Voltar à Vida...
Posêidon...
Terei perdido o juízo
Nas vagas revoltas navego sem rumo
Pelos teus mares seguindo!
Meu canto à loucura a quem canto
Para ti o senhor das águas
Para mim ou ao amor
Que deixei ficar no porto?
Posêidon por que me convidaste
Para singrar os mares
Sabendo que não comungo com ele
Nem com os ventos de Agosto!
Perdi-me na escuridão da noite
Nas profundezas abissais
Na inconsciência dos meus sonhos
Oh deuses venham em meu socorro!
Desejo levantar a cabeça
Volver o olhar aos céus
Ver novamente a beleza das cores
Voltar a sentir o calor do sol
E a vida vir a meu encontro!
Ver o clarão da lua
Acender a escuridão da noite
Convidar estrelas para orientar nossa nau
Até ancorarmos em algum porto seguro...
Fechar os olhos esquecer o medo
Viver a ilusão do mundo
Através da magia de meus sonhos!
Agora fazer o quê
Como voltar desta loucura consumada
Se tu Posêidon não quer mais nada
Por que não tomei de tuas mãos o leme
A bússola e cartas de navegação
Para tentar orientar-me?
Por que confiei em ti Senhor das águas
Se hoje estás ultrapassado
E só pensas em teu repouso
Posêidon responda-me
Estamos mesmo à deriva
Sem chances de ancorar
Em qualquer porto?
Ah como eu desejaria me redimir
Do pecado de considerar-te
O grande deus dos mares
Se eu tivesse direito à nova escolha
Não daria ouvido as tuas histórias!
Esqueceria o bramir das vagas
Dos mares revoltos
Jamais esperaria a calmaria
Para me levar de volta ao poro!
Ah meu amor querido
Choro tristes lágrimas
Com saudade do teu rosto!
Se eu pudesse fazer do ódio
Que senti de mim ao te deixar no cais
Eu o transformaria em linda sinfonia
E só para ti eu cantaria...
A canção do meu amor...!

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