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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cada relação é diferente da outra

Se você já se decepcionou com conflitos em suas relações com amigos ou com pessoas queridas, precisa compreender que cada relação é única. Não deixe que problemas com uma pessoa convençam você de que não tem capacidade para desenvolver uma boa amizade ou ser um parente amoroso.

Jane tem um bom relacionamento com seus pais e com seu irmão, mas nunca se deu bem com sua irmã. Ela se sente frustrada com isso e está sempre tentando entender a causa dessa dificuldade. "O que há de errado comigo?", Jane se pergunta. Mas o modo de ser e as atitudes de Jane, que produzem um efeito tão positivo em seus pais e em seu irmão, parecem irritar e incomodar sua irmã. Jane, às vezes, pensa em mudar para agradar a irmã, mas isso não só seria artificial, como teria um impacto negativo em seus outros relacionamentos.

Por que não podemos ter relações positivas com todo mundo? A resposta, dizem os psicólogos da Universidade McGill, no Canadá, é que "as pessoas são complexas demais, têm inúmeras facetas", e não podemos esperar que reajam todas da mesma maneira.

O que podemos fazer? Precisamos saber que não é por uma falha nossa que, apesar de nos darmos bem com a maioria das pessoas a quem amamos, somos rejeitados por algumas. Esta é a realidade: as pessoas são diferentes e é impossível agradar a todas. Os pesquisadores nos tranqüilizam: "Para se sentirem satisfeitas, as pessoas não precisam ter relacionamentos felizes com todo mundo. O que elas precisam é alegrar-se com seus relacionamentos felizes e administrar da melhor maneira possível os relacionamentos problemáticos."

Os pesquisadores descobriram que não havia diferença entre a felicidade das pessoas ligadas basicamente aos amigos e a daquelas ligadas basicamente à família. As pessoas têm capacidade de ser felizes a partir dos relacionamentos disponíveis e não precisam que todas as relações tenham a mesma qualidade de afeto e afinidade.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Não ignore uma parte de sua vida

Somos mais felizes quando o conjunto de nossa vida está bem do que quando uma área importante está perfeita e o resto está caindo aos pedaços.

Observe o modo como algumas organizações tomam decisões. Elas o fazem por partes, em vez de pensar na organização como um todo.

Uma universidade designa uma sala do andar térreo para um exame final realizado de manhã cedo ignorando o fato de que a equipe de manutenção estará nesse mesmo horário cortando a grama do lado de fora. Por quê? A sala foi escolhida pelo reitor porque tinha o tamanho adequado, enquanto que o pessoal da manutenção foi enviado pelo gerente administrativo porque de manhã é mais fresco e fica mais fácil trabalhar ao ar livre.

Qual é a conseqüência? As duas atividades entram em conflito e nenhuma delas tem um bom resultado. O barulho atrapalha o exame e o trabalho de manutenção acaba sendo interrompido antes do final para atender às necessidades dos estudantes.

Você não pode atender a um setor da sua vida ignorando os demais. Não pode mergulhar no trabalho abandonando a vida familiar e o lazer. Não pode dedicar-se integralmente às tarefas domésticas descuidando-se de sua vida intelectual ou da sua aparência. Você não é uma organização com vários gerentes, mas uma pessoa única com suas necessidades e prioridades. A sua tarefa é levar todas elas em conta e viver de forma equilibrada.

Em uma pesquisa realizada com um grupo grande de estudantes universitários, aqueles que não faziam sua satisfação depender de um único objetivo tinham chances dezenove por cento superiores de se sentirem felizes. Smith, 1997

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Coisas pequenas têm grandes significados

Coisas muito pequenas – o tom da voz, a expressão corporal, um toque de mão, uma única palavra num bilhete, uma flor deixada sobre a mesa – podem comunicar muitas coisas.

Será que coisas tão pequenas, como uma ligeira mudança na expressão do rosto, têm realmente importância?

Não são necessários grandes gestos nem gritos dramáticos. As nossas reações aparecem em expressões mais sutis, tons de voz, pequenos gestos e linguagem corporal.

Pense nisto: reconhecer a expressão do rosto de uma pessoa leva menos do que a sexta parte de um segundo. Podemos processar expressões acerca de noventa metros de distância. Como fazemos isto? Prestando atenção. Os seres humanos prestam especial atenção em expressões faciais, tomando-as como indicadores daquilo que seus companheiros estão pensando.

Da próxima vez que alguém lhe perguntar se está gostando do jantar que lhe foi oferecido e você responder "está ótimo", lembre-se de que seu interlocutor está prestando atenção não apenas nas suas palavras, mas também nas mensagens que você talvez esteja comunicando com a expressão do rosto, um sutil gesto do corpo e de muitas outras formas.

Você pode expressar seu amor por uma pessoa com palavras, mas pode multiplicar essa comunicação com pequenos gestos delicados, desde uma flor deixada sobre o travesseiro, um aperto de mão mais caloroso, uma refeição especial num dia comum. A mulher atenta e amorosa é capaz de ver, por trás do "tudo bem" do marido, uma preocupação estampada na tristeza do olhar e que ele tem dificuldade em expressar. E ela pode manifestar sua solidariedade através de muitos pequenos gestos que não o pressionem, mas transmitam "estou ao seu lado, disponível para acolhê-lo" .

Os casais que têm sensibilidade na comunicação – que reconhecem o poder das mudanças sutis de comportamento – avaliam que sua satisfação é dezessete por cento mais alta do que os casais que não a possuem. Notarius, 1996

sábado, 13 de outubro de 2007

Você sempre tem uma escolha

Lembre-se, ninguém nos obriga a fazer nada. Podemos escolher fazer qualquer coisa por considerá-la importante o suficiente para justificar nossos esforços. Não se queixe das suas responsabilidades como se fossem um fardo inevitável. Pense nos efeitos positivos de qualquer uma de suas ações – as razões pelas quais você vai trabalhar, as razões pelas quais você cuida de sua casa, e assim por diante.

Quantas vezes você já se queixou, pensando: "Por que eu tenho que fazer isso?" Quais são as coisas que você tem obrigação de fazer? A não ser que você esteja na prisão, você não tem que fazer nada. É você quem escolhe o que quer fazer.

Quer ver? Pense em alguma coisa que faz todo dia, como lavar roupa, levar as crianças para a escola, ir trabalhar. Você pode se perguntar: "E eu tenho alguma escolha? De qualquer modo, a roupa tem que ser lavada, as crianças precisam ir para a escola, eu tenho que trabalhar."

Sabe o que você pode escolher? Pode escolher fazer essas coisas como um fardo obrigatório, ou escolher fazê-las porque trazem bem-estar, conforto, alegria. Lavar a roupa é uma escolha que você faz porque gosta de ter suas coisas limpas e cheirosas. Levar as crianças para a escola é uma forma de conviver com elas e dar‑lhes amor. Seu trabalho é fonte de realização para você e de conforto para a família.

Então você pode escolher a forma de ver e sentir as coisas que faz. A rigor, ninguém força você a nada. É você quem escolhe, fazendo uma avaliação do que perde e ganha com a sua opção. Porque toda escolha implica um ganho e uma perda.

Entrevistas realizadas a respeito dos níveis de satisfação na vida revelaram que as pessoas que demonstraram um senso de independência, tomando decisões por si mesmas, depois de avaliarem perdas e ganhos, tinham chances três vezes maiores de se sentirem satisfeitas do que aquelas que não o faziam