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sexta-feira, 19 de março de 2010

SEJA MEU MUNDO

Preciso mais que palavras

Mais que um toque.

Preciso que segure minha mão

Para que eu não me sinta perdido

Tenha paciência comigo

Ensina-me o que não entendo

Levando-me carinhosamente

Mostrando-me cada caminho

E, passo a passo, fazendo-me caminhar.

Você pode

E eu preciso tanto!

Dá-me esse tanto de amor

Que carrega dentro de você

Olhe dentro da minha alma

E entenda...

Sou tanto quanto você.

Sou apenas um tiquinho mais lento

Mas estou pronto para aprender

Só preciso de você comigo

Fazendo-me compreender.

Olhe nos meus olhos

Eles estão te pedindo!

Dê-me essa chance

Prometo te compensar com muita emoção

Dando a você todo meu carinho

Minha eterna gratidão.

Estenda sua mão

Eu preciso!

Terá meu amor eterno

Meu olhar te sorrindo

E, se um dia, um cisco entrar nos teus olhos

Estarei contigo

Pronto para enxugá-los

Sem nada te perguntar.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Milagre de Natal

E o menino em sua cama tosca



Tinha sonhos para sonhar.



Tinha tão pouco:



Apenas uns restos de mobília usada



Solta no pequeno espaço



Onde dividia com muitos.



Também tinha a barriga vazia



E uma vontade de expulsar a fome



Que não lhe deixava dormir.



Tudo podia suportar



Toda essa falta costumeira...



Mas o sonho gritava e fazia alarde



Não queria deixar de sonhar.



Lembrava até dos detalhes da loja



Da vitrine que brilhava



Que encheu seus olhos



No dia que passou por lá.



Era um carrinho brilhante com uma luzinha a piscar



Que tomou sua visão



Encheu seu coração



E fez seu pensamento ficar grudado nele



Por todo o tempo.



Era quase Natal



Outro Natal...



Pulou da cama de supetão:



- Não poderia passar esse Natal



Outra vez tão vazio!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DEIXA QUE EU AME VOCÊ

Queria um pouco mais...

Que sentisses algo mais

Do que esse distanciamento

Perdido no vazio do olhar teu.

Queria uma única caricia

Uma migalha de amor

Um beijo...

Só para guardar o gosto nos lábios meus

E um abraço forte

Que eu sentisse o calor!

Entretanto fico só nessa espera

Querendo uma primavera

Que o outono roubou.

E meu corpo tão exposto

Diante da tua indiferença

E uma vontade de você

Que só faz crescer

Sem que eu consiga controlá-la

Isso é doença!

Dá-me um olhar, por favor,

Não me deixe assim:

Nessa febre que nunca passa.

Mostre que ainda devo ter esperanças

Eu preciso!

E se não conseguir...

Minta...

Fingirei num amargo engano

Que tudo é verdade

Para não sucumbir diante do dia

E morrer vagarosamente

Quando a noite chega

Sem nunca trazer você.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

REFLEXÕES DE VOCÊ E EU

Restaram as lembranças

Cerzidas pelo amigo tempo.

Talvez tenham faltado muitos momentos

Caminhos para trilhar juntos.

Talvez faltou um pouco

De mim... De você!

O trem passou...

Te levou num momento.

Deixou uma vontade esquisita

Bailando pelos cantos da boca.

Fico pensando:

Se pudéssemos voltar no tempo

Num começar de novo

Num tentar de acerto

Com vontade de conserto.

Ah! Meu Pai

Mera utopia...

A vida não tem dessas coisas

De dar chances descabidas

Para deixar menos dolorido

Ou tentar unir o que nasceu rompido.

A vida é o que é...

Sem retorno!

Perdoa-me essa falta de jeito

De falar de nós dois.

Lembro de você

E dos tantos silêncios.

Foi como deveria ser.

Até um dia...

Até talvez...

Quem sabe outra vez.

Dorme em paz, Pai.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

VISÕES

Abruptamente me reparto

Desfazendo-me em vários pedaços

Longas ondas entorpecendo minha cabeça

Levando-me para um lugar distante

Encontro instigante de uma cena

Onde os personagens se perfazem

Nas longas ondas que me invadem.

Já sou parte que não faz parte dos meus pedaços

Sou cena a parte que se inicia

Sinto dores que me dividem

Que vão além de mim me deixando como expectador estático.

Tudo passando rapidamente em minha frente

Estranha sensação que me foge a razão

Tumultuando tudo como cinema mudo

Choque constrangido e tingido em cores que desconheço

Por mais que feche os olhos

Desfilam na minha frente

Arreganhando e aguçando minha visão

Forçando-me a participar desse espetáculo

Dores se perfazem misturando com outros sentidos

Cheiros, ruídos e sensibilidade.

Tudo crescendo na minha frente

Colando-me no chão num olhar regaçado

Uma agulhada no peito

Respiração ofegando diante do tanto.

De repente emirjo desse contexto

Rompo em tamanho grito

Numa sensação estupefata.

Preciso correr contra as badaladas

Ao encontro dos nós dessa charada.

Impedir que o ato se faça realidade

Enveredo pelo caminho submerso

Seguindo a sensação cravada em mim

Chego diante do ato inconcreto...

Delato e afasto o perigo eminente

Fiz minha parte...

Volto a mim mesmo... Aos meus pedaços.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

E O TEMPO LEVOU

Começou como uma brisa suave
Algo manso; sem conseqüências.
Teve o olhar lambendo tanto
O calor dos braços enlaçando
Tomando os corpos de forma tamanha
Que assanhou por todos os cantos.
Quando viram, já havia virado tempestade
Com os estrondos de dois corações
Que retumbaram tal voracidade
Que explodiu toda estrutura.
E aí, nada mais se segurou
Veio a chuva forte
Que alagou tudo por dentro
Numa loucura tão insana
Que se perderam qualquer senso.
Já não existia a noção do tempo:
Era de noite ou de dia
Toda hora se fazia momento
E o desejo escorria em sua insensatez
Numa demência tão crua.
Mas veio o tempo
Assoprando a tempestade
E deixou os olhos dela tão perdidos
Enquanto ele se perdeu no horizonte
Foi levado pela chuva
E nunca mais voltou.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

CUSPINDO A DOR

Insinua essa paz que se fazia ausente

Desde o instante que torrente se fez presente

Lavando o ser por inteiro.

Chega o gorjeio onipotente

Do riso que fugiu há tempos

Quando a lágrima chegou soberana

Tomando conta dos olhos

Que perderam o brilho

Ficando opacos permanentemente.

O coração arrisca uns passos de dança

Diante da felicidade que retornou

Dando alento ao coitado

Que havia sido esquecido

Por não ter mais o que sentir

Diante das perdas consumadas.

A escuridão da noite

Verga frente ao brilho do dia

Agora carregado de sol

Trazendo consigo total euforia.

A chuva rega os campos sem dó

Fazendo-os florir

Num encantamento mágico e envolvente

E o céu se coloriu de azul

De norte a sul

Dizendo que a tempestade foi embora

Sem ter tempo pra voltar.

O amor toma conta de tudo

Percorrendo todas as entranhas

Expulsando a tristeza

Que andava cansada de chorar.

A vida renasce

Invade...

Diz em altos brados:

Vem!

Sinta!

Deixe-se levar!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

“MENINO DE RUA”

Trôpego

Olhos vermelhos dilacerados

Perdidos no vazio desencontrado.

Arrastado pela fome

No embuste dos seus dias frios

Na falta de amor...

Tão negado!

Lá vai ele

Num arroubo de coragem

Tomar o tanto que lhe falta

Nesse sinal que agora se fecha.

Simula arma inexistente

Brincando com o medo dos outros

Tanto quanto o seu; camuflado.

Gritos não lhe faltam

Rompantes de violências

Numa mescla de maldades.

Um celular,

Um relógio

E poucos cruzeiros

Para abrandar a fome que lhe come por dentro.

Sai em disparada

Ganhando alameda nua e abarrotada

Se escondendo por tempo

Nos braços do viaduto.

Uma “pedra” mais

Para esquecer os desconfortos

Carregado de tantos desgostos.

Depois volta ao seu posto

Enrolado em seus trapos

Para tomar mais alguns trocados

Apossando de um tanto que lhe falta.

Um deslize que não contava

Uma bala que lhe caça

Atinge seu peito com sofreguidão

Queima e lhe joga no chão.

Silêncio que se alastra

Numa noite que lhe abraça

O olhar que se perde

E o menino se despede da avenida

Prometendo não mais voltar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"CARA PINTADA"

Caminho indulgente pela vida

Sou um pedaço de tudo

Um resto de nada desconcertado.

Rio escrachadamente

Enquanto guardo por dentro minha lágrima.

Sou vida marcada de forma dolente

Um naco de dor que me arrasa

Na solidão mais plangente

Que açoita sem pena alguma

Cobrando de mim tudo que existo.

Queria plantar uma flor na minha existência

Mas só restaram os espinhos

Que disfarço num deboche debulhado

E escondo o resto na minha cara pintada

Num disfarce de riso

Fazendo circo na minha imagem.

Levo comigo tantas faces

Que até esqueço da minha que se debate.

Um dia, quem sabe, eu possa ser eu mesmo

Possa me mostrar de cara lavada

Na alma sangrada que ninguém conhece.

Hoje deixo que riem a vontade

Da minha mentira que se torna verdade

Da minha essência esquecida

Que só se mostra quando tiro a maquiagem

E essa... Ninguém sabe.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

CONFISSÕES DE UMA LÁGRIMA

Ando por ai:
nos olhos dos outros
daqueles que sentem:
Dor, tristeza melancolia solidão!!
Não queria;
no entanto machuco
cada vez que escorro
escorre também sonhos...
Sonhos de alguém
alguém que era feliz
é triste...
Triste saber que se é triste
triste saber que se é gota...
gota de decepção
decepção de amor...
Amor
Não correspondido
não saciado
não sentido...
Através de mim
brilhante marejar dos olhos
mar de discórdias
sonhos de um chorar
de um choro triste
que me faz lembrar
e escorrer
escorrer
por dentro e por fora
atingindo a vida !
tentando machucar...
para se escorrer e não morrer
morrer...
por alguém que já se foi
e me deixou aqui:
a escorrer.
*
"Todo caminho tem ida e volta,
e o coração alguém, que já amou".
"Um campeão se mostra na derrota,
na força pra lutar quando já cansou".

ESSE PERDER QUE ESMAGA POR DENTRO

Acredito que não aprendi a perder

Essa coisa que tanto corta por dentro

Deixando os olhos molhados

E o coração contorcido por dentro.

Acho que nunca aprenderei

Com essa coisa de adeus

Que deixa tantos silêncios

E um desespero desaforado

Que nos deixa em pedaços.

Isso de perder é um massacre latente

Leva pra longe o que se queria por perto

Deixa tanto frio que nada aquece.

Quando se perde a vida esmorece

Morre o seu sentido

Enquanto tombamos ao longo do caminho

Totalmente esmorecidos.

Partimos-nos ao meio

E tudo fica sem jeito.

Não aprenderei a perder!

Não quero isso!

Dói de forma tamanha estranha

Castiga com tanta força

Como se viver fosse um eterno morrer.

sábado, 12 de julho de 2008

MARCAS DE VOCÊ

Tenho em mim as marcas

Marcas que você deixou

E no meu corpo...

Ainda resta um tanto de você

Um tanto das tuas mãos que tanto me tocou.

Carrego também nos meus lábios

Um pouco de você...

Dos teus beijos que meus lábios beijaram.

Hoje meus braços vazios

Reclama a falta do teu calor

Dos teus braços enlaçados nos braços meus.

Até a noite ficou agora sem graça

Sem você para rondar...

Já não me acorda

Para me encher de amor!

Num dia tanto me queria

No outro... Me deixou.

Num instante fez festa em minha vida

No outro... Minha vida rasgou!

E agora o que eu faço?

Sem tuas marcas:

No meu corpo,

Nos meus lábios,

Nos meus braços,

Nas minhas noites...

Fizeste tão bem pra mim

E agora, sem você

Só restou a dor

Na falta que você deixou.

Volta no meu dia

Toma conta das minhas noites

Faça meu corpo ser teu de novo

E meus lábios sentir o fogo

Me aperte bem apertado

E me deixe tão enlaçado

Pra que eu não fique mais sem você.

Volte...

Traga pra mim...você

MORDAZ

TALVEZ EM VOCÊ ESTÁ A RESPOSTA
DA DOR DO AMOR
E NÃO NA PERGUNTA VAZIA
PRONUNCIADA PELA TUA GARGANTA.
VIM DE MUITOS ENGANOS
DE PALAVRAS VÃS
DE TORTURAS INFINITAS.
NADA MAIS ME DÓI
NEM A MAIOR DAS DORES
JÁ QUE A INTENSIDADE JÁ SE FEZ PLENA...
O TOQUE NÃO SE TORNA MAIS PROFUNDO
APENAS PASSA POR MIM
FEITO UMA BRISA SUAVE
UMA COISA MANSA QUE JÁ ME FEZ ACOSTUMAR.
NÃO EXISTE MAIS LUGAR PARA A LÁGRIMA
UMA VEZ QUE A ÙLTIMA JÁ SE FEZ À TEMPO
NEM O CORAÇÃO SE ABATE MAIS
JÁ QUE SE ACOSTUMOU COM O PUNHAL CRAVADO:
NEM SENTE MAIS DOR.
NEM UM TOQUE ME ATINGE
O FRIO INFINITO TOMOU CONTA DE MIM:
CALANDO MEUS GRITOS
ME ENCHENDO DE SILÊNCIOS VAZIOS.
APENAS SE FEZ MAIS UM MOMENTO
NADA INTENSO; APENAS LOQUAZ
NÃO SE PODE ATINGIR O INATINGIVEL
NEM CAUSAR DOR
NO QUE JÁ SE FEZ DOR POR UMA VIDA.
FECHO OS OLHOS
DEIXO PASSAR ESSA LEMBRANÇA!
ME ESQUEÇO DE CADA DETALHE
VIRO A PAGINA...
ENQUANTO ESSE MOMENTO PASSA.
OUTROS VIRÃO, EU SEI
ESTAREI AQUI: CALADO
PRONTO PARA SORVER DE NOVO
E ESQUECER...COMO TODOS.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

EMPÁFIA

Na minha rebeldia desandada
Nessa coisa de querer impor
Deixando tão calado os teus lábios
Fui te perdendo.
Soberbo e dono de tantas verdades
Esqueci de ser teu...de verdade!
O adeus foi chegando
Inundando por toda parte
Enquanto teu coração perdia a vontade
Cansado de tanto sentir sozinho
Sem ter de mim um só carinho.
Quando vi você já havia escapulido:
Foi embora com a brisa
Deixando em mim uma tempestade.
Fechou-se a cortina da austeridade
Enquanto um amargor molhava minha garganta
E um travo apertava com tamanha força
À ponto de me encharcar por todos os cantos.
Assim te perdi!
Assim...agora padeço nos meus dias.
Tudo por achar que eras totalmente minha
E nada precisava te dar...
Só estar ao teu lado.
Voou...
Deixando-me totalmente partido.
Se pudesse voltar no tempo
Começar tudo de novo...
Seria diferente!
Mas o tempo não volta
Nem perdoa...
Ficarei aqui: totalmente destroçado
Te imaginando em outros braços
Com o coração dilacerado
Implorando uma volta que jamais irá existir.
Só isso e mais nada...
Só uma solidão em gargalhada.

sábado, 21 de junho de 2008

"FULGOR"

Tão jovem!

Cheia de sonhos fugazes

Querendo abraçar o mundo

Com suas peraltices

Num atiçar desordenado

Para atingir as artimanhas do amor.

Flor cheia de encantos

Beleza nua e crua!

E tantos sonhos para sonhar

Tantas metas para alcançar.

Assim ela era

E sua beleza pura

Causava inveja até a primavera

Que no debulhar de suas flores

Não conseguia suplantar sua graça e formosura.

E a menina sonhou infinitos sonhos

Mergulhou nos braços do amor

Se lambuzou inteira.

Bela!!!

Estonteante candura

Jóia rara

Pintura desenhada por Deus

Que trouxe ao mundo extremo encanto

Presenteando um coração

Com seu amor... Tanto.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

“FLORES E AMORES”

Disseste ser a mais bela

Te digo que é apenas uma delas

Que no seu frescor resplandece tua cor.

São tantas em suas cores:

Vermelha, amarela,

Roxa e azul...

Cada uma com seu perfume

Exalante e envolvente

Tomando conta da gente

Expressando tanta emoção

No amor que a gente sente

Ao ofertá-la com ternura

Na mais doce candura

Querendo mostrar nesse ato

Tudo que arde por dentro.

Objeto de amor extremo

É dada para mostrar o quão é imenso

Intenso sentimento que vagueia por dentro.

Para todos os gostos

Em suas multicores

Expressam também as dores

Nos espinhos tão expressivos

Tal e qual o sangrar do desalento.

Pétalas que se alinham

Num contorno magistral

Parecem querer abraçar quem recebe

Agradecer quem sabe doar.

Rosa, orquídea,

Bromélia...

Todas tão belas!

Fazem o jardim dos amantes

Estão sempre presentes para expressar.

No sacrifício são colhidas

Afagadas são recebidas

E seu perfume...

Ah! Esse só faz sonhar.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ME ENCONTRE

Vem...

Dá-me o encanto que perdi

Que ficou largado num canto

Que eu esqueci!

Mostra prá mim que ainda vale sentir

Que o amor existe

Que o coração sente

Que vale a pena mergulhar no sentimento.

Vem...

E me convença...

Me encontre!

Ando desfalecido

Sem brilho!

Precisando de um sorriso

De alguém que me mostre um caminho

Onde não tenha pedras.

Junte meus pedaços

Ande ao meu lado em silencio

Apenas deixando que eu sinta tua presença.

Quem sabe assim eu acredite novamente

No tanto que ficou perdido

Lá atrás...

Onde o amor me beijou.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

DESENCONTRO"

Se perdeu ao longo da vida

Em árdua procura

Tentando encontrar o que perdeu um dia

Mortificou seus dias

Num desencontro que o crucificou.

Sonhava incessantemente...

Pobre homem!

Vagava no seu delírio

E chamava pela amada

Pelas ruas da cidade

Como se essa pudesse ouvi-lo.

Taxavam-no de louco!

Não sabiam de sua estória

Do amor que levava em suas entranhas.

Fadado agora à uma solidão profunda...

A vida já tinha decretado a sentença

Da perda total que ele não sabia.

Acorda, homem!

De nada vale seus gritos

Essa procura infinita.

Ela já se foi à muito

Não voltará aos seus braços; mesmo que queira

Mesmo que enlouqueça!

Hoje só se aproximará de você feito uma brisa.

A morte em sua dança sinuosa

Seduziu-a eternamente

Levou-a em seus braços.

Ouve os teus gritos e gemidos

Mas não pode atender os teus ais

Nem agora... Nunca mais!

domingo, 20 de abril de 2008

DESENCONTRO

Se perdeu ao longo da vida

Em árdua procura

Tentando encontrar o que perdeu um dia

Mortificou seus dias

Num desencontro que o crucificou.

Sonhava incessantemente...

Pobre homem!

Vagava no seu delírio

E chamava pela amada

Pelas ruas da cidade

Como se essa pudesse ouvi-lo.

Taxavam-no de louco!

Não sabiam de sua estória

Do amor que levava em suas entranhas.

Fadado agora à uma solidão profunda...

A vida já tinha decretado a sentença

Da perda total que ele não sabia.

Acorda, homem!

De nada vale seus gritos

Essa procura infinita.

Ela já se foi à muito

Não voltará aos seus braços; mesmo que queira

Mesmo que enlouqueça!

Hoje só se aproximará de você feito uma brisa.

A morte em sua dança sinuosa

Seduziu-a eternamente

Levou-a em seus braços.

Ouve os teus gritos e gemidos

Mas não pode atender os teus ais

Nem agora... Nunca mais!

domingo, 13 de abril de 2008

Andarilho!

Deixo-me ficar assim:

De coração vazio.

Caminho para lugar algum

A procura de nada

Sem nada....

Me sinto viajante obscuro

Sem objetivo algum.

Lanço-me a mercê da corrente

Como se fosse folha ao vento

Insensato, inexato, insípido.

Sem que o tempo fosse importante agora

Que o momento tivesse algum gosto

E o instante afetasse algo.

Não se pode reanimar o que estar morto

Nem fazer das cinzas, um tanto de fogo.

Agora apenas resta o caminhar

Por um caminho torto

Indiferente....

Me faço ausente, distante

Sem que nada me afete

E o tocar se fazendo a contragosto

Sem emoção...sem vida.

Caminho apenas

Deixo que os dias e as noites se faça

Enquanto me faço presente só de corpo.

A alma a muito se fez longe

Deixando na boca um gosto agridoce
Uma sensação esquisita

Maldita até!

Sem preâmbulos...

Vou seguindo,vagando

Até o “não sei”
Para chegar num “onde qualquer”.

Acordarei por vezes

Dormirei por outras

E só...