segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Voltar À Vida

Nas vagas revoltas navego sem rumo
Pelos mares afora
Terei perdido o juízo?



Meu canto à loucura a quem devo cantar

Para ti senhor das águas

Para mim ou ao amor

Que deixei ficar no porto?



Senhor das águas por que me convidaste

Para singrar os mares sabendo que não comungo

Com os ventos de Agosto?



Perdi-me na escuridão da noite

Nas profundezas abissais

Na inconsciência dos meus sonhos

Oh deuses venham em meu socorro!



Desejo voltar à vida erguer a cabeça

Volver o olhar aos céus

Ver novamente a beleza das cores

Voltar a sentir o calor do sol

E a vida ao meu encontro!



Ver a lua acender a escuridão da noite

Convidar estrelas para orientar nossa nau

Até ancorarmos em algum porto seguro!



Fechar os olhos esquecer o medo

Viver a ilusão do mundo

Através da magia de meus sonhos!



Agora fazer o quê

Como voltar desta loucura consumada

Se tu senhor dos mares da vida não quer mais nada

Por que não tomei firme em minhas mãos

O leme a bússola e a carta de navegação

Para me orientar na imensidão de tanta água?



Por que confiei em ti senhor dos mares

Se hoje estás ultrapassado

E só pensas em teu repouso

Responda-me se estamos mesmo à deriva

Sem chance alguma de ancorar em qualquer porto?



Ah como eu desejaria me redimir do pecado de considerar-te

O grande deus dos mares

Se eu tivesse uma só chance à nova escolha

Não daria ouvido às tuas histórias ultrapassadas!



Esqueceria o bramir das vagas dos mares revoltos

Jamais esperaria a calmaria

Para levar-me de volta ao porto!



Ah amor querido choro doridas lágrimas

Com saudade do teu rosto

Se eu pudesse fazer do ódio que senti de mim

Ao te deixar no cais

Transformaria àquele ódio em sinfonia de amor

E só para ti eu cantaria a canção dos anjos!