quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

dialogar somente com ela..

A chuva, abluir das cizalhas que se escondiam nos labirintos da espera...
Passei por tudo o que me exaspera,
infelizmente não aprendi, e mais uma vez me perdi...
Perdi-me na exagerada euforia do meu eu.
Perdi-me por acreditar que se cumpriria em mim
aquilo que minha própria alma, me prometeu...

Os adventos que vêem com o vento, são adventos brancos...
São talvez chuvas brandas e brancas que trazem encantos
mas nos deixam chafurdados no fim...
Minha verdade jamais virá depois de mim...

Uma complexa gama de querer voar,
mesclada a um navegar/caminhar
por uma rota que se faz clarear.

Num percurso que a gente pensa ser eterno prosseguir de uma viagem,
mas a medida em que a gente vai delineando as imagens
nossos sentidos percebem, que tudo não passou de um curto seguir
por uma estrada/atalho de uma mera e insignificante estiagem...

Sonho sempre com águas escuras...
Não consigo imaginar-me posicionado com um pé em água limpa,
e outro pé na lama...
Não consigo respirar na maciez de um aconchego de suave cama,
se não for pra adormecer com quem eu realmente amo...

Meus olhos deveras molhados e salgados,
conseguem vislumbrar do mar o que ele traz de grandeza...
Ah que vontade de sumir pela natureza,
e dialogar somente com ela...