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domingo, 19 de outubro de 2008

URGÊNCIA

Dispo-me das ilusões doadas
das armadilhas criadas
da futil ótica terrena
do frio das duras penas.

Desnudo, busco pelas mãos
pelo hálito puro da canção
no centro de um imenso nada
por um agasalho na invernada.

Olha para mim, sente o cansaço
que alonga, do deserto, o mormaço
e do meu espaço se apodera

quando meu ser, o teu manto vitupera
pousando negro neste louco querer
sinto tanto frio que penso até morrer...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

À Espera

Ainda espero pelo mensageiro...
Ele não trouxe a carta que almejo
com as palavras que necessito ler
sequer uma letra para animar o meu ser.

Deitado no molhe das nossas lembranças
atiro minha pele na saudade que é tanta
de ouvir a última música do teu gosto
e ler as entrelinhas de teu amor exposto.

Escrevo para ti algumas linhas de amor
falam do teu olhar que no inverno era calor
do teu riso sem tempo, a contagiar meu coração,

e me limito a aguardar por um mínimo sinal
na realidade destas minha alma e pele sem sal
pardas, à espera da carta de uma doce ilusão.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

AMOR E FÉ

Meu amor , te necessito e te espero
no sonho de cada noite e cada dia
cantando nas palavras de meu verso
com os olhos da alma em magia.

No sabor de teus lábios me apodero
do perfume das flores, e com alegria
falo deste amor que tenho tão sincero
e vou sonhando mais uma cantiga.

No caminhar eu não me iludo
sigo o rumo da tua tez acetinada
com alma e corpo desnudos,

e vou seguindo nesta caminhada
espalhando em meu tudo
este amor que fez em mim morada.