terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Realidade é realidade

(Depois dessa vou ser apedrejado,
não mais lido, mas não sei fingir)

Ergo a taça do amor, num brinde à vida,
Na festa do prazer por estar vivendo;
Por ter vencido e ainda estar vencendo
O tempo, nessa etapa de partida.

Lastimo sim a juventude ida,
Quem diz que não a lastima está querendo,
Enganar-se a si mesmo, e vai sofrendo
Com essa tola afirmação fingida.

Mas aceito sem dor minha velhice,
E jamais cairia na tolice,
De afirmar ser ainda, o que não sou.

E existe homem, por aí ,que inventa,
Que é bom de pega após os seus sessenta,
Porque não aceita o que já terminou.