo!
Preciso de todos e ainda é pouco.
Quero abortar meus medos, espalhar meus segredos,
que a vida começa agora e não tem hora,
para acabar!
Quero um sonho menino, de olhos negros
para vestir de azul e levar a passear!
E nesse sonho, em tempo algum, deixarei de acreditar.
Ah! Eu quero me deitar no meu colchão de armar,
com meu sonho de amar!

E se for difícil, faço dele o meu vício,
tragando avidamente até me sufocar!
Mas quero amar... amar... sem medo de provar.
Morrer de amor, se precisar,
mas nunca mais me abandonar!

E se me condenarem,
pedirei perdão...
Que revoguem a pena!
Porque é isso que merece o meu coração.

Se a morte, atrevida como é, vier me buscar,
que espere um pouco...
Direi que estou ocupada, não posso ir.

Preciso mergulhar nesse amor,
como quem se atira nas maiores ondas,
e desliza sobre elas, surfando...
Com o sol nos abraçando,
cada vez mais, amando... amando... amando...

E ouça-me, Vida Minha:
- Vida! Vida... Não seja inoportuna!
Dispenso seus conceitos e decretos.
Não me venha com essa de que é tarde demais.

O tempo só existe nas manchetes dos jornais,
onde hoje, morre mais que ontem,
e menos que há dez anos atrás...

Eu acabei de nascer... me deixe em paz!
Pare de querer saber, de tanto perguntar...

Depois?

Depois não sei.

Agora:
- Ficam revogadas todas as disposições em contrário.