rumo ao mar...
Lanço-me...
afinal de contas fui feito
para poder experimentar
do todo, o que se faz a mim afeito...
o que em mim grita, mostra e agita,
meus defeitos...
Lanço-me...
como se à minha frente,
das entrelinhas de minha mente
surgisse uma verdade inconteste,
um desafio, um teste,
ou o vazio incoerente,
que se apodera de minhas divagações,
mas que logo é preenchido
pois que meu senso, faz-se aguerrido,
e luta...
Lanço-me...
à tiracolo minha histórias,
derrotas, quedas, vitórias...
o lobrigar do que construí,
como visão, corpo postado
em meu mirante.
Uma corrente, um balbuciar
um tanto delirante,
promovido pelo próprio alumbramento,
que invade minha vida
nesse momento,
quando me dou conta da amplidão
do oceano...
Mas lanço-me...
poderia adejar por sobre paisagens,
onde as visagens,
fossem mais cintilantes...
poderia caminhar por estradas,
onde as paisagens
me lembrassem do momento atrás,
do antes em seu exato instante...
mas prefiro a imensidão,
o desafio da mansidão
que me faz arrepiar...
por isso, lanço-me,
conjugando-me ao todo,
sentindo o gosto de ser, de estar,
um viajor constante que viaja solto,
rumo ao mar...

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