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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Universo do Teu Ser

Meu sonho realizo
com a doçura do teu sorriso,
nas loucuras intransitivas
do bendito verbo amar...


Não quero saber
de beber gotas do chorar.
A vida desejo beijar
com a boca do prazer.


Nos braços do querer,
sei que vou morrer
envolta nos lençóis da paixão,
e com o coração em sofreguidão...



Na cama da tentação,
com o corpo em lampejos,
sou um oceano de desejos,
navegando no universo do teu ser...

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Natal que eu quero

Eu quero um Natal de cores, para apagar as chamas das dores e esquecer as tristezas da vida.

Eu quero um Natal de luz, onde o ouro do amor reluz diante da escura realidade.

Eu quero um Natal de solidariedade, vestido com o véu da fraternidade, para cobrir as chagas do mundo.

Eu quero um Natal sem fome, onde a fria miséria desapareça e surja uma rica mesa de fartura.

Eu quero um Natal de sorrisos, onde as crianças percam o juízo de tanto brincar com a felicidade.

Eu quero um Natal de sonhos, onde o alegre Papai Noel risonho abrace toda a humanidade!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Reflexão para o Natal

Se tens amigos... acolhe-os,
Se tens inimigos... perdoa-os,
Se tens alegria... compartilha-a,
Se tens mágoas... esquece-as,
Se tens amor... distribui-o,
Se tens ódio... apaga-o,
Se tens felicidade... divide-a,
porque estes são os melhores presentes de Natal.
Natal é tempo de paz, de amor, de otimismo,
de esperança, de sonho e de solidariedade.
Abre as portas do teu coração
e começa a sorrir.
Sorri para a vida... para o próximo.
Lembra-te que tu és um privilegiado.
Nem todos têm as mesmas oportunidades.
Agradece a Deus por tudo
que tens recebido e tenta
retribuir todas as dádivas...
O mundo começa a mudar
quando tu mudas.
Vamos tentar construir um
mundo permeado na solidariedade,
quem sabe assim teremos uma sociedade
menos excludente e violenta,
onde todos possam celebrar a noite de Natal
com uma linda ceia da paz.
Tentar ser feliz em um único dia é
muito pouco para o ser humano.
Ele merece muito mais.
Esta é uma mensagem do meu coração
para o teu coração.
Um Natal de muita reflexão para ti.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cansei.....cansei...

Cansei de enxugar as frias
lágrimas da dor.
De rezar no sagrado terço do amor
e não desvendar seus indecifráveis mistérios.
Cansei de seduzir a amante ilusão
para que nos braços da esperança,
acalentasse os ingênuos sonhos.
Cansei de escutar os soluços do coração
na alcova da solidão e sentir-me
uma eterna refém da saudade.
Cansei de ver o pêndulo
do relógio do tempo
não mudar de lugar
e seguir pelos abstratos dias.
Cansei dos suspiros da poesia,
dos seus beijos molhados de fantasias
lambuzados pelo mel dos desejos.
Cansei da prostituida realidade,
que com os olhos da maldade
me conduziu a tantos secretos labirintos.
Cansei de ser escrava de um passado
ateu e de um presente que já não é meu.
Cansei de tudo..... de tudo....
Do princípio.....do meio e da
incógnita do fim
Eu sei que vida é mesmo assim:
como uma cópula.
Algumas vezes boa e
em outras, simplesmente
muito ruim.
Não tenha pena de mim.
Eu já me acostumei
a viver assim: cansada

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Insano Desejo

Rasgar o mapa do tempo
Deixar a alma ao relento
Exorcizar a amante dor
Dormir na cama dos
teus nobres sentimentos
Envolver-me nos finos
lençóis do teu amor
Cobrir tua solidão
com o néctar dos meus beijos
Te enlouquecer com
meus insanos desejos
até teu corpo tremer
de tanta excitação.
No bordel do teu coração
fazer uma noite de orgia
e enfim, engravidar
teus prostituídos sonhos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Hoje Meu Coração Chora

Hoje o meu coração chora
pelas dores do mundo,
porque a maldade sucumbe
nos quadriláteros da Terra.



Hoje o meu coração chora
pelos olhos cegos da criança,

que cedo perdeu a esperança
de cirandar na roda da felicidade.



Hoje o meu coração chora
pelas fráguas das fantasias
que, com as astúcias da poesia,
seduziu os ingênuos sonhos.


Hoje o meu coração chora
pela esquizofrenia das horas
que, antes do nascer da aurora,
quebrou o relógio do tempo.



Hoje o meu coração chora
pelo aborto do amor
que, como um feto seco e indolor,
morreu na placenta da vida.

domingo, 24 de agosto de 2008

Mãos Atadas

Não devo..
Não posso...
Calar a voz do coração
Desatar as mãos
Ferir o brilho do olhar
Ocultar a dor
Esquecer que existe o amor
Quebrar uma fantasia
Amordaçar a alegria
Voar nas asas do vento
Vigiar o pensamento
Liquidificar as lembranças
Voltar a ser criança
Matar a saudade
Destilar pequenas crueldades
Secar uma lágrima
Naufragar os sofrimentos
Deixar a tristeza ao relento
Amarrar os sonhos
Ser prisioneira do tempo
Abri o relicário dos segredos
Assassinar o medo
Morrer antes da hora!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mãos Atadas

Não devo..
Não posso...
Calar a voz do coração
Desatar as mãos
Ferir o brilho do olhar
Ocultar a dor
Esquecer que existe o amor
Quebrar uma fantasia
Amordaçar a alegria
Voar nas asas do vento
Vigiar o pensamento
Liquidificar as lembranças
Voltar a ser criança
Matar a saudade
Destilar pequenas crueldades
Secar uma lágrima
Naufragar os sofrimentos
Deixar a tristeza ao relento
Amarrar os sonhos
Ser prisioneira do tempo
Abri o relicário dos segredos
Assassinar o medo
Morrer antes da hora!

sábado, 16 de agosto de 2008

Baralho da Vida

Uma dama vestida de preto,
por medo da beleza das cores
Um rei desvairado, à procura
do brilho do sol
Um valete , lutando contra a dor
Os ases, brigando para
conquistar a mesma dama
As cartas de ouros ,querendo sempre mais ouro ,
pela simples ambição do poder
As cartas de espadas, atentas aos ataques
dos deuses.
As cartas de copas,buscando
as estrelas,para viverem
loucas paixões
As cartas de paus, sofrendo
com a discriminação de cor
Todo o baralho se rebelando,
contra seu próprio destino.
Cada naipe, impondo seu poder,
determinando suas regras,vivendo seus conflitos,
enfrentando os seus medos,
buscando suas ambições e seus coloridos sonhos.
Um jogo complicado
Uma partida sem direito à vitória
Um final destorcido,porque
todas as cartas misteriosamente são marcadas,
como no blefe da vida.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Para Te Atrair...

Abri as portas do coração
Aliciei o amor para
seduzir os teus sonhos.
Para te atrair....
me vesti de lua
Com a alma nua
dancei nos palcos
da lasciva paixão.
Para te atrair...
pintei a boca de desejos
Insinuei um orgasmo de beijos,
só para te enlouquecer.
Para te atrair...
erotizei as fantasias
nos versos da poesia,
me despi como mulher.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Memórias de um Coração Solitário

O coração perambula
pelas sombras do reino dos mortos
Já não tem vida
Nas catacumbas das tristezas jaz,
frio e indiferente ao mundo
das cores
Não tem sede de primavera
Esqueceu as doces quimeras
Na dor feneceu
Acostumou-se a viver
nas trevas
Rejeita à luz!
O amor não lhe seduz
Tem medo de conjugar
o maldito verbo amar
Não quer mais chorar
A esperança resolveu abortar
Já não lamenta os sonhos acorrentados
Guarda segredos mofados,
na masmorra da dor
Curva-se diante da cruz do destino
Aceita a sua triste sina,
que é morrer nos braços da solidão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Prece à Lua

Lua....lua...lua....
Vem para a rua
Sai toda nua e pousa
na palma da minha mão
Beija o coração desta poeta
e escuta minha prece
Ilumina esta alma escura,
tão obscena e impura
que caminha por estradas obscuras
e pisa as folhas secas da solidão
Rasga estes versos aflitos
aleatoriamente escritos
com a pena negra da desilusão
Reza pelos sonhos benditos,
lembra que a poesia
é o bálsamo da ilusão
Acaricia este ser vagabundo,
que chora pelas esquinas do mundo
implorando um novo alvorecer
Cubra as infectas feridas
com o néctar da vida e
cicatriza este triste sofrer
Acenda a luz do meu viver
Chega de tanto padecer
No útero do amanhecer
quero poder renascer
Na taça da felicidade o mel do
prazer quero beber
No colo dos desejos lascivos
quero morrer, para aliviar
a angústia desta dor.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Já não sei...

Já não sei ....
se aborto o amor ou
se engravido a solidão
Se adorno as fantasias ou
se seco as lágrimas do coração

Já não sei...
se brinco com o sorriso
das flores ou se acalanto
o soluço das dores, que
ressoam pelas esquinas da noite

Já não sei....
se desenho o mapa dos
sonhos na alma ou se pinto os
dias na tela da realidade,
para colorir a opaca vida

Já não sei...
se polemizo a virgem felicidade,
ou se aceito viver pelas
ruas desertas da infelicidade,,
suplicando a mão da esperança

Já não sei .....
se desejo o beijo do sol
ou se me contento com
o afago enternecedor da lua,
que me ajuda a sobreviver

Já não sei....
se exponho a vida nua
as intempéries da dor,
ou se me curvo aos
caprichos do maldito destino.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Sonho Impossível

O que esperas beija flor?
A tua linda flor?
Bem sabes que ela não vira
Se por acaso chegar
Jamais poderá beijá-la !


Por que choras flor?
Será que desejas
o ósculo do beija flor?
Esqueces que teu néctar
não é para a boca do beija flor

Com que sonhas flor?
Viajar na asas do beija flor?
Lembra-te que não és
a única flor a enfeitar
o jardim deste volúvel beija flor

Por que foges beija flor?
Por não ter o amor da tua flor?
Sonha... teu sonho impossível
e assim poderás ser feliz
por tê-lo sonhado !

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

RETALHOS DA ALMA LVI

"Ao acenar-te o adeus da partida,
senti-me como a leve folha caída
do pálido outono da vida,
suplicando ao tépido vento,
para que meneasse a minha dor "

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Deserto Humano

Ao corpo as sensações
À alma os sentimentos
À razãoos conceitos cognitivos
À vida o direito de adorar o templo
sagrado do ser
Ao ser o refúgio no seu asilo interior
Ao coraçãoo mundo das cores
adormecidas nas quietudes do universo
Ao universoo medo das dores do mundo
cercado pelos paradigmas do deserto humano

domingo, 19 de agosto de 2007

Olhos Famintos de Amor

Olhos famintos e enfeitiçados
pelas garras felinas da paixão
Sede da água benta do amor,
para sacramentar o bandido coração
Com a boca sedenta de beijos
e a chama do corpo ardendo,
em pervertidos desejos
sonha com os lençóis da ilusão
Neste mundo estrangeiro,
a vida segue em passos ligeiros,
caminhando em direção do
bendito verbo amar
No barco desta adoravél loucura,
a alma desta deplorável criatura,
navega no oceano das ternura
se ancora no porto do prazer!

Solidão no Cio

Conto estrelas para enganar
a taciturna saudade
Bebo o elixir da eternidade,
na taça amarga do viver

Miro a nudez da rua escura
Excito-me com sensualidade da lua,
que acaricia minha mão
e afaga o cio da solidão

Lágrimas agonizantes
descem pelo rosto,
molhadas pelo néctar do desgosto
como um velho terço de rezar


Com olhos de pavor
Fazem uma prece dolente
e começam a chorar
Caem no claustro frio da dor

Chorar por um tempo morto,
em que um sonho torto
afogou-se no mar da ilusão
e caiu na sepultura do coração

Sobre as muralhas do esquecimento,
criva sobras de sofrimento
na éolica turbulência da alma,
pelo frio vento do lamento

De joelhos aos céus imploro,
amaldiçoar o maldito verbo amar,
para nunca mais hastear
o mastaréu flamejante da paixão

sábado, 18 de agosto de 2007

Deserto Humano

Ao corpo as sensações
À alma os sentimentos
À razãoos conceitos cognitivos
À vida o direito de adorar o templo
sagrado do serAo ser o refúgio
no seu asilo interiorAo coração
o mundo das cores
adormecidas nas quietudes do universo
Ao universoo medo das dores do mundo
cercado pelos paradigmas do deserto humano

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

AVE SOLTA

Presa impossível !
Por que partistes?
Guardo comigo teu canto triste
que violou minha solidão nua
Quebrei um pedaço de sonho
Juntei os cacos e fiz um relicário
Assumi compromissos com a saudade
Deixei a dor encharcar a alma
Não contive os ziguezagues da tristeza
Chorei lágrimas de cristais
Fiz das brancas nuvens passageiras ,
meu travesseiro
Dividi meu sofrimento com as estrelas
Guardei no recôndito da alma,
retalhos de um tempo
Viajei pelas estradas desertas de mim
Rejeitei o beijo da alegria
Fechei sa portas da esperança
Cravei um espinho no coração
Abandonei-me na angústia dos pensamentos,
como que me desatrelasse da vida,
para eternizar um simples momento de ilusão
Um instantae mágico,
chamado de cerimônia do adeus!