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sexta-feira, 7 de maio de 2010

EIS A QUESTÃO

Há pessoas que nos libertam...
há outras que nos aprisionam e asfixiam.

Há pessoas capazes de extrair de nós o que há de melhor e mais bonito...
há outras que colocam em evidência toda a nossa imperfeição.

Há pessoas que nos tomam pela mão e nos conduzem...
há outras que nos empurram para o abismo da desorientação.

Há pessoas que semeiam flores de esperança e luz...
há outras que vão colocando espinhos na nossa cruz.

Há pessoas que nos injetam vida, otimismo, confiança...
há outras que aniquilam nosso equilíbrio e temperança.

Há pessoas que nos fazem multiplicar nossos poucos talentos...
há outras que nos fazem enterrar os poucos que supúnhamos ter.

Há pessoas que são balsâmicas em nossas vidas...
há outras que tornam completamente inócua a nossa lida.

Há pessoas que nos estruturam e nos levantam...
há outras que nos fragmentam e nos desmontam.

Assim posto, até onde o destino o permitir,
que possamos ficar longe daqueles que nos são corrosivos,
e que possamos ficar perto daqueles que nos são benfazejos.

Mas às vezes, por uma destas razões incompreensíveis da natureza humana,
descobrimos com espanto que há pessoas que simultaneamente nos elevam e nos abatem... nos levantam e nos derrubam...
nos apedrejam e deitam bálsamo nas nossas feridas.

E, mais perplexos ainda ficamos, quando constatamos que por um capricho
da Criação, ou quem sabe, da nossa mísera condição,
não somos vítimas passivas deste processo, e que vivendo e interagindo,
vamos nós também distribuindo (querendo ou não querendo) alegrias e dores, mágoas e alentos, luz e escuridão... Como se dançássemos em perfeita simetria
Ou como se contracenássemos em perfeita sintonia com os nossos
"balsâmicos algozes".
Tal é a humana condição... eis a questão!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Oração do cabloco

Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimento
O sinhô tem que nos adiscurpá.

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percisa de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c'os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vo rezá de ôtro jeito
Vo pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vo vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vo me envergonhá
E ainda vo pedi perdão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não é Preciso

Não é preciso que você tenha todas as virtudes.

Importa que boa parte delas estejam na sua pauta diária,

como metas a serem alcançadas gradativamente.

Não é preciso que você seja perfeito.

Importa que você manifeste generosamente

aquela parcela do seu Ser que já é pura luz e perfeição.

Não é preciso que você seja santo -somos todos pecadores.

Importa o veredicto da sua própria consciência

quando a sós consigo mesmo e o firme propósito

de não incorrer nas mesmas transgressões,

por você reconhecidas.

Não é preciso que você ame seus inimigos.

Importa que suas atitudes de legítima bondade e retidão

desfaçam os liames de ódio

que os mantêm atrelados a sua pessoa.

Não é preciso que você seja um pilar de forças e sabedoria.

Importa compreender que neste mundo somos todos frágeis

e carentes aprendizes,

passando pelas muitas provas que a vida nos oferece a cada dia.

Não é preciso que você seja um vencedor

aos olhos do mundo.

Importa sim a paz advinda daquelas pequenas vitórias diárias

que só você, e tão somente você conhece.

Não é preciso que você seja popular, famoso,

amado ou benquisto.

Importa primeiro que você se ame e se respeite,

pelo sincero reconhecimento

daquela Divina Centelha que habita seu Ser,

de forma singular e inigualável.

Sorria sempre!

Diga "muito obrigado" em todas as situações

e que em seus lábios sempre haja uma palavra de louvor!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um Jardim No Coração

Neste Natal plante um jardim
no seu coração.
Não se preocupe em fertilizar pois a terra do coração é boa e naturalmente dadivosa.

O mais importante é escolher as sementes certas.
No jardim de seu coração não pode faltar a semente da FÉ.
As flores da fé deixarão seu coração resistente e fortalecido o bastante para que você possa suportar todas as intempéries da vida.

Plante a semente do
AMOR UNIVERSAL.
Esta planta precisa de cuidados especiais, porém suas flores são tão sublimes que exalarão as doces fragrâncias do perdão, da gratidão, da união com todos os seres e da vontade de servir desinteressadamente.

Plante as sementes da
ALEGRIA e do ENTUSIASMO.
Estas plantas darão flores vivazes e comunicativas que cantarão para as outras flores, se vestirão das mais variadas cores e serão beijadas pelos colibris.

Plante a semente da
HUMILDADE.
Além de belíssima, esta planta tem o raro condão de impedir o crescimento das ervas daninhas do orgulho, do egoísmo e do ressentimento. As flores da humildade exalarão o aroma da simplicidade, da leveza e da paz.

Plante as sementes da PERSEVERANÇA
nos quatro cantos do seu jardim.
Estas plantas crescerão lentamente, ficarão viçosas e encorpadas com o tempo. Demorarão para dar suas flores esplêndidas para que você entenda que, às vezes, é preciso esperar para conseguir algo realmente valioso e definitivo.
E não se surpreenda se um dia notar que, bem no centro de seu jardim, nascer uma planta raríssima que você não plantou. Ela veio por lei de afinidade ao ver a beleza das outras plantas e das outras flores.

Chamar-se-á planta da
SABEDORIA.
Suas flores nobres e fulgurantes exalarão o perfume do discernimento e permitirão que você possa contemplar
toda a Criação pelos próprios olhos de Deus.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não é preciso

Não é preciso que você tenha todas as virtudes.
Importa que boa parte delas estejam na sua pauta diária,
como metas a serem alcançadas gradativamente.

Não é preciso que você seja perfeito.
Importa que você manifeste generosamente aquela parcela
do seu Ser que já é pura luz e perfeição.

Não é preciso que você seja santo - somos todos pecadores.
Importa o veredicto da sua própria consciência quando a sós
consigo mesmo e o firme propósito de não incorrer nas mesmas
transgressões, por você reconhecidas.

Não é preciso que você ame seus inimigos.
Importa que suas atitudes de legítima bondade e retidão desfaçam
os liames de ódio que os mantêm atrelados a sua pessoa.

Não é preciso que você seja um pilar de forças e sabedoria.
Importa compreender que neste mundo somos todos frágeis e
carentes aprendizes, passando pelas muitas provas que a vida
nos oferece a cada dia.

Não é preciso que você seja um vencedor aos olhos do mundo.
Importa sim a paz advinda daquelas pequenas vitórias diárias
que só você e tão somente você conhece.

Não é preciso que você seja popular, famoso, amado ou benquisto.
Importa primeiro que você se ame e se respeite,
pelo sincero reconhecimento daquela Divina Centelha
que habita seu Ser, de forma singular e inigualável.

Sorria sempre!
Diga "muito obrigado" em todas as situações
e que em seus lábios sempre haja uma palavra
de louvor!

domingo, 4 de outubro de 2009

De Um Jeito Que é Só Seu

Há um jeito que é só seu de semear o bem.

Se tem sabedoria para falar, fale.

Há pessoas precisando

de quem lhes rasque novos horizontes.

Se tem o dom de ouvir, ouça.

Há pessoas precisando falar

para reogarnizar os pensamentos e sentimentos.

Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os.

Há pessoas que desabrocham

por conta de alguém que lhes reconheça um dom.

Se tem discernimento o bastante

para fazer uma observação construtiva, faça-a.

Há pessoas persistindo no mesmo erro

por falta de alguém que as alerte

com carinho e firmeza.

Se não tem vocação para engajar-se

em movimentos filantrópicos de grande alcance,

tenha em mente que o maior bem a ser semeado

começa dentro do seu lar.

Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade,

aquele prato que ninguém sabe fazer igual.

Oferte a sua diplomacia, a sua liderança

ou a sua capacidade de atuar em segundo plano

para o bem comum.

Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir.

A sua ternura natural no trato com crianças,

idosos ou animais.

A sua capacidade de manter o sangue frio

nas horas de crise,

quando todos em sua volta desabam.

A sua santa paciência de permanecer num hospital

ao lado de um enfermo terminal

ou de varar a noite num velório,

naquela hora crítica em que todos vão embora.

Há um jeito que é só seu e todo seu,

mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada.

Mesmo que seja afagar as folhas de uma árvore,

cantar junto com o seu canarinho,

alisar o pelo de seu bichinho de estimação,

aquele que você salvou da enxurrada.

Mesmo que seja uma prece sincera

feita no silêncio do seu quarto.

Na contabilidade divina pouco importa

se o seu dom de semear o bem

alcançar uma criatura ou milhões de criaturas.

Você está fazendo a sua parte,

de um jeito que é só seu.

É só isto que realmente importa.

sábado, 5 de setembro de 2009

Novos Tempos

É tempo de agradecer as infinitas bênçãos recebidas

e perceber o milagre da renovação acontecendo

em nossas vidas, a cada ciclo que se fecha,

para outro que se abre simultaneamente.

É tempo de soltar todas as lembranças ruins,

de uma época pautada por ásperas lutas,

testes e provas, as quais superamos com êxito,

amparados tão somente na nossa fé,

constância e determinação.

É tempo de enaltecer os que chegaram

somando forças aos nossos ideais

e mesmo aqueles que chegaram para miná-los

ou comprometê-los,

pois estes foram também nossos mestres indiretos e,

sem que percebessem, cumpriram importante papel,

treinando a nossa humildade,

nossa capacidade de discernir, compreender,

silenciar e relevar.

É tempo de abrir os braços para o futuro

e vislumbrar uma longa avenida ensolarada,

como justa recompensa por todas as sementes

de legítimo amor que fomos lançando ao longo da jornada,

ainda que muitas vezes, em áridos torrões.

É tempo de reconhecer que o mundo lá fora não mudou,

mas que grandes e significativas mudanças ocorreram

dentro de nós mesmos,

deixando-nos mais habilitados e fortalecidos

para lidar com os pequenos ou grandes

revezes da vida.

De perdoarmos a nós mesmos e

pedirmos perdão a todos aqueles que ferimos por ignorância

ou pelos ditames do egoísmo e da imaturidade,

decorrentes da insignificância do nosso grau evolutivo.

É tempo de pedir perdão à Vida,

pelas vezes que não soubemos compreender

as suas Leis exatas e perfeitas.

É tempo de crer ainda mais profundamente no amor

–o verdadeiro amor–

aquele que redime, liberta,

que tudo oferece dadivosamente,

sem esperar qualquer benesse

ou imediata recompensa.

É tempo enfim, de dobrarmos os joelhos

em sincera oração,

num ato de total abandono e confiança no Deus

da nossa compreensão,

que conhece os nossos desígnios,

que sonda nossos corações,

guia nossos passos e por fim,

conduz a nossa embarcação ao seu verdadeiro

e definitivo destino.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Evidências

Quem ama sente ciúmes

(muito ou pouco, não importa),

mas sente sim .

Quem deixou de amar já não se importa e

deixa o outro totalmente à vontade,

para que ele próprio possa estar também assim.

Quem ama, vez por outra dá uma patrulhada no território

e delimita as suas fronteiras.

Quem deixou de amar já não fiscaliza,

é frio, controlado e jamais perde as estribeiras.

Quem ama sempre acha tempo e

encontra um jeito para estar com seu amor.

Quem deixou de amar vai postergando sem pressa,

deixando que o vento sopre a seu favor.

Quem ama faz perguntas pessoais

e usa muito o pronome "nós".

Quem deixou de amar conversa banalidades e

esquece o significado do advérbio "a sós".

Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes

e transparência.

Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro

mais nada, nem ao menos coerência.

Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e

com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença.

Quem deixou de amar é pródigo em desculpas

e pretextos com os quais passa um verniz

para disfarçar a indiferença.

Quem ama é naturalmente fiel e está

sempre voltado às necessidades do outro ser.

Quem deixou de amar só é fiel a si próprio

e ao seu bem estar, e

já não percebe os danos que causa,

querendo ou sem querer.

Quem ama, mas não pode corresponder

por imperativos das circunstâncias,

abre o jogo e usa de sinceridade.

Quem deixou de amar

não descarta o outro do baralho, para o caso

de uma eventualidade.

Será que neste momento você ama ou deixou de amar?

Será que devo lhe querer ou lhe deixar?

Se ainda ama, eu sei que providências irá tomar.

E se já não ama, com certeza irá se calar...

ou talvez até dizer:

-Face ao exposto, nada tenho a declarar!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coisas de Mãe

Se os filhos estão bem alimentados,
É ela que se sente satisfeita.

Se estão risonhos e felizes,
É ela que se pega sorrindo também.

Se estão de roupinha nova,
É ela que se sente bonita.

Se eles vão bem na escola,
Parece que o aproveitamento escolar é dela.

Se arranjam novos amigos,
É ela que se sente popular e querida.

Se viajam para novos lugares,
É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.

A cada meta que atingem ou troféu que ganham,
É ela que curte a sensação de vitória.

Passa a gostar de rock,
Mesmo que antes não pudesse nem ouvir.

Passa a olhar com simpatia,
Os ídolos e os amores de seus filhos.

Passa a adorar cachorros,
Mesmo que antes só gostasse de gatos.

Desnecessário dizer o que ela sente,
Quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela,
Ela sentirá em dose tripla,
Cada tombo,
Cada perda,
Cada rejeição,
Cada fracasso,
Cada desapontamento.
Tudo isto são...coisas de mãe !

sábado, 25 de abril de 2009

Há um jeito que é só seu...

Há um jeito que é só seu, de semear o bem.
Se tem sabedoria para falar, fale!
Há pessoas precisando de quem lhes rasque
novos horizontes.
Se tem o dom de ouvir, ouça!
Há pessoas precisando falar para reogarnizar os pensamentos e sentimentos.
Se tem o dom de enxergar os talentos alheios,
enalteça-os!
Há pessoas que desabrocham por conta de
alguém que lhes reconheça um dom.
Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a!
Há pessoas persistindo no mesmo erro,
por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza.
Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance,
tenha em mente que o maior bem a ser
semeado começa dentro do seu lar.
Oferte a sua canção, a sua poesia,
a sua hospitalidade,
aquele prato que ninguém sabe fazer igual.
Oferte a sua diplomacia,
a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em
segundo plano para o bem comum.
Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir.
A sua ternura natural no trato com crianças,
idosos ou animais.
A sua capacidade de manter o sangue frio
nas horas de crise,
quando todos emsua volta desabam.
A sua santa paciência de permanecer num hospital ao lado de um enfermo terminal,
ou de varar a noite num velório,
naquela hora crítica em que todos vão embora.
Há um jeito que é só seu e todo seu,
mesmo que seja ofertar uma flor sem ser
dia de nada.
Mesmo que seja afagar as folhas de uma árvore,
cantar junto com o seu canarinho,
alisar o pelo de seu bichinho de estimação,
aquele que você salvou da enxurrada.
Mesmo que seja uma prece sincera feita
no silêncio do seu quarto.
Na contabilidade divina,
pouco importa se o seu jeito de semear o bem
alcançar uma criatura ou milhões de criaturas.
Você está fazendo a sua parte,
de um jeito que é só seu.
É só isto que realmente importa!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ética Virtual

A ética é um código de conduta ou um conjunto de diretrizes
que diz ao homem como, e dentro de que parâmetros ele deve agir,
no sentido de manter padrões sempre mais elevados de integridade.
Há que se ter ética como arcabouço de todos os nossos intercâmbios.
Mas e na Rede, este vasto território sem leis e de ninguém, como proceder?

Entendo que devemos agir dentro dela,
norteados pelos mesmos princípios que nos orientam na vida real,
embora cada um só possa dar aquilo que tem.... e assim,
algumas vezes somos desapontados.
Temos nossos textos roubados ou nossas autorias subtraídas...
sofremos ataques de vírus, nossos computadores são danificados,
nossos e-mails podem facilmente ser adulterados,
causando equívocos e mal entendidos,
sem contar a sofrível maledicência ou intriga virtual,
na maior parte das vezes gerada por ressentimentos
daqueles que não foram capazes de desenvolver suas reais potencialidades
e voltam-se contra os que o conseguiram.
Isto fica a cargo de cada um, para reflexão.
Que cada um consulte a própria consciência
e se questione sobre o que tem dado de si à Rede.

Acho que podemos enumerar alguns itens a serem considerados,
no sentido de manter uma vida virtual saudável e pacífica:

Não prometermos a ninguém algo que não poderemos cumprir
e usarmos a franqueza sempre,
para que a ausência dela não nos torne hipócritas ou omissos.

Não nos prevalecermos das pessoas
com conhecimentos virtuais inferiores ao nosso,
lembrando que, quando cá chegamos,
cometemos inúmeras gafes por ignorância virtual
e ainda estamos sujeitos a cometê-las, pelo mesmo motivo,
pois a Rede é dinâmica e o aprendizado é ininterrupto.

Não fazer intriga de forma alguma e não admitir que o façam.
O mais certo é banir do nosso relacionamento virtual,
todos os fofoqueiros e fofoqueiras de plantão.

Quando algo nos parecer estranho e mal esclarecido,
devemos tentar resolver o problema diretamente com a pessoa em questão,
sem que os demais tomem conhecimento.

Valorizar o esforço de todos.
A maioria das pessoas mantêm um site com dificuldade,
não auferindo lucro algum ( muito pelo contrário),
apenas para levar ao mundo virtual um pouco de beleza,
assim como os formatadores e repassadores de e-mails de boa qualidade
e cuidadosos no que tange à autoria.

Não lavar roupa suja na Rede.
Isto soa muito mal mesmo!

Sermos cautelosos no sentido de não alimentarmos levianamente,
afeições e expectativas que estamos impossibilitados de sedimentar,
ou, em outras palavras, não brincarmos com os sentimentos das pessoas
com as quais interagimos virtualmente.
O coração não distingue o virtual do real.

Não nos deixarmos enredar pela competitividade desenfreada.
O sol nasceu para todos.
Que o êxito de outrem seja sempre motivo de alegria,
jamais para que nos sintamos ofuscados.

Não entupirmos as pessoas da nossa lista
com quantidades excessivas de e-mails,
considerando que a vida é corrida para todos
e a permanência na rede é cara.

Não repassarmos notícias tolas, vulgares ou catastróficas
que não servirão para nada, a não ser,
para baixar o astral de quem estiver recebendo.

Sermos agradecidos ao bem virtual que recebemos,
lembrando que um agradecimento e um elogio "sinceros" operam milagres, quando desvinculados da tentativa de manipulação do outro.

Sermos fraternos e caridosos
quando tivermos que discordar de algo ou de alguém.
E se os ânimos estiverem acirrados é preferível silenciar
porque em determinados momentos o silêncio sabe ser altamente esclarecedor.


Se cada um fizer a sua parte, buscando dar o melhor de si,
poderemos, individual e coletivamente ir tornando a rede
um lugar aprazível para todos aqueles que aqui chegam,
tantas e tantas vezes necessitados de encontrar um reabastecimento
e um refrigério para suas vidas reais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Prece da Alma Cansada

Pai..

O cansaço é imenso e a estrada ainda tão longa!
Deixa-me sentar à beira do caminho, por um instante, e
acreditar que neste ato de provisório abandono,
TU me sustentas com amor inigualável.
Se meu coração está árido como solo ressequido,
TU o suavizas com chuvas amenas.

Se tudo em mim se traduz numa dor surda,
TU me tocas com sons celestiais.

Se choro e me entristeço,
TU enxugas as minhas lágrimas
e afagas o meu coração com a
delicadeza de uma brisa matutina.

Se me debato na miséria humana e nas minhas
próprias misérias, TU me renovas e me
dignificas porque ÉS perdão infinito.

Se perco a esperança e a fé, do outro lado
do túnel negro da minha descrença,
TU me acenas com luz intensa.

E se, por fim, o meu estado é tão lastimável
que entorpecida, de TI eu me esqueça por completo,
ainda assim, me sustentas nestas horas críticas,
até que cesse o turbilhão!

Da beira do caminho eu me levanto...
o cansaço se transforma numa
vontade imensa de caminhar.

A estrada já não parece tão longa,
ao contrário, se me afigura agora
uma alameda de cores e flores
que quero trilhar palmo a palmo.

Obrigado, Pai!
És meu refúgio permanente,
único caminho que me permite
encontrar a paz!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Oração do Deprimido

Senhor!

Se essa dor é o quinhão que me compete,
permita que eu possa suportá-la,
abraçando amorosamente esta
estranha cruz.

Quando eu estiver em crise,
conforta o meu coração...
Quando mãos de aço invisíveis
apertarem minha garganta, venha em
meu auxílio e conceda-me a dádiva de
lágrimas libertadoras...

Quando a escuridão se fizer presente
e de breu se travestir a minha vida,
que haja uma réstia de luz,
esperança e consolação,
brilhando no fundo do poço...

Quando tudo tiver perdido o sentido
e eu me encontrar prostrado e abatido,
desejando apenas morrer, que um
Anjo Seu venha me falar de vida, de
novas oportunidades e de melhores
circunstâncias.

Quando a aridez for tanta,
que eu me torne incapaz de dar um
sorriso para um filho meu, ou para quem
quer que seja, eleva-me à majestade do
Seu reino e banha-me nas águas da Sua
redenção benfazeja...

Quando eu estiver paralisado de terror
face aos monstros incompreensíveis do
pânico, da culpa, da letargia, da fobia,
do isolamento, do ódio auto-direcionado,
faça-me lembrar de imediato, que o Seu
amor se coloca acima de todos estes
algozes ilusórios, filhos do meu
transitório desequilíbrio, e que eu possa
nesta hora, abandonar-me em Seus braços
na mais irrestrita confiança.

Permita Senhor,
que esta dor não me coloque
à margem da vida.
Antes, que eu aprenda com ela e que dela,
eu seja capaz de arrancar o meu
aprimoramento...

Quando Senhor,
a dor se agigantar de tal sorte,
que estando eu vivo, eu estampe a
própria morte, com os pensamentos e
sentimentos em convulsão, incapacitado
de balbuciar a mais simples oração,
assuma nesta hora o comando da minha
embarcação e sem que eu perceba,
conduza-me a um porto seguro de luz
e salvação...

E, se um dia Senhor,
eu porventura estiver curado e
reabilitado, livre-me de eu me tornar
esquecido.

Que eu possa amorosamente abrir meu
coração, estender as minhas mãos, ir ao
encontro e levar a consolação aos meus
outros irmãos deprimidos.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

AUSÊNCIA FATAL

Tua ausência?
Eu a suporto como quem,
estando viva, já morreu;
como folha seca que a árvore expeliu ao vento.
Eu a suporto como pesada cruz,
sem direito a Cirineu.
Tua ausência é um doer contínuo
e latejante,ferida profunda que ninguém vê,
sangue que escorre por dentro.
Tua ausência é aridez permanente,
falência de ideais, tom opaco
dos meus olhos tristes.
É ausência de luz, falência de alegria,
derrocada de esperança,alma turbada e abatida sempre e tanto!
Sequer posso pedir que voltes,
Porquanto eu sempre soubeque nunca fui,
não sou e jamais serei a dona do teu coração.