sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Voltar à Vida...

Posêidon...

Terei perdido o juízo

Nas vagas revoltas navego sem rumo

Pelos teus mares seguindo!



Meu canto à loucura a quem canto

Para ti o senhor das águas

Para mim ou ao amor

Que deixei ficar no porto?



Posêidon por que me convidaste

Para singrar os mares

Sabendo que não comungo com ele

Nem com os ventos de Agosto!



Perdi-me na escuridão da noite

Nas profundezas abissais

Na inconsciência dos meus sonhos

Oh deuses venham em meu socorro!



Desejo levantar a cabeça

Volver o olhar aos céus

Ver novamente a beleza das cores

Voltar a sentir o calor do sol

E a vida vir a meu encontro!



Ver o clarão da lua

Acender a escuridão da noite

Convidar estrelas para orientar nossa nau

Até ancorarmos em algum porto seguro...



Fechar os olhos esquecer o medo

Viver a ilusão do mundo

Através da magia de meus sonhos!



Agora fazer o quê

Como voltar desta loucura consumada

Se tu Posêidon não quer mais nada

Por que não tomei de tuas mãos o leme

A bússola e cartas de navegação

Para tentar orientar-me?



Por que confiei em ti Senhor das águas

Se hoje estás ultrapassado

E só pensas em teu repouso

Posêidon responda-me

Estamos mesmo à deriva

Sem chances de ancorar

Em qualquer porto?



Ah como eu desejaria me redimir

Do pecado de considerar-te

O grande deus dos mares

Se eu tivesse direito à nova escolha

Não daria ouvido as tuas histórias!





Esqueceria o bramir das vagas

Dos mares revoltos

Jamais esperaria a calmaria

Para me levar de volta ao poro!



Ah meu amor querido

Choro tristes lágrimas

Com saudade do teu rosto!



Se eu pudesse fazer do ódio

Que senti de mim ao te deixar no cais

Eu o transformaria em linda sinfonia

E só para ti eu cantaria...

A canção do meu amor...!