segunda-feira, 11 de agosto de 2008

À Espera

Ainda espero pelo mensageiro...
Ele não trouxe a carta que almejo
com as palavras que necessito ler
sequer uma letra para animar o meu ser.

Deitado no molhe das nossas lembranças
atiro minha pele na saudade que é tanta
de ouvir a última música do teu gosto
e ler as entrelinhas de teu amor exposto.

Escrevo para ti algumas linhas de amor
falam do teu olhar que no inverno era calor
do teu riso sem tempo, a contagiar meu coração,

e me limito a aguardar por um mínimo sinal
na realidade destas minha alma e pele sem sal
pardas, à espera da carta de uma doce ilusão.