Mostrar mensagens com a etiqueta Divaldo P. Franco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Divaldo P. Franco. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jesus e insegurança

Segurança, na Terra, é conquista muito difícil e remota.
Face à condição de ser "planeta de provas e expiações", o processo evolutivo sempre se apresenta exigindo árduos esforços nas lutas em que todos se devem empenhar.
Igualmente, o corpo físico frágil, sujeito a muitos fatores que o agridem, proporciona estados transitórios de harmonia, alterados por desgastes, desajustes e renovação constante de peças.
Do ponto de vista emocional, as heranças que jazem no espírito, responsáveis pelo seu crescimento, surgem e ressurgem em forma de angústias e alegrias, que se sucedem, umas às outras, até o momento da libertação.
Além disso, o estágio moral em que transitam os indivíduos não lhes tem permitido liberar-se dos seus instintos agressivos, que os levam às neuroses, às paranóias, às enfermidades mentais, à violência.
Multiplicam-se, em conseqüência, os crimes com celeridade incontrolável, ao tempo em que os mecanismos de repressão igualmente se tornam desumanos, fazendo do mundo uma imensa arena na qual se digladiam as forças antagônicas em belicosidade incessante e volumosa.
O mercado do sexo, das drogas, dos vícios em geral, vem enlouquecendo as populações, e a insegurança do homem se torna um fenômeno quase normal.
Todos tentam conviver com ela, acostumar-se, quase aguardando a vez de cada um ser agredido.
Instala-se, no íntimo, a desconfiança e, em conseqüência, outros tantos transtornos, dominando, a pouco e pouco, as paisagens psicológicas do homem.
Compreendendo o primitivismo em que se debatia a humanidade do seu tempo, Jesus percebeu quão difícil seria a implantação da paz nos corações e quantas lágrimas seriam vertidas, a fim de que tal acontecesse.
Por esta razão, previu as catástrofes e desarmonias que as criaturas desencadeariam, bem como as incontáveis aflições que se imporiam, aprendendo lentamente o respeito pela vida, conforme relata o seu discípulo no "sermão profético", no apocalipse.
Ofereceu, porém, uma perspectiva de paz, ao afirmar que "aquele que perseverar até o fim, será salvo".
A salvação, aqui, deve ser tomada como um estado de consciência tranqüila, de autodescobrimento, em que o mundo interior se impõe, governando os impulsos desordenados, harmonizando o indivíduo.
Salvo está aquele que sabe quem é, o que veio fazer no mundo, como realizá-lo, e, confiante se entrega à realização do compromisso estabelecido.
A responsabilidade faculta-lhe segurança relativa para o desempenho da atividade a que se vincula.
Cada pessoa tem um compromisso específico na vida e com a vida.
Jesus nos demonstrou isso.

E o seu, foi de construção do "reino de Deus" na Terra.
Não se deteve e nunca postergou essa realização.
Da mesma forma, a segurança pessoal e coletiva resulta do grau de comprometimento do indivíduo, bem como do grupo social.
Jesus atestou a segurança que o caracterizava em todos os momentos, por estar comprometido, sem restrições.
Propunha: "credes em Deus?

Crede também em mim"; "ide e pregai"; "tomai sobre vós o meu fardo e aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração..."
Inúmeras vezes o Seu comprometimento com a verdade desvelava-Lhe a segurança que o sustentava na ação.
Sem demonstrar agressividade ou teimosia, a Sua certeza era tranqüila, a Sua determinação imbatível.
A segurança do Mestre acalmava aqueles que nEle se apoiavam, que confiavam nEle.
Sempre tranqüilo, irradiava essa segurança, que contagiava os que o seguiam, até mesmo diante do martírio que enfrentavam com desassombro.
Jesus ensina como o homem deve lograr a sua evolução psíquica, que deve ser desenvolvida simultaneamente com a orgânica, o que demanda tempo.
E por isso, não apresenta receita salvacionista ou simplista, de ocasião.
Antes, propõe o amadurecimento pelo esforço constante, mediante avanços e recuos para fixar o aprendizado e prosseguir até a meta final.
Saber aguardar, esforçando-se, é uma lei que te faculta a vitória.
Desejando segurança na vida, busca Jesus e a ele confia os teus planos.
Faze a parte que te diz respeito e não desfaleças na conquista dos objetivos que parecem distantes.
Retempera o ânimo e persevera.
A segurança te virá como efeito da paz que te iluminará o coração, servindo de estímulo para todas as tuas futuras conquistas.
Pense nisso!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

POEMAS DE PAZ

Quando a noite se adorna de luar, os que acreditam em
aparências banham-se de claridade e sonham com a paz. Quando, porém, o
dia se apresenta vencido por cargas de tormentas necessárias, os que
confiam na realidade renovam esperanças e porfiam no trabalho, através
de cujas forças conseguem a vitória da paz.

*

A paz da mente em harmonia pode ser considerada como a
segurança da chama resguardada dos ventos e salva dos tormentos.

*

Se desejas a paz, descansa as ansiedades no Pai e penetra a
tua na Sua mente, deixando-te conduzir pelas Suas mãos.

*

Deus, que todos buscam, mesmo quando preferem desdenhá-lo, jaz
em todos e em tudo, manifestando-se como Verdade geratriz de segurança
e paz de que necessitam os bilhões de seres da Terra.

*

A nascente de todos os direitos produz a correnteza dos
deveres, na qual está a nutrição da paz.

*

Se não convives em paz contigo mesmo, enfrentarás mil
dificuldades na comunhão da paz com os demais.

*

Há os que falam da violência, da "não-violência", esquecidos
de que tal força resulta da conquista da paz integral, que é potência
da alma e hálito de Deus.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

POEMAS DE PAZ

Uma gaivota ao longe, voando sobe o mar tranquilo.
Um cromo de beleza, uma mensagem de paz.

*

Possuindo a paz, o homem se transforma numa flauta
cuja respiração entoa sublime e doce melodia.

*

Arroteado o solo na labuta da semeação, se veste de
paz na riqueza exuberante da abundância de grãos.

*

Pode-se insuflar a guerra e mobilizar as forças da
destruição; calar a música da alegria dos povos e aumentar a dor no
carro das vidas. Nunca, porém, se poderão calar as vozes da esperança
e as canções de paz da natureza, convidando os homens à vitória sobre
as paixões.

*

A princípio, quando o rio atinge o mar mantém suas
águas separadas, para misturar-se além, muito além, em harmoniosa
conjugação de líquidos.

Iniciante, a paz isola o homem enquanto este se
integra na sua posse, para depois a possuir, confundir-se entre as
criaturas sem perder as qualidades íntimas.

*

A liberdade perfeita com a responsabilidade da
consciência formam as melhores substâncias da paz humana.

*

Realmente livre, sem amarras de fora, sem limitações
por dentro: em paz!

sábado, 10 de abril de 2010

POEMAS DE PAZ

A paz é qual cidadela que para ser vencida deve perder as
muralhas dos obstáculos de que se reveste para quem a vê por fora.

*

Não há tormenta exterior por mais poderosa que consiga vencer
o semblante confiante da paz de quem conduz reta moral, mente
harmonizada e coração amoroso.

*

O amor desinteressado e puro é nascente de paz reconfortante e
vitalizadora.

*

A paz não pode ser considerada como um estado d'alma, ligeiro
e exuberante. É uma condição permanente, derivada de vitórias sobre
vitórias no campo da vida até a superação de si mesmo.

*

Quando uma aragem de amor envolve o homem abnegado a serviço
da vida, um poema de paz canta no seu coração, concitando-o à paz
demorada da felicidade.

*

A paz usa pouca roupagem verbalista, quase nenhuma, nenhuma
para os que a conseguiram.

*

Aquele que permuta não ama; ainda está aprendendo a doar.

Quem se refere à própria paz, exibindo-a, ainda não a
encontrou, está tentando.

*

Ardente e amor venceu a paixão e se encontrou em paz.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

POEMAS DE PAZ

Se realizas o ideal de servir, mantendo a sementeira da vida
na vida da sementeira, tens alegria e essa alegria é também a tua paz.

*

Para que aquilates a grandeza da paz, vive de tal forma que
possas olhar o passado sem envergonhar-se dele...

*

Inconfundível o caráter de paz do Mestre Jesus: a severidade
para com os exploradores do povo, os pusilâmines e os astuciosos Ele
convertia em doçura para as crianças, compaixão para os sofredores e
piedade para os infelizes.

Todo Ele é uma surpresa para quantos Lhe buscam a Mensagem.

O Homem incorruptível que é comunga com os pecadores, desdenha
os falsos lauréis e é fixado numa Cruz. Todavia Sua vida é a
verdadeira vida.

Seu legado: fidelidade ao dever, servidão à Justiça, amor à Humanidade.

*

Se buscas a paz através do auto aniquilamento da vontade e do
"eu" sem o serviço redentor junto ao teu irmão, nada conseguirás.

*

Se podes evocar o passado dos teus atos, reconhecendo ter
produzido o melhor que poderias realizar, o máximo no mínimo tempo,
surpreender-te-ás em paz de consciência.

*

A paz é uma coroa do bem, tornada visível aos olhos espirituais.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PERFIL DO OTIMISMO

Quando as andorinhas, bailarinas ligeiras, dançam no ar, coloridas
pelos últimos raios do sol poente, o suave calor da primavera anuncia
a chegada alegre das flores e da renovação da vida.
Arrebentam-se as fendas dos velhos muros e morros cansados, deixando
que os vegetais surjam em variado verdor e os campos largos se exibam
com matizados em festa inigualável.
As mãos mágicas do Celeste Pintor saem derramando tintas e perfumes
embriagadores em todo lugar, confirmando seu inefável amor pelas Suas
criaturas.
Os córregos cantam com as águas apressadas e as cachoeiras arrebentam
cristais nas pedras resignadas, que os recebem felizes.
Há uma revolução geral, e os dias frios partem, deixando as lembranças
tristes sepultadas sem saudades.
Revoadas de aves alegres, incessantemente, bordam os céus com imagens
sucessivas de beleza incomum.
A primavera é o otimismo da natureza cantando o poema da estesia de Deus.
Enquanto se repita, a aliança de amor permanece entre o homem
descuidado e seu Pai zeloso, sustentando a esperança.
Apesar disso, muitas criaturas desanimadas, deixam de fitar a
claridade do dia primaveril, mergulhadas na noite das suas paixões.
Preferem olhar o chão onde permanece o lodo, a contemplar o alto onde
fulguram as estrelas. Por isso, tornam-se torpes, amarguradas,
perturbadoras.
A vida humana, qual ocorre com a da natureza, passa por quadras
variadas que se sucedem em ordem de grandeza, servindo uma de base à
outra, indispensáveis à harmonia de conjunto.
A noite, que convida ao repouso, enseja a reflexão para o dia, que
propicia a ação.
O inverno, que parece destruidor, também enseja a preservação da
energia, que estrugirá em vida na primavera.
A criatura humana é o mais grandioso investimento de Deus, na Terra, e
ser otimista quanto ao futuro, mesmo que haja dificuldades no
presente, é o mínimo que lhe cabe, como afirmação da sua realidade e
gratidão ao seu Genitor.
Quem pretende conservar tristeza no coração, encontrará sempre motivos
falsos para sustentá-la, acalentando a queixa, cultivando a desdita e
nutrindo-se da insatisfação.
O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue,
impulsionando ao avanço, à alegria fomentadora da ação.
Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar o lado
oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer
ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdios das vitórias futuras.
Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates
malogrados, não tem condições para viver as grandes e decisórias
batalhas.
Nos céus dos que amam e confiam em Deus com otimismo, sempre haverá
andorinhas bailando em prenúncio de gloriosas primaveras.
***
"O homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas
onde dominam tristezas e arejar esconderijos pestilenciais de
pessimismo mediante o aroma da esperança".

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

POEMAS DE PAZ

A tormenta prepara o solo para a semeadura, como a guerra
valoriza a paz.

*

A noite hibernal vestindo a terra de crepe acreditou-se
senhora. Logo depois, no entanto, a clara face da manhã de paz
envolveu as sombras e entornou suas dádivas de alegria.

*

Contemplando a seara coberta de flores e de grãos, o
agricultor, emocionado, exclamou: - "Graças às minhas mãos a terra
está recoberta de vida e logo mais a mesa surgirá farta de pão! Este é
um triunfo meu."

Quando o homem partiu, a gleba feliz, mergulhada na epopeia da
própria paz e pujança, parecia dizer:"Deste-me sementes, homem, e eu
te multipliquei os grãos".

A consciência em paz não relaciona atos, doa benefícios.

*

A flor, que rescende perfumes, identifica-se com o ar, como a
agradecer a concessão da vida. O homem que atende às suas tarefas se
identifica com o Senhor da Vida e se rejubila em paz.

*

Lucigênito, o homem é fascículo da Divina Luz, nele projetada.

Amoroso, o homem se penetra da paz que dimana da Consciência
Cósmica nele presente.

*

A fé que se mantém no tumulto torna-se paz que vence nos conflitos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POEMAS DE PAZ

Depois que as vagas se arrebentam nas pedras e todo o dorso do
oceano se agiganta numa incontida ânsia de crescer, para; uma brisa,
então, varre todo o seio das águas transformadas em espelho sereno. A
preamar é como a paz da natureza respondendo à violência do magnetismo
lunar sofrido pelas águas imensas...

*

Se fores sacudido de encontro às rochas da vida e atraído no
fluxo e refluxo dos vendavais dos caminhos a percorrer, conserva o bom
ânimo e prossegue, pois que chegará o momento da tua paz. Se nesse
instante de serenidade tiveres força para sintonizar com a Divina
Providência e agradecer as lutas, integral será a tua paz, porque
decorrente da mansuetude inalterável de quem confia em Deus.

*

Paz é coroa de bênçãos que pousando na cabeça do desfalecente
inunda-o de alegria, embora o fardo pesado das dificuldades a vencer.

*

O areal não tem fim e o horizonte se rasga no infinito. A
caravana na areia é um ponto de treva sob o grito escaldante do sol.
Aquela caravana, porém, tem um fim a alcançar. O condutor fita o céu
e, se é noite, deixa-se guiar pela estrela luzente, que lhe aponta o
objetivo. Vence,então, a solidão, o cansaço, o areal, a sede, a fome,
a tempestade, sofre e supera a dor. Chegando ao destino, apresenta as
contas da viagem e, só então, repousa, somente agora frui a paz. A paz
que o invade é decorrente do dever conscientemente exercido.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bom dia!

A liberdade é qual uma ave indomável que, mesmo retida em grilhões
de aço, tenta rompê-los mil vezes, o que termina por conseguir,
a fim de voar na direção do Infinito, onde plana feliz e sobranceira.
Ninguém a pode deter indefinidamente, em razão da sua fatalidade, que
é tornar independentes todos os homens e mulheres do mundo, que
nasceram para ser livres como o ar, as águas que correm pelo solo
e vencem distâncias, até alcançarem os mares e oceanos que as recebem...

domingo, 18 de outubro de 2009

POEMAS DE PAZ

Cantando, incessante, a cigarra inquieta logo perece.

Produzindo, incansável, a abelha na paz do trabalho favorece a vida.

*

Dobra, submete à santificação do trabalho o espírito rebelde,
vencendo o egoísmo e jornadearás em paz risonha.

*

Não basta crer no Cristo para dizer-se cristão...

Não basta crer na paz para possuí-la.

*

Esparze, trabalhador, a semente da harmonia por onde passes e
a paz da alegria verterá bonança pelos caminhos.

*

Se a paz que te visita não torna humilde o teu espírito, em
verdade ela é somente presunção. O homem de paz se esquece de si mesmo
a serviço do próximo.

*

Dois olhos transparentes na face de uma criança feliz é a paz
da inocência refletida na direção do futuro.

*

Cessada a balbúrdia imensa do vendaval somente o silêncio da
paz cantava um hino de bonança renovadora.

*

De coração totalmente vencido penetrou na morte, vítima do
sofrimento para ressuscitar na vida penetrado de paz.

sábado, 8 de agosto de 2009

O PASTOR CANTA

A voz, doce e quente, do Pastor, conclamava:
“Vinde os cansados sob fardos, exauridos pelos desenganos, sofridos nas circunstâncias existenciais, desanimados em razão da perda da esperança!”
“Ateai o fogo da alegria no feno da tristeza, no combustível em reserva, que restou das aspirações nobres, nas reminiscências das ofensas, nas cercas das dificuldades!”
“Erguei barreiras ao vício, impedimentos ao erro, dificuldades ao mal, utilizando a virtude do amor, o exercício da dignidade, a insistência no bem.”
“A tempestade que ameaça e arrasa, também modifica a paisagem, rarefaz a atmosfera, reverdece a terra...”
“E passados os momentos rudes, a brisa mansa oscula as ramagens quebradas, o solo encharcado, a terra ferida em sulcos profundos, anunciando as flores que virão, a gramínea que se recomporá, o pomar que se repletará de frutos.
“Ouvi, diz Ele, os cardos também se abrem em flor, os cadáveres fertilizam o chão, o charco se transforma em regato, sob as dadivosas mercês do Pai.”
“Estrelai, com a esperança da fé, as vossas noites de solidão e cantai o amor aos ouvidos desamados.”
“A vossa música, se nascer do coração, permanecerá para sempre na acústica das almas que vos escutarem.”
“O cansaço, o desengano, a exaustão e o abatimento cederão lugar às manifestações da felicidade em forma de saúde, alegria e paz.”
Assim falou o Pastor.
Desde então os fracos tornam-se fortes, os tristes fazem-se alegres, os pobres adquirem fortunas, os enfermos restauram a saúde...
Uma canção, suave e morna, aquece o mundo, os homens, os animais e a vida não silenciando jamais

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Sublime Alguém

O Sublime Alguém
Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.

*

Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.

Exercite o silêncio.

*

Ninguém seguirá com você indefinidamente.

Acostume-se com a solidão.

*

Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.

Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.

*

Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.

Subordine-se apenas ao que você tem.

*

Ninguém responderá por seus erros.

Tenha cuidado no proceder.

*

Ninguém suportará suas exigências.

Faça-se brando e simples.

*

Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.

Medite na paciência e domine os impulsos.

*

Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.

Persevere no dever bem cumprido.

*

Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.

*

Por você, Ele carregou o fardo do mundo...

Compreendeu os conflitos da vida...

Caminhou com todos...

Socorreu todos que O buscaram...

Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...

Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná...

Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...

Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares...

Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade...

Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.

Não se imponha, pois, a ninguém.

*

Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.

Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe...

*

Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que "jamais se escusava".

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Jesus e os Sofrimentos

Quando procurado pelos portadores de enfermidades, Jesus sempre lhes perguntava se realmente desejavam a saúde, ou criam que ele os poderia curar.

Era de fundamental importância para o restabelecimento do enfermo a sua segurança íntima sobre estes dois requisitos: querer e crer.

Complementando-se um no outro, tornam-se essenciais para o restabelecimento físico e psíquico do candidato à cura.

O querer em profundidade, sem reservas, altera completamente o quadro psicofísico do indivíduo, que se transfere do estado de desarmonia em que se encontra para o de equilíbrio, auxiliando o organismo na restauração dos seus equipamentos danificados.

A doença não é mais do que um sintoma do desarranjo do espírito, em realidade o portador da mesma.

O ato de querer libera-o dos elementos perniciosos, geradores dos distúrbios que se apresentam na emoção, na mente e no corpo.

Querer é decidir-se, abandonando a acomodação parasitária ou o medo de assumir responsabilidades novas perante a vida, desse modo arrebentando as cadeias da revolta persistente, da auto-compaixão, das sombras nas quais o indivíduo se oculta.

Quem quer, investe; e ao fazê-lo, age de forma a colher os resultados almejados.

O crer é uma decisão grave, de maturidade emocional e humana.

A crença vive inata no homem, aguardando os estímulos que a façam desabrochar, enriquecendo de forças a vida.

Há uma crença automática, natural, herança característica das gerações passadas, que induz à aceitação dos fatos, das idéias e experiências, sem análise racional.

E existe outra que é resultado da elaboração da lógica, das evidências dos acontecimentos com os quais a razão concorda.

Crê-se, portanto, por instinto e por conhecimento experimental.

Quando se quer, despojado de dúvida, a crença no êxito já se encontra no bojo do desejo exteriorizado.

O receio aí não tem guarida, nem as vacilações produzem desconfiança.

A paisagem mental banha-se de luz e os componentes da infelicidade se diluem sob os raios poderosos da vontade bem dirigida.

Querer e crer conduzem à luta, mediante a decisão de sair da fumaça sombria para o campo do êxito.

Após a vitória feliz, estes dois valores morais devem prosseguir comandando a integridade emocional, para impedir a recaída.

No episódio do paralítico, que foi descido pelo telhado e posto ao seu lado, como em outros variados, as duas questões são postas em evidência pelo mestre.

À pergunta direta: "tu crês que eu te posso curar?", o doente respondeu: "sim", demonstrando a fé que o dominava, ao mesmo tempo retratando querer recuperar a saúde, tal o esforço empreendido para estar ali.

Movimentara amigos e pessoas solidárias; submetera-se ao desconforto de ser conduzido, tivera aumentadas as dores, e, porque queria, conseguiu.

Sensibilizado por tal esforço, Jesus o libertou da doença, de que ele, sem revolta, desejava despojar-se.


Nas tuas dificuldades e dores, abandona a complacência para com elas e toma a segura decisão de querer ser feliz e crer que o conseguirás.

Nada te impede a tentativa. Basta que estabeleças, no íntimo, o desejo forte de libertação.

Se a dúvida se apresentar, afugenta-a.

Perturbado pelo pessimismo, contempla os triunfadores que lutaram antes de ti.

Não lhes foi diverso o esforço para a vitória.

Sucede que iniciaram o labor sem que o soubesses e agora vês somente o seu resultado.

Ademais, apela para Jesus com firmeza, certo de que a tua rogativa não ficará sem resposta, e abre-te ao influxo da força restauradora, não lhe opondo barreiras.

Se queres a paz e a saúde, e crês na sua imediata conquista, não adies o teu momento de consegui-las, pois este momento é agora.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS-TE SENHOR, PELA GLÓRIA DE VIVER
PELA HONRA DE AMAR!
MUITO OBRIGADA SENHOR, PELO QUE ME DESTE, PELO QUE ME DÁS!
MUITO OBRIGADA PELO PÃO, PELO AR, PELA PAZ!
MUITO OBRIGADA PELA BELEZA QUE MEUS OLHOS VÊEM
NO ALTAR DA NATUREZA!
OLHOS QUE FITAM O AR, A TERRA E O MAR.
QUE ACOMPANHA A AVE FAGUEIRA QUE CORRE LIGEIRA PELO CÉU DE ANIL,
E SE DETÉM NA TERRA VERDE SALPICADA DE FLORES
EM TONALIDADES MIL!
MUITO OBRIGADA SENHOR PORQUE EU POSSO VER O MEU AMOR!
DIANTE DE MINHA VISÃO, PELOS CEGOS, FORMULO UMA ORAÇÃO.
EU SEI QUE DEPOIS DESTA LIDA, NA OUTRA VIDA,
ELES TAMBÉM ENXERGARÃO!
OBRIGADA PELOS MEUS OUVIDOS QUE ME FORAM DADOS POR DEUS.
OUVIDOS QUE OUVEM O TAMBORILAR DA CHUVA NO TELHEIRO,
A MELODIA DO VENTO NOS RAMOS DO SALGUEIRO,
AS LÁGRIMAS QUE CHORAM OS OLHOS DO MUNDO INTEIRO.
DIANTE DE MINHA CAPACIDADE DE OUVIR, PELOS SURDOS, EU TE QUERO PEDIR;
EU SEI QUE DEPOIS DESTA DOR, NO TEU REINO DE AMOR,
ELES TAMBÉM OUVIRÃO
MUITO OBRIGADA SENHOR PELA MINHA VOZ
MAS TAMBÉM PELA VOZ QUE CANTA, QUE ENSINA , QUE ALFABETIZA;
QUE CANTA UMA CANÇÃO E TEU NOME PROFERE COM SENTIDA EMOÇÃO!
DIANTE DA MINHA MELODIA QUERO TE ROGAR PELOS QUE SOFREM
PELOS QUE SOFREM DE AFASIA, PELOS QUE NÃO CANTAM DE NOITE
E NÃO FALAM DE DIA.
EU SEI QUE DEPOIS DESTA DOR, NO TEU REINO DE AMOR,
ELES TAMBÉM CANTARÃO!
MUITO OBRIGADA SENHOR PELAS MINHAS MÃOS!
MAS TAMBÉM PELAS MÃOS QUE ORAM, QUE SEMEIAM, QUE AGASALHAM.
MÃOS DE AMOR, MÃOS DE CARIDADE E SOLIDARIEDADE.
MÃOS QUE APERTAM AS MÃOS.MÃOS DE POESIA,
DE CIRURGIA, DE SINTONIA, DE SINFONIA, DE PSICOGRAFIAS...
MÃOS QUE ACALENTAM A VELHICE, A DOR E O DESAMOR!
MÃOS QUE ACOLHEM AO SEIO DO CORPO, UM FILHO ALHEIO, SEM RECEIO.
PELOS MEUS PÉS, QUE ME LEVAM A ANDAR SEM RECLAMAR.
MUITO OBRIGADA SENHOR, PORQUE POSSO BAILAR!
OLHO PARA A TERRA E VEJO AMPUTADOS,
MARCADOS, DESESPERADOS, PARALISADOS...
EU POSSO ANDAR!!! ORO POR ELES.
EU SEI QUE DEPOIS DESSA EXPIAÇÃO,
NA OUTRA REENCARNAÇÃO, ELES TAMBÉM BAILARÃO.
MUITO OBRIGADA SENHOR, PELO MEU LAR!
É TÃO MARAVILHOSO TER UM LAR...NÃO IMPORTA SE ESTE LAR É UMA MANSÃO,
UM BANGALÔ SEJA LÁ O QUE FOR!
IMPORTANTE É QUE DENTRO DELE EXISTA AMOR.
O AMOR DE PAI, DE MÃE, DE MARIDO E ESPOSA,
DE FILHO, DE IRMÃO...
DE ALGUÉM QUE LHE ESTENDA A MÃO,
MESMO QUE SEJA O AMOR DE UM CÃO,
POIS É TÃO TRISTE VIVER NA SOLIDÃO!
MAS SE NÃO TIVER NINGUÉM PARA AMAR,UM TETO PRA ME ACOLHER,
UMA CAMA PARA ME DEITAR...MESMO ASSIM, NÃO RECLAMAREI,
NEM BLASFEMAREI. SIMPLESMENTE DIREI:
OBRIGADA SENHOR, PORQUE NASCI.
OBRIGADA SENHOR, PORQUE CREIO EM TI
PELO TEU AMOR, OBRIGADA SENHOR!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cáritas

Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.

Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.

Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.

Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.

Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.

Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.

Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.

Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.

Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.

Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.

Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.

Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.

Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.

Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.

Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.

Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.

Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.

Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...

As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.

O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.

Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.

Eu sou a caridade!



A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.

domingo, 1 de junho de 2008

CÁRITAS

Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol. Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia. Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento. Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento. Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação. Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora. Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação. Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas. Eu sou o fermento que leveda

a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor. Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre. Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins. Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes. Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras. Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes. Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui. Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada pass

o, concedendo-lhe combustível para nunca desistir. Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações. Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar... As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres. O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução. Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade. Eu sou a caridade!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PÁGINA DE ENCORAJAMENTO

Não lamentes as dores que carpes nos demorados dias da tua existência terrestre.

A revolta, em não resolvendo o problema, mais o aguça.

A tristeza, não conseguindo alterar a questão, torna-a mais sombria.

A depressão, não logrando equacionar a situação, mais desarticula as resistências.

A mágoa, não modificando a circunstância, faz-se ácido que adiciona aflições às dores existentes.

A angústia, não diminuindo os fatores que propiciam os sofrimentos, mais os agravam...

Essa aflição profunda que se inicia nos refolhos da alma e para a qual não se encontram consolos; a soledade que obriga a marchar entre as criaturas, anelando por companhia e ternura; o suceder de infortúnios que parecem sem termo; a ocorrência de enfermidades causticantes, não têm nascente na atualidade corporal; procedem das existências anteriores, que a reencarnação situa na estrada da evolução para disciplinar os infratores e educar os aprendizes negligentes.

A caminhada atual continua o curso que a morte interrompeu, antes que fosse culminada na felicidade.

A soma das necessidades que tisnam a alegria de viver e as sombras das ansiedades mal sopitadas que escurecem o claro sol da esperança constituem a quota disciplinante para o processo de evolução porque todos Espíritos passam através dos tempos.

Não invejes a aparente alegria dos outros. Desconheces o que lhes ocorre no mundo íntimo, bem como a quota de sacrifício que pagam para dissimular as próprias dores.

Jesus te concede a dadivosa oportunidade de crescimento para a Vida, apesar dos metidos de que a Vida se utiliza...
Agradece a ocasião e diminui as próprias necessidades, minimizando as do próximo.

Evita descarregar tua sanha em quem te cerca, nos que convivem contigo, antes, faze o melhor, vencendo tua prova e não adiando o teu momento de glória e de paz.

Sorve, alma irmã, a tua taça de provações, com o júbilo de quem, consciente das Leis, atravessa um período difícil apoiado na certeza de que virá um outro, porém, de bênçãos.

Quando hajas cumprido com os teus deveres todos, a Morte te recambiará de volta ao Grande Lar onde já não experimentarás qualquer dor ou desespero algum.

Vive intensamente a tua hora com os olhos postos no amanhã da vida e segue adiante pelo roteiro que traçaste com os teus atos passados, projetando as diretrizes mestras do porvir ditoso.

Alma da dor, solidária e triste, sai da jaula em que te aprisionas, embora digas que ali foste encarcerada, e abre a porta da liberdade com a disposição abençoada da ventura que te espera e deves atingir.

Além destes limites há infinito e beleza, se te resolveres por alcançá-los desde agora.

Avança, encorajada e, amando, sacrifica o egoísmo para que a plenitude do bem te domine em definitivo.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

PERSEVERANÇA NA LUTA

Não vos inquieteis nem desanimeis ante as lutas afligentes do caminho redentor.

Afeiçoa-vos ao arado das provações, colocando o óleo do sacrifício nas suas engrenagens para que a terra da renovação seja sulcada sem cessar, oferecendo campo para as sementes de luz na construção do Bem Eterno no âmago dos corações.

Enquanto jornadeamos nas sombras do corpo, amparados pelas oportunidades de serviço, não valorizamos em toda a sua significação a dádiva do sofrimento.

Cada percalço, cada frustração, quando sabemos superar, se transforma em bênção de inestimável valor que se incorpora ao patrimônio do nosso espírito.
Lutar, portanto, é a honra que nos cabe disputar.

Convidados por Jesus ao labor intransferível da sublimação, não regateemos as moedas do esforço iluminativo, de modo a atestar-Lhe fidelidade e devotamento.

Muitas vezes, a serviço da Sua Doutrina, somos defrontados pelos débitos do pretérito que ressurgem com o grave aspecto da aflição e lamentamos a necessidade de lapidar o espírito com os instrumentos do sofrimento...
Infortúnio e desassossego nos parecem letras de débitos em regime de cobrança urgente. Ansiedade e desconforto assumem papéis de valioso cobrador.

E avançamos assinalados, não poucas vezes, por tristeza incoercível que nos tolda a face e espezinha os melhores sentimentos.

Hoje, aficionados do Espiritismo libertador que nos convoca à antemanhã do porvir, encontramos o fardo das provações que logo cai sobre os nossos ombros e nos pesa amargamente.

Gostaríamos de fruir as concessões da oportunidade facilitada, do bem cômodo e da alegria contínua.

Somente conseguimos porfiar de ânimo robusto por possuirmos o lenitivo da consoladora certeza imortalista.

Convém, no entanto, não esquecer, à guisa de ilustração sempre necessária, que o Príncipe Divino, quando veio ter conosco, escolheu uma noite silenciosa da estrelas refulgentes para começar o Seu ministério numa casa reservada aos animais, de modo a honrar a simplicidade e a humildade, elegendo-as como símbolos característicos da Sua tarefa, - insígnias insuperáveis do Seu amor a desdobrar-se pela Terra inteira... E era o Excelso Filho de Deus! Não se resguardou sob um nome principesco da Terra, nem se deixou amparar pelos representantes das águias dominadoras do Império temporário de César, ensinando com discrição a técnica sublime da ascensão - o amor incondicional - com desdém às coisas efêmeras.

Logo depois dele, os Seus discípulos afervorados à Verdade, igualmente não se permitiram o suborno dos homens poderosos para lhes facilitarem a tarefa de extensão do Reino de Deus entre as criaturas...

...E quando mais tarde os lidadores da Boa Nova se consorciaram com os triunfadores do mundo, a Mensagem perdeu o aroma evangélico que impregnava os corações e mantinha os espíritos, qual fosse o oxigênio sublime da vida...

Não vos afadigueis, pois, ante as ásperas provações.
Tende coragem e avançai!

O caminho daquele que aspira à plenitude da paz interior e da alegria espiritual se faz, compreensivelmente, assinalado pela constante da ação dos instrumentos lapidadores das arestas e imperfeições que afeiam o espírito, após o que, aprimorado e sem jaça, qual diamante filtra a luz da verdade, tornando-se gema de rara beleza.

Os verdadeiros heróis e os legítimos operários da vida estão sempre assinalados pelas feridas da luta redentora: condecorações valiosas que lhes atestam a intensidade do combate, o valor da dedicação no campo em que funcionaram, desvelados.

Aqueles que passam tranqüilos, armazenando sorrisos, espalhando bonomia ou insensatez ainda não conheceram de perto as experiências sublimantes, caminhando para encontrá-las mais tarde.

Não os invejeis, não lhes cobiceis os lauréis.

Tomais por modelo os anjos da renúncia e os mártires da caridade e do sacrifício pessoal: conheceis a mensagem vigorosa da Imortalidade.

Vivei-a no silêncio de todas as horas, embora experimentando ápodos, desdéns, vergastadas da ironia e da calúnia.

Perseverai na luta com desassombro! O que hoje vos pareça sombras, amanhã será claridades no vosso dia infinito. E aqueles que se vos fizeram inimigos ou cobradores que enlouqueceram em plena tarefa, logo mais vos parecerão benfeitores anônimos, que em nome da Justiça Divina vos alcançaram, libertando-vos das matrizes pretéritas da dor e da amargura.

Prossegui com Jesus, o libertador de todos nós, fiéis até a morte, pois que "morrendo é que vivemos para a Vida Eterna."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

FÉ COM DESCONFIANÇA

¾ Sou homem que acredita na Doutrina Espírita, e, pois, conseqüentemente, nas “leis de causa e efeito”. Ora, tenho a certeza de que desencarnarei num desastre de avião. Por isso, não me atrevo a tomar um veículo desses.

¾ Se você crê e sabe, deve estar consciente de que não poderá defraudar a Lei.

¾ Sim, porém evito e, assim, me liberto da provável tragédia.

Um ano depois, sentado à varanda da sua casa de campo, desencarnou, vítima de um desastre aéreo... Um avião desgovernado caiu exatamente sobre a sua casa e ele não se pôde evadir.

*

¾ Aqui não há espiritista algum, de forma que será inútil abordar esse assunto.

¾ Ora, se Jesus assim pensasse, não apresentaria a Sua doutrina. Paulo, ao sair pregando a Mensagem de Vida Eterna, não o fez onde esta era conhecida, antes, pelo contrário...

¾ Todavia, o Espiritismo é proibido aqui.

¾ Porque ignorado, como tudo que visa libertar o homem da miséria moral em que padece.

¾ No entanto, o Espiritismo produz muitos desequilíbrios nervosos e outros.

¾ O senhor é espírita?

¾ Não, por que?

¾ Vejo-o tão agitado... Como a sua acusação é acerca disso poderia parecer-me que o senhor fosse profitente dessa Doutrina. O Espiritismo, todavia, é mensagem de paz, meu amigo. Busque conhecê-lo...

¾ Bem, eu até que acredito um pouco...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

P a r á b o l a d a S a ú d e

O discípulo acercou-se do mestre e indagou:

- Sinto-me extenuado. A mente tresvaria. A depressão me desgoverna. Que deverei fazer?

O sábio respondeu-lhe:

- Toma essas sementes e planta-as, após preparar a terra. Ao segar a sua produção retorna.

O enfermo partiu e trabalhou. Meses depois voltou, ansioso, indagando:

- Fiz como recomendastes. Gastei-me no sol e na chuva. Preparei o solo; plantei o grão; resguardei a seara e trago-te milhões de outras sementes. No entanto sofro. E agora?

- Retorna aos sítios abandonados e recupera a área, ali outra vez semeando.

O aprendiz partiu e volveu à experiência agrícola. Aumentou a produção.

Posteriormente, buscou o instrutor e o mesmo pediu que repetisse o serviço.

Enquanto isso sucedia, passava o tempo.

A ação do trabalho consumiu as falsas preocupações do candidato à saúde que, por fim, compreendeu que o trabalho é o melhor auxiliar e companheiro para conquistar a vida e bem utilizar do tempo, único medicamento contra a depressão, o cansaço e a ociosidade, que são geradores de alguns dos muitos males que grassam e vencem os que se lhes entregam sem resistência.